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| Retalhos da visita do Papa |
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| Artigos |
| Sáb, 27 de Dezembro de 2008 11:42 |
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Da recente visita do Santo Padre Bento XVI ao Brasil, alguns aspectos chamaram atenção. Como uma colcha de retalhos, apresento-os aqui. 1. O próprio Papa, sua figura simples, humilde, de visível timidez, seu sorriso contido, seu olhar quase de menino indefeso e meio assustado... Parecia estar ali dizendo: “Não olhem para mim; olhem para o Outro, para o Cristo! Vim apenas para recordá-lo a vocês!” Quando pensamos o que os meios de comunicação – e até pessoas de Igreja – disseram desse homem tempos atrás... Chamaram-no de tirano, perseguidor, inquisidor, prepotente, etc. Agora, os brasileiros puderam ver e ouvir Joseph Ratzinger. E que ninguém diga que ele mudou depois de Papa. Ele sempre foi assim! 2. A clareza e profundidade das palavras de Bento XVI, além da sua constante preocupação de colocar Cristo no centro da vida e da missão da Igreja: só Ele é o fundamento; só ele a razão de ser da vida e atividade da Comunidade eclesial. Bento XVI apareceu como de fato é: um homem enamorado por Jesus Cristo! 3. A diversidade dos rostos e modos dos católicos. Ali, naquelas multidões, apareceu uma Igreja viva, plural, diversificada e feliz; uma Igreja que não tem medo de crer e testemunhar com profunda alegria a sua fé. E pensar que muitos pensam que a Igreja está no fim da picada... O vigor da Igreja não vem de estatísticas nem de recursos humanos; vem do Espírito do Ressuscitado e, por isso, jamais passará! 4. A presença numerosa e barulhenta dos jovens. Jovens de tantos grupos, de vários movimentos, jovens que não têm medo de ser católicos e de mostrar sua identidade. Isto é o fruto da presença de tantos movimentos e grupos no interior da Igreja. 5. O número enorme de jovens seminaristas e religiosos, além de tantos outros, pertencentes à comunidades de vida, com seus trajes típicos e diferenciados... Vê-se uma juventude à procura de identidade e do sagrado. 6. Ficou claro também que passou o tempo do discurso ideológico dentro da Igreja. O que comove não é mais um programa social, não é mais um discurso sobre uma libertação sócio-econômica. O que comove agora, graças a Deus, é o Evangelho, é Jesus, aquele que o Frei Hans mostrou de modo comovente na Fazenda da Esperança: um Jesus que renova, liberta, restaura e dá sentido à vida, tornando-se fermente de um homem novo num mundo novo. Ficou claro, nas palavras do Papa, na atitude dos fiéis e na experiência da Fazenda da Esperança: quando Cristo é o centro, quando é crido, adorado, vivido e testemunhado, o mundo muda e as algemas se rompem... Artigos Relacionados: |
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