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| A V Conferência do Episcopado Latino-americano e caribenho |
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| Artigos |
| Sáb, 27 de Dezembro de 2008 11:43 |
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Côn. Henrique Soares da Costa Do dia 13 a 31 de maio, representantes dos Bispos de toda a América Latina e do Caribe estarão reunidos em Aparecida para a sua V Conferência. O local e o tema foram escolhidos pelo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro e cabeça do Colégio Episcopal. A imagem certamente será bela: os Bispos, sucessores dos Apóstolos, ao redor do Sucessor de Pedro, numa eloqüente experiência de colegialidade e comunhão na fé e na caridade. E, nos Bispos, estarão presentes todas as nossas igrejas diocesanas da América Latina e do Caribe. É importante compreender que um encontro assim não é uma simples reunião. Trata-se, ao invés, de um momento privilegiado do exercício de colegialidade dos Bispos, no qual aqueles que são sucessores dos Apóstolos e membros do Colégio Episcopal espalhado por toda a terra, exercem o ministério de mestres da verdade de Cristo com a assistência do Espírito Santo. “Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que, nele, nossos povos tenham vida”. Ao sugerir este tema aos Bispos, Bento XVI quer deixar claro vários aspectos importantes da missão da Igreja no hoje do nosso continente. Eis os principais: 1. No centro de tudo está Jesus Cristo: dele somos discípulos, em seu nome, missionários, porque ele é a Vida do mundo e dos povos latino-americanos e caribenhos. O Papa, como Pedro há dois mil anos ao proclamar “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, deseja que fique bem claro que o caminho da Igreja é Jesus Cristo. Não esqueçamos que há algumas décadas a preocupação social e certa teologia, inspirada em pressupostos marxistas, tenderam a reduzir a pessoa e a obra de Jesus Cristo a uma mensagem sócio-transformadora. Sem negar em nada a preocupação que a Igreja deve sempre ter para com os pobres e marginalizados, o Santo Padre insiste, no entanto, que a missão da Igreja é religiosa e anunciar Jesus deve ser o foco de sua missão, levando a humanidade a encontrar o Senhor como único Salvador e nele encontrar a vida em abundância. 2. Ante um mundo cada vez mais relativista e secularizado, que corre atrás de novidades, o Papa recorda que a Igreja é a comunidade dos discípulos de Cristo: o Mestre, o Critério, a Verdade é Jesus Cristo. Discípulo é aquele que escuta, aquele que segue, aquele que tem como referência e critério o Mestre. A Igreja não pode amoldar-se ao mundo, tomando como critério os modismos ditados pelo paganismo reinante: só um é o Mestre – Jesus, nosso Senhor. 3. Mas, a adesão da Igreja a Jesus não deve fechá-la em si mesma. Quem encontra uma grande alegria, não pode ficar calado, não pode guardá-la somente para si: “Ide pelo mundo, pregai o Evangelho; fazei de todos os povos meus discípulos!” O Santo Padre quer recordar às nossas Igrejas diocesanas que é preciso ir ao mundo, levando Jesus, único Salvador. A Igreja não pode nunca deixar de ser missionária, de sair de si e dirigir-se ao mundo... 4. O objetivo da missão é que o homem viva. Como dizia Santo Irineu, “a glória de Deus é o homem vivo”. Se Jesus é a vida e a paixão da Igreja, o destinatário de sua missão é o homem. A Igreja jamais poderá esquecer que é serva da humanidade e tudo quanto diga respeito à vida do mundo – vida em todos os aspectos: espiritual, moral, sanitário, social, econômico, etc. Já na sua bela Encíclica, “Deus charitas est”, o Santo Padre recordava esta dimensão da preocupação que a Igreja deve ter com a caridade cristã. O que o Papa insiste é que a motivação da ação social da Igreja não seja movida por ideologias – e muito menos pelo marxista visceralmente ateu e materialista. 5. A vida que a Igreja deve preocupar-se em levar aos nossos povos é, essencialmente, vida em Cristo. Por isso o Papa, ao escolher o tema da Conferência, insiste: “Para que, nele, nossos povos tenham vida”. A vida, em última análise, não está na resolução dos problemas sócio-econômicos, políticos ou culturais. Por quanto todos esses aspectos sejam importantes, a Vida em sentido definitivo, a Vida que se a Igreja não der ninguém dará, é Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida. São estes os aspectos centrais que Bento XVI quis propor aos Episcopados desta banda do mundo e que deverão orientar a ação da Igreja nos próximos dez anos. Estejamos muito atentos ao discurso do Santo Padre na inauguração da Conferência, no Domingo à tarde, em Aparecida. Rezemos para que o Senhor ilumine, com a luz do seu Santo Espírito, os nossos Bispos. Que eles, como mestres da Verdade, saibam, quais escribas sábios, tirar do perpétuo tesouro da Igreja, coisas novas e velhas!Artigos Relacionados: |
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