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| Sáb, 27 de Dezembro de 2008 12:01 |
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Cônego Henrique Soares da Costa
Domingo próximo, 12 de fevereiro, uma boa parte do clero da Arquidiocese de Maceió, bem como uma representação do Povo de Deus, irão a São Luís do Quitunde, juntamente com o Arcebispo Metropolitano, Dom José Carlos Melo. Às 10 horas da manhã, lá será celebrada uma Santa Missa nas intenções do Arcebispo e do Pároco local, Pe. Edivan Bernardino. É um modo de marcar presença e posição da Igreja. Ultimamente tem havido graves tensões e conflitos entre políticos e párocos da nossa Arquidiocese. São Luís do Quitunde e Passo de Camaragibe são os casos mais recentes. A Igreja reconhece e respeita o poder civil e, onde for possível, deseja trabalhar em parceria com as prefeituras. Igreja e poder público encontram-se, efetivamente, na busca do bem-comum, pois a mesma pessoa que é cidadã é também filha da Igreja católica. Que se recorde que a grande maioria de nossa população é de profissão de fé católica e a cultura do nosso povo ainda traz profundas marcas do catolicismo, graças a Deus. Dois pontos principais de tensão dão-se numa tentativa da reduzir as paróquias a departamento da Prefeitura. Primeiro, a tentativa de ingerência nos assuntos internos da Igreja, tentando-se patrulhar e controlar quem participa da vida paroquial. A Igreja não pode de modo algum deixar que isso aconteça. Colaboração, sim; dependência ou subserviência, jamais. Outro ponto delicado são as festas dos padroeiros. É verdade que tais festas têm fortíssimas conotações histórico-culturais. Isso é ótimo. É sinal de que a Igreja marcou a cultura e as tradições de nosso povo. Juntamente com a festa litúrgica deve haver a festa de rua, com expressões de divertimento, de folclore, de manifestações culturais diversas, segundo a sã tradição de cada lugar. Ótimo. Mas, temos hoje, com a paganização, a tentativa de transformar uma festa religiosa num evento pagão, com excessos de bebidas alcoólicas, prostituição, bandas profanas tipo “Calcinha Preta”, “Sem Calcinha”, “Sem Cueca” e coisas do gênero. Isso é inaceitável! É uma vergonha, numa festa de Padroeiro, shows pagãos. É uma agressão à sensibilidade religiosa do Povo de Deus e uma profanação do que é sagrado! Isso tem que acabar. Os senhores prefeitos cuidem de compreender isso: a festa é religiosa. A Prefeitura ajuda e tal ajuda é bem-vinda e lícita, pois a festa é da Cidade. Mas, sem paganização. Que os senhores párocos tenham hombridade: lutem pela autonomia da Igreja e não aceitem essa vulgarização das coisas de Deus! Quanto à “Calcinha Preta”, que os políticos deixem para ocasião que condiga com tal vulgaridade.Artigos Relacionados: |
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