Informações
| A corrida eleitoral |
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| Editoriais do Semeador |
| Sex, 15 de Maio de 2009 18:56 |
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Começou. Estamos em plena campanha eleitoral. Os postes estão cheios de caretas dos nossos políticos. A cidade vai sendo poluída visual e sonoramente com a intrometida propaganda eleitoral. E temos que suportar. Haja maquiagem, haja marketing, haja mentira. Mas, isso não é tudo. É só a ponta do iceberg. Há ainda a corrupção eleitoral, que já vai solta; a camuflada compra de votos. Há candidatos levando eleitores para tirar título eleitoral; há candidatos usando a máquina pública, trazendo eleitores do interior do Estado em ônibus da prefeitura municipal para fazer compras em Maceió. Há candidatos dando tijolos, cestas básicas, benefícios de mil modos e disfarçados com mil máscaras. Há candidatos pagando ligadura de trompas em massa para meninas de quinze, dezesseis, dezessete anos... Tudo isso é corrupção, tudo isso é imoral, tudo isso é abjeto. É bom que a sociedade vá se conscientizando que não teremos democracia real e efetiva enquanto o processo eleitoral for conduzido desse modo. Esses candidatos não representarão ninguém, a não ser a si mesmos. Compram os votos e, portanto, não devem satisfação e ninguém. Nos anos oitenta, um conhecido (a analfabeto) deputado estadual gabava-se pela televisão, para todo mundo ouvir: “Não devo nada a ninguém; comprei todos os votos que tive!” A ignorância, a falta de escolaridade e de educação política, a falta de consciência cidadã, leva o nosso povo a ser manipulado desse modo. Que fazer? Primeiro, que cada um se esforce para não se deixar corromper. Isso mesmo: cada um, que não se venda. O pobre se vende por uma cesta básica; mas, as classe média e alta também se vendem: por um emprego, uma comissão, uma boquinha... Outra coisa a fazer: converse, discuta: em casa, com seus amigos, com seus empregados. Troque idéias, discuta os problemas, analise os candidatos. Mais uma coisa: se souber de alguma malandragem eleitoral, denuncie. Há telefones pelos quais se pode fazer denúncia anônima. Cobre das autoridades providências para que o processo eleitoral seja limpo e decente. É preciso ainda muito cuidado com a maquiagem eleitoral – isto que se chama pomposamente de marketing. No caso da campanha, seria melhor chamar “enrolação” ou “embromação” ou “enganação”. Os candidatos prometem não o que pretendem fazer, mas o que sabem que o eleitor deseja ouvir. Depois, no governo, faz-se como quer. O povo brasileiro teve uma experiência bem recente disso. Na campanha uma conversa, um programa; no governo, outra conversa (ou a mesma conversa), com outro programa, totalmente diferente. É o marketing. É necessário que as várias organizações e os vários grupos da sociedade acompanhem e monitorem o processo eleitoral. Afinal, é nossa cidade que estamos entregando aos senhores e senhoras que se apresentam como candidatos. A Igreja, as várias denominações cristãs, as ONGs, as associações de bairro, as comunidades religiosas presentes nas nossas paróquias, a OAB e quem mais quiser e puder, devem participar dessa fiscalização, sendo sujeitos e não meros espectadores desse processo, Aprende-se a votar votando; constrói-se democracia tentando, provando, errando, acertando, mas sempre participando. Que os cristãos não se omitam, mas saibam dar a sua contribuição. Uma última advertência, sobretudo para os cristãos: nunca vote em alguém que se apresente usando o nome de Jesus. Cristo, nosso Senhor, não é cabo eleitoral de ninguém. Artigos Relacionados: |
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