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| As festas do Natal |
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| Editoriais do Semeador |
| Sex, 15 de Maio de 2009 23:48 |
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Estamos em pleno tempo do Natal. Para a Igreja não se trata do aniversário de Jesus, como muitos, erradamente, pensam. A celebração cristã não é recordação do passado, não é rememoração. Na noite santa a Liturgia celebra o evento historicamente acontecido há dois mil anos, mas presente no hoje do mundo e da nossa vida na potência do Espírito: “Hoje nasceu para vós um Salvador!” Não há dois mil anos atrás, mas hoje! Ou seja, celebrar cristãmente o Natal não é simplesmente olhar para o ano 1 da nossa era, mas experimentar e crer que o Senhor vem na atualidade de nossa existência, vem para nos salvar. Portanto, não cantamos “parabéns pra você, Jesus!”, mas sim “Cristãos, vinde todos, adoremos o Salvador hoje nascido!” Há ainda um outro aspecto importante a considerar. A celebração do Natal para a liturgia da Igreja (seja no Ocidente católico, seja no Oriente ortodoxo) não se reduz ao dia 25 de dezembro. O Natal não é simplesmente a celebração do nascimento de Jesus segundo a carne, mas é, antes de tudo, a celebração da Manifestação do Senhor no nosso meio, a manifestação daquele Mistério escondido desde toda a eternidade e que agora nos foi revelado. Assim sendo, o Natal é composto por cinco festas, todas elas celebrando o mesmo mistério estupendo: Deus veio ao nosso encontro, veio ser Emanuel – Deus conosco. Eis as festas do Natal do Senhor: 1) A Solenidade do Natal do Senhor, no dia 25 de dezembro. Na pobreza da gruta de Belém contemplaremos como uma frágil criança aquele que é o forte e eterno Deus: “Porque um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado, ele recebeu o poder sobre os seus ombros e lhe foi dado este nome: Conselheiro-maravilhoso, Deus-forte, Pai-eterno, Príncipe-da-Paz” (Is 9,5). Neste dia santíssimo (que é celebrado durante oito dias, chamados oitava do Natal) a Igreja dobra os joelhos diante do Salvador, juntamente com Maria, José e os pastores; a Igreja canta o glória a Deus nas alturas juntamente com os anjos, a Igreja ilumina-se de alegria como o céu da noite santa de Belém. 2) No domingo entre os dias 25 e 1º de janeiro a Igreja celebra a Festa da Sagrada Família. O Filho de Deus assumiu em tudo a nossa condição humana: ele entrou numa família, na vida miudinha de cada dia; ele veio verdadeiramente viver a nossa aventura: cresceu, aprendeu, como qualquer ser humano de qualquer época. Assim, santificou as famílias de modo especial: “Desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso” (Lc 2,51). 3) Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, no dia 1º de janeiro, Oitava do Natal. “(Os pastores) foram, então, às pressas, e encontraram Maria, José e o recém-nascido deitado na manjedoura” (Lc 2,16). Na Oitava do Natal, a Igreja contempla o Menino que nasceu em Belém e nele reconhece o Deus eterno, reclinado no colo de Maria. Por isso chama-a Mãe de Deus, quer dizer, Mãe do Filho de Deus feito homem! Dando este título a Virgem a Igreja, desde suas origens, professa sua fé na divindade de Jesus. 1º de janeiro é uma das grandes festas marianas. 4) Solenidade da Epifania do Senhor, no domingo entre 2 e 8 de janeiro. É a festa chamada pelo povo de Festa de Reis. Mas, é bem mais que isso: a palavra “epifania” significa “manifestação”. Os magos, vindos dos povos pagãos, representam toda a humanidade que vem adorar o Salvador e reconhecê-lo como a luz para iluminar as nações. Assim, Deus manifesta a sua salvação a todos os povos: “O Senhor fez conhecer sua salvação, revelou sua justiça aos olhos das nações. Os confins da terra contemplaram a Salvação do nosso Deus” (Sl 97,2.3). 5) A Festa do Batismo do Senhor, no domingo após a Epifania. Com esta festa termina o tempo do Natal. O Pai apresenta o se Filho: “Este é o meu filho amado, em quem eu me comprazo!” (Mt 3,17). Com esta festa encerra-se o ciclo de festas da manifestação do Senhor. A Igreja agora sabe, experimenta e anuncia ao mundo: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória!” (Jo 1,14). Todas estas festas cantam e gritam e proclamam que Deus veio ao nosso encontro no seu Filho Jesus, que se manifestou, entrou, na nossa humilde condição humana: ele é Emanuel – nunca mais Deus acima de nós, nunca mais Deus longe de nós, nunca mais Deus sem nós e nunca, nunca mais nós sem Deus! É esta a alegria, a Boa Nova do Natal, que nestes dias santíssimos, celebramos como Igreja. Feliz Natal! Artigos Relacionados: |
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