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| As festas do Natal - II |
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| Editoriais do Semeador |
| Sex, 15 de Maio de 2009 23:49 |
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O povo que andava na escuridão, viu uma grande luz; Estas palavras, da primeira leitura da Missa da Noite do Natal do Senhor, são de uma força e de uma beleza únicas. São daqueles textos que nos encantam e emocionam pela sua poesia, pela sua força, pela beleza. No meio da Noite Santa do Natal as palavras do profeta tornam-se Evangelho, Boa e Alegre Notícia: para a humanidade envolta em trevas, estacionada na noite, brilhou uma luz; para o homem entristecido, ansioso pela vida, cresceu a alegria, aumentou a felicidade. E o texto do profeta diz ao Deus que vem: “Tu fizeste isso! Todos se regozijam na tua presença!” É esta a essência do tempo do Natal, das cinco festas deste tempo, todas elas celebrando um acontecimento único: o Filho eterno do Pai manifestou-se na nossa pobre humanidade para enriquecê-la com a sua divindade; ele veio para nos dar a graça da comunhão, da amizade com ele – é isso a salvação! Cinco festas; ei-las: 1) A Solenidade do Natal do Senhor, no dia 25 de dezembro. Na pobreza da gruta de Belém contemplaremos como uma frágil criança aquele que é o forte e eterno Deus: “Porque um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado, ele recebeu o poder sobre os seus ombros e lhe foi dado este nome: Conselheiro-maravilhoso, Deus-forte, Pai-eterno, Príncipe-da-Paz” (Is 9,5). Neste dia santíssimo (que é celebrado durante oito dias) a Igreja dobra os joelhos diante do Salvador, juntamente com Maria, José e os pastores; a Igreja canta o glória a Deus nas alturas juntamente com os anjos, a Igreja ilumina-se de alegria como o céu da noite santa de Belém. 2) No domingo entre os dias 25 e 1º de janeiro a Igreja celebra a Festa da Sagrada Família. O Filho de Deus assumiu em tudo a nossa condição humana: ele entrou num família, na vida miudinha de cada dia; ele veio verdadeiramente viver a nossa aventura. Assim, santificou as famílias de modo especial: “Desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso” (Lc 2,51). 3) Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, no dia 1º de janeiro, Oitava do Natal. “(Os pastores) foram, então, às pressas, e encontraram Maria, José e o recém-nascido deitado na manjedoura” (Lc 2,16). Na Oitava do Natal, a Igreja contempla o Menino que nasceu em Belém e nele reconhece o Deus eterno, reclinado no colo de Maria. Por isso chama-a Mãe de Deus, quer dizer, Mãe do Filho de Deus feito homem! Dando este título a Virgem a Igreja, desde suas origens, professa sua fé na divindade de Jesus. 1º de janeiro é uma das grandes festas marianas. 4) Solenidade da Epifania do Senhor, no domingo entre 2 e 8 de janeiro. É a festa chamada pelo povo de Festa de Reis. Mas, é bem mais que isso: a palavra “epifania” significa “manifestação”. Os magos, vindos dos povos pagãos, representam toda a humanidade que vem adorar o Salvador e reconhecê-lo como a luz para iluminar as nações. Assim, Deus manifesta a sua salvação a todos os povos: “O Senhor fez conhecer sua salvação, revelou sua justiça aos olhos das nações. Os confins da terra contemplaram a Salvação do nosso Deus” (Sl 97,2.3). 5) A Festa do Batismo do Senhor, no domingo após a Epifania. Com esta festa termina o tempo do Natal. O Pai apresenta o se Filho: “Este é o meu Filho amado, em quem eu me comprazo!” (Mt 3,17). Com esta festa encerra-se o ciclo de festas da manifestação do Senhor. A Igreja agora sabe, experimenta e anuncia ao mundo: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória!” (Jo 1,14). Que vivamos bem este tempo do Natal, tão rico e santo! Artigos Relacionados: |
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