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| A Páscoa, o Faustão e o coelhinho |
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| Editoriais do Semeador |
| Sáb, 16 de Maio de 2009 00:18 |
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“Pois eis agora a Páscoa, nossa Festa, Assim a Igreja cantava na Santa Vigília Pascal, bêbada de alegria e pasmo pela Ressurreição do Cristo Jesus! A Páscoa, a Festa por excelência! De agora em diante serão cinqüenta dias de festa, de Aleluia ininterrupto, adorando, aclamando e proclamando Aquele que venceu, que triunfou sobre todas as mortes e sobre a morte eterna! Nossas igrejas, desde o Domingo de Páscoa, devem estar ornamentadas, mais que para o dia do padroeiro, mais que para qualquer outra festa: é a Páscoa, nossa Festa, a Festa cristã! Em nossas missas o Aleluia deve ser cantado à exaustão. Aleluia: louvai o Senhor! Sim, louvai-o: ele fez maravilhas, ele não ficou calado, quieto, acovardado, insensível; ele ressuscitou o seu Filho Jesus dentre os mortos na potência do Espírito Santo! Ele é, portanto, um Deus fiel, um Deus confiável, um Deus mais forte que a morte e o inferno! Por isso, a Igreja insiste: Aleluia - louvai o Senhor, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Durante cinqüenta dias nós nos vamos cumprimentar uns aos outros com os votos de feliz Páscoa! No Domingo da Ressurreição também era páscoa no programa do Faustão, no da Xuxa e em tantos outros na TV... Havia coelhos por toda parte; havia a Xuxa pulando com o Padre Marcelo Rossi; havia as mulheres da aeróbica do Faustão, semi-nuas, vestidas de coelhinhas, desejava-se, aqui e acolá, “feliz páscoa!”- era a páscoa da televisão... uma páscoa sem Cristo, sem Ressurreição, sem esperança... sem cruz! Uma páscoa de araque, de mentirinha, vazia como uma bolha! Uma páscoa que não tem o que celebrar! A páscoa dos pagãos, que pegam carona na Festa dos cristãos, mas não sabem o que estão fazendo nem por que estão alegres. Quantos, ali, naqueles programas de TV, foram à Missa dos Ramos e da Paixão? Quantos à Missa da Ceia, à Celebração da Paixão? Quantos jejuaram? Quantos compareceram à Santíssima Vigília pascal - àquela que, de tão grávida de vida divina e significado, é a mãe de todas as vigílias? Para o mundão, a Páscoa, como o Natal, tornou-se uma brincadeira banal e vulgar e, assim, perdeu sua força de anúncio, de novidade, de Boa Nova que deveria deixar o mundo surpreso, admirado, feliz! A Páscoa é a Festa! Na Páscoa a alegria e a comemoração inundam o nosso coração! Mas, só os cristãos podem celebrá-la; só aqueles que levaram a sério que o Cristo padeceu o tormento da cruz e mergulhou nas trevas da morte! Somente aqueles que, na cruz de Cristo, enxergaram a cruz do mundo - cruz da fome, da injustiça, do desemprego, da solidão, das guerras, do desespero, da morte - podem, com os olhos rasos de lágrimas, rejubilar com a Vitória do Cristo, porque somente estes sabem que existem mal e pecado e morte no mundo... e que este mal, este pecado e esta morte podem ser destruídos em Cristo! Não pode celebrar a Páscoa quem não celebrou a Paixão; não pode rejubilar com o Ressuscitado quem não ficou com ele aos pés da cruz; não pode cantar o Aleluia quem não sentiu um nó na garganta ao ouvi-lo dizer: “Meu Deus, por que me abandonaste?” Mas, se o mundo banalizou e paganizou a Páscoa, não será porque nós, cristãos, perdemos a consciência do seu real sentido e profundidade? Vamos! Que retomemos o sentido, a profundidade e a verdadeira alegria pascal! Surrexit Dominus vere! Alleluia! - O Senhor ressuscitou verdadeiramente! Aleluia! Artigos Relacionados: |
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