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| Os Salmos Graduais - VII |
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| Estudos Bíblicos |
| Sex, 08 de Maio de 2009 21:08 |
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Côn. Henrique Soares da Costa Salmo 124(125) Os que confiam em IHWH são como o monte Sião: Este salmo canta a proteção, a segurança, o carinho envolvente que IHWH sempre concedeu ao seu povo e ao peregrino que marcha para Jerusalém. Sião foi fundada por IHWH sobre uma rocha que não pode ser abatida (cf. SI 46 e 48)... esta rocha é sinal-símbolo do próprio Deus. Geograficamente, Sião é uma fortaleza inexpugnável, circundada por uma cadeia de montanhas: os muros de Jerusalém não são fruto da estratégia humana, mas são edificados diretamente pelo Criador da terra. Como os montes que circundam Jerusalém e a abraçam, assim IHWH envolve o seu povo de carinho e proteção: “Ele o achou numa terra do deserto num vazio solitário e ululante. Cercou-o, cuidou dele e guardou-o com carinho. Como a águia que vela por seu ninho e revoa por cima dos filhotes, ele o tomou, estendendo as suas asas, e o carregou em cima de suas penas” (Dt 32,10s). A imagem da cidade cercada de montanhas evoca um lugar seguro, bem protegido contra as influências que a ameaçam de fora. Entretanto Jerusalém, cercada de montanhas, de muralhas espessas, cujas portas eram intransponíveis de noite, teria uma segurança ilusória se o próprio Senhor não envolvesse seu povo com uma cerca invisível que o acompanhasse em todo lugar e em todo tempo. A segurança de Israel não vem de sua engenhosidade, de sua força, mas unicamente do Senhor! Toda outra segurança é ilusória! Isto é tanto mais verdadeiro porque não há proteção sem a fidelidade de Israel ao seu Deus! É importante, neste sentido, compreender o contexto em que foi escrito este salmo: o período de dominação de Antíoco IV Epífanes (séc. II aC).1Mc 1,11-15 descreve bem a situação! O Israel-peregrino que deixou as tendas de Cedar e de Mosoc agora vê-se novamente sob o domínio estrangeiro e, desta vez: “alguns dentre o povo apressaram-se em ir ter com o rei, o qual Ihes deu autorização para observarem os preceitos dos gentios... restabeleceram seus prepúcios e renegaram a aliança sagrada. Assim associaram-se aos gentios e se venderam para fazer o mal!” É a atração constante do mundo, o seu fascínio, que fazem sufocar o amor, a esperança e a fé em Deus... a ponto de sentir-se vergonha de pertencer ao povo eleito! Quantas vezes Israel correu o perigo de perder-se, de separar-se do seu Deus, de ficar sem seu maior tesouro, razão de sua existência! Daí as palavras, duras do salmista: O cetro do ímpio não permanecerá Faze o bem, IHWH aos bons, O salmista, confia na fidelidade de IHWH: ele sustentará os justos, de modo que não se deixarão fascinar pela paz, pelo bem-estar dos que renegaram a Aliança... apesar das aparências dizerem o contrário (cf. a viúva, mãe dos sete irmãos em 2Mc 7). A paz do ímpio é mentira (= idolatria) e ele participará da sorte dos malfeitores (= pagãos): será expulso com eles da Terra Santa. Esta luta é uma imagem viva da luta interior, quer na Igreja, quer no coração o fiel. O salmista termina sua oração com um desejo e uma certeza: Paz sobre Israel! Mas, este shalom não será definitivo senão com Aquele que é a nossa Paz (cf. Ef 2,14), quando ele introduzir os seus na Jerusalém celeste: “Nela jamais entrará algo de imundo, e nem os que praticam abominação e mentira. Entrarão somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21,27). Até lá, o Israel peregrino deve lutar para não se mundanizar: “Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo e minha escolha vos separou do mundo, o mundo, por isso, vos odeia” (Jo 15,19). Mas, não precisa ter medo, pois o Senhor Jesus reza por nós: “Eu Ihes dei a tua palavra, mas o mundo os odiou, como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo como eu não sou do mundo. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade!” (Jo 17,14s). Terminemos com as palavras proféticas do judeu Shalem Shabazi, no século XVII: “Devemos confiar somente na estrada que os justos percorreram e que indicam o caminho à comunidade santa, e desconfiar das estradas dos ímpios e dos violentos. Pelo mérito dos justos Deus nos salvará, nos perdoará os pecados, os suprimirá, construirá Sião e enviará o Messias para recolher logo os nossos dispersos!”Artigos Relacionados: |
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