Informações
| Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor – Ano B |
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| Festas e Solenidades |
| Dom, 17 de Maio de 2009 00:19 |
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Is 50,4-7 CarÃssimos, baste-nos alguns pensamentos, nesta Eucaristia solene que abre a Grande Semana da nossa fé, a Semana santÃssima, que culminará com a Solenidade da Páscoa, Domingo próximo.  Já fizemos memória da Entrada do Senhor Jesus em Jerusalém. Ele é o Filho de Davi, o Messias esperado por Israel, que vem tomar posse de sua Cidade Santa. Mas, que surpresa! É um Messias humilde, que entra não a cavalo, mas num humilde burrico, sinal de serviço e pequenez! Ei-lo: seu serviço será dar a vida pela multidão. Ele é Rei, mas rei coroado de espinhos e não de humana vanglória. Termos seguido o Senhor nessa solene procissão com ramos é tê-lo reconhecido como nosso rei, rei pobre e humilde. Tê-lo seguido é nos dispor a segui-lo nas pobrezas e humildades da vida, dispondo-nos a participar de sua paixão e cruz para ter parte na glória de sua ressurreição. Após a Procissão de Ramos, que pensamentos poderÃamos colher agora na Liturgia da Palavra desta Missa da Paixão do Senhor? Eis alguns pensamentos: Primeiro: O meio que Deus escolheu para nos salvar não foi o que é grande e vistoso, tão apreciado pelo mundo. Ao invés, o Pai nos salvou pela humilde obediência do Filho Jesus. Reconheçamos na voz do Servo sofredor da primeira leitura a voz do Filho de Deus: "O Senhor Deus me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discÃpulo. O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhes resisti nem voltei atrás. Ofereci as costas para me baterem e as faces para arrancarem a barba. O Senhor é o meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, porque sei que não serei humilhado". Palavras impressionantes, carÃssimos! O Filho buscou humildemente, na obediência de um discÃpulo, a vontade do Pai – e aà encontrou força e consolo, encontrou a certeza de sua vida. São Paulo, na segunda leitura de hoje, confirma isso com palavras não menos impressionantes: "Jesus Cristo, existindo na condição divina, esvaziou-se de si mesmo, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz". CarÃssimos em Cristo, num mundo que nos tenta a ser os donos da verdade, desprezando os preceitos do Senhor Deus e seus planos para nós, aprendamos a humilde obediência de Cristo Jesus, entremos em comunhão com o Cristo obediente ao Pai até a morte. Só então seremos livres realmente, somente então viveremos de verdade! Um segundo pensamento: O breve e concreto relato da Paixão segundo São Marcos, apresenta-nos ao menos três modos de nos colocar diante do Cristo nosso Senhor. Dois modos inadequados, que deveremos evitar, apesar de tantas vezes neles cairmos; e um modo correto, a que somos continuamente chamados. Ei-los: Primeiramente, o modo dos discÃpulos, tão vergonhoso: "Então todos o abandonaram e figuram". Oh! meus caros, que desde o inÃcio temos sido covardes, desde os princÃpios somos um mÃsero bando de infiéis! Quantas vezes, nos apertos da vida, fugimos e o abandonamos: no vÃcio, no comodismo, na busca de crendices e seitas, no fascÃnio por ideologias, idéias e filosofias opostas à nossa fé! Como é fácil fugir, como é fácil, ainda agora, abandoná-lo! – Perdoa-nos, Senhor Jesus, porque ainda hoje somos assim, ainda somos como os primeiros discÃpulos: frágeis, inconstantes, covardes mesmo! Perdoa-nos pelo pouco amor, pela falta de compromisso! Depois, o modo de Pedro, que "seguiu Jesus de longe". Atenção, carÃssimos Pedros aqui presentes! Não se pode seguir Jesus de longe! Quem o segue assim? Quem pensa poder ser discÃpulo pela metade; quem se ilude, pensando seguir o Senhor sem combater seus vÃcios e pecados; quem imagina poder servir a Deus e ao dinheiro, ao Senhor e aos costumes e modos e pensamentos do mundo! Como terminarão esses? Como terminou Pedro: negando conhecer Jesus! – Senhor, olha para nós, como olhaste para Pedro; dá-nos o arrependimento e o pranto pela covardia e frieza em te seguir! Faze-nos verdadeiros discÃpulos teus, que te sigam de perto até a cruz, como o DiscÃpulo Amado, ao lado de tua SantÃssima Mãe! Finalmente, uma atitude bela e digna de um verdadeiro discÃpulo do Senhor: aquele gesto, da misteriosa mulher, que ungiu a cabeça do Senhor com nardo puro, carÃssimo! Notaram, amados em Cristo, o detalhe de São Marcos? "Ela quebrou o vaso e derramou o perfume na cabeça de Jesus". Quebrou o vaso... isto é, derramou todo o perfume, sem reservas, sem pena, com amoroso estrago... Para o Senhor, tudo; para o Salvador o melhor! E São João diz que "a casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo" (Jo 12,3). Ó mulher feliz, discÃpula generosa! Dando tudo ao Senhor, perfumou toda a casa com o bom odor de um amor ser reservas! Quanta generosidade dessa mulher politicamente incorreta! Quanta hipocrisia, quanta mesquinhez dos apóstolos politicamente corretos, que não compreenderam seu gesto de amor gratuito! – Senhor Jesus, faz-nos generosos para contigo! Que te amemos como essa mulher: sem reservas, sem fazer contas! Ó Senhor, que nos amaste até o extremo, ensina-nos a te amar assim também, colocando nossos perfumes, isto é, aquilo que temos de precioso, a teus pés! Então, o mundo será melhor, porque o bom odor do amor haverá de se espalhar como testemunho da tua presença! Eis, carÃssimos! Fiquemos com estes santos pensamentos, preparando-nos durante toda esta Semana para o TrÃduo Pascal, que terá seu cume na Santa VigÃlia da Ressurreição! Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos, porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Is 50,4-7 CarÃssimos, baste-nos alguns pensamentos, nesta Eucaristia solene que abre a Grande Semana da nossa fé, a Semana santÃssima, que culminará com a Solenidade da Páscoa, Domingo próximo. Já fizemos memória da Entrada do Senhor Jesus em Jerusalém. Ele é o Filho de Davi, o Messias esperado por Israel, que vem tomar posse de sua Cidade Santa. Mas, que surpresa! É um Messias humilde, que entra não a cavalo, mas num humilde burrico, sinal de serviço e pequenez! Ei-lo: seu serviço será dar a vida pela multidão. Ele é Rei, mas rei coroado de espinhos e não de humana vanglória. Termos seguido o Senhor nessa solene procissão com ramos é tê-lo reconhecido como nosso rei, rei pobre e humilde. Tê-lo seguido é nos dispor a segui-lo nas pobrezas e humildades da vida, dispondo-nos a participar de sua paixão e cruz para ter parte na glória de sua ressurreição. Após a Procissão de Ramos, que pensamentos poderÃamos colher agora na Liturgia da Palavra desta Missa da Paixão do Senhor? Eis alguns pensamentos: Primeiro: O meio que Deus escolheu para nos salvar não foi o que é grande e vistoso, tão apreciado pelo mundo. Ao invés, o Pai nos salvou pela humilde obediência do Filho Jesus. Reconheçamos na voz do Servo sofredor da primeira leitura a voz do Filho de Deus: "O Senhor Deus me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discÃpulo. O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhes resisti nem voltei atrás. Ofereci as costas para me baterem e as faces para arrancarem a barba. O Senhor é o meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, porque sei que não serei humilhado". Palavras impressionantes, carÃssimos! O Filho buscou humildemente, na obediência de um discÃpulo, a vontade do Pai – e aà encontrou força e consolo, encontrou a certeza de sua vida. São Paulo, na segunda leitura de hoje, confirma isso com palavras não menos impressionantes: "Jesus Cristo, existindo na condição divina, esvaziou-se de si mesmo, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz". CarÃssimos em Cristo, num mundo que nos tenta a ser os donos da verdade, desprezando os preceitos do Senhor Deus e seus planos para nós, aprendamos a humilde obediência de Cristo Jesus, entremos em comunhão com o Cristo obediente ao Pai até a morte. Só então seremos livres realmente, somente então viveremos de verdade! Um segundo pensamento: O breve e concreto relato da Paixão segundo São Marcos, apresenta-nos ao menos três modos de nos colocar diante do Cristo nosso Senhor. Dois modos inadequados, que deveremos evitar, apesar de tantas vezes neles cairmos; e um modo correto, a que somos continuamente chamados. Ei-los: Primeiramente, o modo dos discÃpulos, tão vergonhoso: "Então todos o abandonaram e figuram". Oh! meus caros, que desde o inÃcio temos sido covardes, desde os princÃpios somos um mÃsero bando de infiéis! Quantas vezes, nos apertos da vida, fugimos e o abandonamos: no vÃcio, no comodismo, na busca de crendices e seitas, no fascÃnio por ideologias, idéias e filosofias opostas à nossa fé! Como é fácil fugir, como é fácil, ainda agora, abandoná-lo! – Perdoa-nos, Senhor Jesus, porque ainda hoje somos assim, ainda somos como os primeiros discÃpulos: frágeis, inconstantes, covardes mesmo! Perdoa-nos pelo pouco amor, pela falta de compromisso! Depois, o modo de Pedro, que "seguiu Jesus de longe". Atenção, carÃssimos Pedros aqui presentes! Não se pode seguir Jesus de longe! Quem o segue assim? Quem pensa poder ser discÃpulo pela metade; quem se ilude, pensando seguir o Senhor sem combater seus vÃcios e pecados; quem imagina poder servir a Deus e ao dinheiro, ao Senhor e aos costumes e modos e pensamentos do mundo! Como terminarão esses? Como terminou Pedro: negando conhecer Jesus! – Senhor, olha para nós, como olhaste para Pedro; dá-nos o arrependimento e o pranto pela covardia e frieza em te seguir! Faze-nos verdadeiros discÃpulos teus, que te sigam de perto até a cruz, como o DiscÃpulo Amado, ao lado de tua SantÃssima Mãe! Finalmente, uma atitude bela e digna de um verdadeiro discÃpulo do Senhor: aquele gesto, da misteriosa mulher, que ungiu a cabeça do Senhor com nardo puro, carÃssimo! Notaram, amados em Cristo, o detalhe de São Marcos? "Ela quebrou o vaso e derramou o perfume na cabeça de Jesus". Quebrou o vaso... isto é, derramou todo o perfume, sem reservas, sem pena, com amoroso estrago... Para o Senhor, tudo; para o Salvador o melhor! E São João diz que "a casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo" (Jo 12,3). Ó mulher feliz, discÃpula generosa! Dando tudo ao Senhor, perfumou toda a casa com o bom odor de um amor ser reservas! Quanta generosidade dessa mulher politicamente incorreta! Quanta hipocrisia, quanta mesquinhez dos apóstolos politicamente corretos, que não compreenderam seu gesto de amor gratuito! – Senhor Jesus, faz-nos generosos para contigo! Que te amemos como essa mulher: sem reservas, sem fazer contas! Ó Senhor, que nos amaste até o extremo, ensina-nos a te amar assim também, colocando nossos perfumes, isto é, aquilo que temos de precioso, a teus pés! Então, o mundo será melhor, porque o bom odor do amor haverá de se espalhar como testemunho da tua presença! Eis, carÃssimos! Fiquemos com estes santos pensamentos, preparando-nos durante toda esta Semana para o TrÃduo Pascal, que terá seu cume na Santa VigÃlia da Ressurreição! Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos, porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.Artigos Relacionados: |
| Última atualização em Sáb, 31 de Março de 2012 21:52 |
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