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| Orientações do Sucessor de Pedro |
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| Variedade |
| Qui, 06 de Janeiro de 2011 23:48 |
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Caro Visitante, eis a tradução de uma interessante análise do vaticanista Sandro Magister...
Entre os doze discursos, homilias, mensagens, saudações pronunciadas por Bento XVI nos quatro dias da sua viagem ao Brasil, o mais esperado era o discurso inaugural da V Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho, em aparecida. Mas, o discurso que no futuro será recordado como o mais revelador dos objetivos do Papa, foi um outro. Trata-se daquele dirigido aos Bispos do Brasil na catedral de São Paulo, ao final das Vésperas de sexta-feira, 11 de maio. O Papa começa com as palavras “mais penetrantes que uma espada” do Novo Testamento sobre a obediência perfeita ao Pai por parte de Jesus, Salvador de todos, exatamente porque obediente em tudo, até a cruz. Os Bispos – afirma – são simplesmente “vinculados” a esta obediência: a sua missão é pregar a verdade, batizar, “salvar as almas uma por uma” no nome de Jesus. “Esta, e não outra, é a finalidade da Igreja”, sublinha Bento XVI. Portanto, onde se esconde a verdade da fé cristã e onde os sacramentos não são celebrados “falta o essencial também para a solução dos urgentes problemas sociais e políticos”. As diretrizes dadas pelo Papa aos Bispos brasileiros no decorrer do discurso derivam deste fundamento. O claro objetivo de Bento XVI é de recolocar ao centro Jesus verdadeiro Deus e verdadeiro homem na vida da Igreja latino-americana: uma Igreja que, na sua opinião, nos últimos decênios, desviou-se muito para o terreno sócio-político, sob a influência da teologia da libertação. Para Bento XVI, uma forte evangelização é a verdadeira resposta aos ataques à família, aos delitos contra a vida, ao abandono do catolicismo para os novos cultos pentecostais e neo-pentecostais. Também o celibato do clero vacila quando “a estrutura da total consagração a deus começa a perder o seu significado mais profundo”. E também aos pobres deve ser oferecido “o bálsamo divino da fé, sem descuidar o pão material”. Evangelizar significa ensinar a verdade cristã integral, como sintetiza o Catecismo. Significa celebrar os sacramentos, especialmente a Confissão e a Eucaristia: a Confissão não comunitária, mas individual porque “o pecado constitui um fato profundamente pessoal” e a Eucaristia com fidelidade às normas porque ela “não é jamais propriedade privada de alguém, nem do celebrante nem da comunidade”. Aos Bispos, o Papa pede que vigiem sobre a produção teológica, cuidem da formação dos padres, pratiquem um ecumenismo sem esquecer que “a única Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele”. Em cada uma dessas instruções dadas por Bento XVI aos Bispos do Brasil é fácil adivinhar as situações que as provocaram: da desenfreada criatividade litúrgica às difundidas violações do celibato sacerdotal. O Papa não se demorou descrevendo tais situações. Exatamente como não pronunciou nenhuma palavra explícita – contrariamente ao que muitos esperavam – sobre a teologia da libertação. Também analisando o sucesso dos cultos pentecostais, ele dedicou somente mínimos acenos. Bento XVI centrou toda a sua pregação sobre o fundamento do qual partiu no discurso aos Bispos: Jesus! Realizou a mesma obra de concentração no essencial que caracteriza a sua encíclica “Deus caritas est” e o seu livro “Jesus de Nazaré”. As análises e as linhas de ação, ele as confia aos Bispos e aos delegados da Conferência continental por ele inaugurada em Aparecida no 13 de maio. Simplesmente indica-lhes o objetivo. Por exemplo, a respeito do “proselitismo agressivo” das seitas pentecostais, ele não propôs uma contra-propaganda do mesmo tipo. Disse, ao invés: “A Igreja não faz proselitismo. Ela se desenvolve por atração. Como Cristo, atrai todos a si com a força do seu amor, culminado no sacrifício da Cruz, assim a Igreja realiza sua missão na medida em que, associada a Cristo, realiza cada obra sua em conformidade espiritual e concreta com a caridade do seu Senhor”. É uma mensagem que Bento XVI dirige não só ao Brasil ou à América Latina, mas à Igreja do mundo todo. Artigos Relacionados: |
| Última atualização em Sáb, 05 de Março de 2011 00:18 |
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