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Temas de Liturgia – III

December 28, 2008

Já afirmei, nos artigos passados desta série, que a liturgia não pode ser manipulada. Somente a autoridade competente pode estabelecer e modificar as normas litúrgicas. Quem são essas autoridades? A Santa Sé, enquanto exprime e executa as determinações do Papa e, em alguns casos bem específicos, a Conferência Episcopal e o Bispo local. Fora disso, ninguém – nem mesmo um padre – tem autoridade para introduzir mudanças na liturgia. Isso seria um abuso! E, no entanto, todos sabemos o quanto tais abusos são comuns, tornando-se quase uma regra... Alguns exemplos? Não faltam: missas com excessos de cânticos, missas nas quais se mudam arbitrariamente os textos litúrgicos, orações eucarísticas inventadas, o costume absolutamente errado de permitir que os leigos aproximem-se do altar e tomem com suas próprias mãos a sagrada comunhão, o costume de permitir ou até mesmo mandar que os fiéis rezem juntamente com o padre a oração da paz e a doxologia “Por Cristo, com Cristo, em Cristo”, as missas-show ou de cura da Canção Nova... A lista de abusos e indisciplina seria enorme...

O mesmo vale para alguns especialistas em liturgia, que se acham no direito de desobedecer publica e sistematicamente às normas da Igreja. Vejamos alguns exemplos: recentemente, numa revista de liturgia das paulinas, uma conhecida doutora em liturgia, professora em alguns cursos no Brasil, a Ir. Ione Buyst, escreveu que não é correto ajoelhar-se durante a Oração Eucarística e nem mesmo durante a Consagração. Pois bem, a cara Doutora está totalmente errada e fere as normas da Igreja. Uma coisa é uma opinião que um estudioso de liturgia tenha; isso é mais que legítimo. Outra, bem diferente, é um liturgista meter-se a legislador da prática litúrgica da Igreja. No caso da Ir. Ione, ela apresenta um monte de motivos para demonstrar que o ideal seria permanecer de pé mesmo durante a consagração. É uma opinião dela e a Igreja permite que ela tenha essa opinião; mas não permite que ela deobedeça às normas litúrgicas e faça do seu jeito e, o que é pior, ensine o Povo de Deus a fazer errado, desobedecendo às determinações da Santa Sé. Isso seria um abuso, uma exorbitância que os católicos devem claramente rejeitar. Quanto ao ajoelhar-se na Consagração e na Oração Eucarística, eis o que diz a Instrução Geral do Missal Romano, aprovada pela Santa Sé, a quem todos, inclusive a Ir. Ione,devem obediência: “Ajoelhem-se durante a Consagração, a não ser que, por motivo de saúde ou falta de espaço, ou o grande número de presentes ou outras causas razoáveis não o permitam. Contudo, aqueles que não se ajoelham na Consagração, façam inclinação profunda enquanto o sacerdote faz genuflexão após a consagração” (n. 43). Ainda mais: “Onde for costume o povo permanecer de joelhos do fim da aclamação do Santo até ao final da Oração Eucarística e antes da comunhão quando o sacerdote diz ‘Eis o Cordeiro de Deus’, é louvável que ele seja mantido” (n. 43). Então, ainda que algum liturgista não goste desta norma, tem, no entanto, o dever de respeitá-la e ensinar ao Povo de Deus de modo correto. Do mesmo modo, os padres e arquitetos, têm o dever de providenciar para que os bancos das igrejas tenham o genuflexório para que os fiéis possam se ajoelhar: “Sobretudo nas novas igrejas que são construídas, disponham-se os bancos ou as cadeiras de tal forma que os fiéis possam facilmente assumir as posições requeridas pelas diferentes partes da celebração...” (n. 311).

Infelizmente, foi-se criando uma mentalidade errada e perniciosa, segundo a qual, em matéria de liturgia, todo mundo tem (in)competência para fazer do seu modo, para inventar sua moda... E isso é ser aberto, ser moderno, ser fiel ao “espírito do Concílio Vaticano II”. Tudo tolice! Todos os documentos e instruções da Igreja em matéria litúrgica são muito claros a esse respeito. Basta recordar estas palavras da Encíclica Ecclesia de Eucharistia, do Servo de Deus João Paulo II Magno: “De quanto fica dito, compreende-se a grande responsabilidade que têm sobretudo os sacerdotes na celebração eucarística, à qual presidem in persona Christi, assegurando um testemunho e um serviço de comunhão não só à comunidade que participa diretamente na celebração, mas também à Igreja universal, sempre mencionada na Eucaristia. Temos a lamentar, infelizmente, que sobretudo a partir dos anos da reforma litúrgica pós-conciliar, por um ambíguo sentido de criatividade e adaptação, não faltaram abusos, que foram motivo de sofrimento para muitos. Uma certa reação contra o ‘formalismo’ levou alguns, especialmente em determinadas regiões, a considerarem não obrigatórias as ‘formas’ escolhidas pela grande tradição litúrgica da Igreja e do seu magistério e a introduzirem inovações não autorizadas e muitas vezes completamente impróprias. Por isso, sinto o dever de fazer um veemente apelo para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebração eucarística. Constituem uma expressão concreta da autêntica eclesialidade da Eucaristia; tal é o seu sentido mais profundo. A liturgia nunca é propriedade privada de alguém, nem do celebrante, nem da comunidade onde são celebrados os santos mistérios. O apóstolo Paulo teve de dirigir palavras ásperas à comunidade de Corinto pelas falhas graves na sua celebração eucarística, que tinham dado origem a divisões e à formação de facções (cf. 1Cor 11,17-34). Atualmente também deveria ser redescoberta e valorizada a obediência às normas litúrgicas como reflexo e testemunho da Igreja, una e universal, que se torna presente em cada celebração da Eucaristia. O sacerdote, que celebra fielmente a Missa segundo as normas litúrgicas, e a comunidade, que às mesmas adere, demonstram de modo silencioso mas expressivo o seu amor à Igreja” (n. 52).
No entanto, os abusos em liturgia continuam tranqüilamente... em todos os níveis...

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