O Concílio Vaticano II

No próximo dia 8 de dezembro, a Igreja estará celebrando os quarenta anos de conclusão do Concílio Vaticano II.

Que é um concílio? É a assembléia de todos os Bispos do mundo ou de uma representação dos Bispos do mundo inteiro que, em comunhão com o Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, procura esclarecer questões de fé, de moral ou da vida prática da Igreja. Os concílios são momentos fortes e importantíssimos para a vida de toda Comunidade dos discípulos de Cristo. Em certo sentido, um primeiro encontro assim deu-se em Jerusalém, na época dos Apóstolos, para decidir uma grave questão: os pagãos que se convertessem ao cristianismo precisavam ou não cumprir a Lei de Moisés e o Antigo Testamento. A resposta foi: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós dispensar os cristãos de cumprirem os preceitos do Antigo Testamento” (cf. At 15,1-35). Ao longo da história da Igreja ocorreram ao todo vinte e um concílios ecumênicos. “Ecumênico” aqui não significa que seja uma reunião com outras religiões. Ecumênico significa apenas que o Concílio vale para toda a Igreja; isso para distinguir dos concílios regionais ou nacionais, com Bispos só de uma região ou de um país. Os concílios ecumênicos têm, pois, autoridade sobre toda a Igreja de Cristo, pois aí está reunido o Colégio dos Bispos juntamente com o Papa, como o Colégio dos Apóstolos juntamente com Pedro. A fé nos ensina que os participantes de um concílio gozam de especial assistência do Espírito Santo: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós...” (At 15,28).

Pois bem, neste artigo e nos próximos pretendo apresentar um pouco dos documentos principais do Concílio, de suas idéias e sua importância para a vida da Igreja.

O Vaticano II foi convocado pelo Beato Papa João XXIII em 25 de dezembro de 1961, foi solenemente aberto por ele em 11 de outubro de 1962 e foi encerrado pelo Santo Padre Paulo VI em 8 de dezembro de 1965. Que pensamentos moveram o Papa João XXIII a convocar o Concílio? Ele considerava que está