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O Dia de Pentecostes

February 23, 2010

Hoje é o Santo Pentecostes, o qüinquagésimo dia da Páscoa. Para os judeus, era a festa do dom da Lei de Moisés: cinqüenta dias após a saída de Israel do Egito, o povo chegou ao pé do Sinai e, aí, recebeu a Lei e, pelo pacto da Aliança, tornou-se para sempre o povo de Deus. É também a festa das primícias: na Terra Santa, o Pentecostes caía no tempo da colheita da cevada. Levava-se, então, os primeiros frutos da terra para o Templo de Deus.

Foi no dia de hoje, no Pentecostes dos judeus, quando os apóstolos estavam reunidos em Jerusalém, que o Senhor Jesus, que já tinha soprado seu Espírito sobre os Doze (representando a Igreja toda), agora efundiu de modo portentoso como no Sinai (vento, fogo, tremor de terra) o Espírito Santo, marcando o início da missão da Igreja de anunciar e testemunhar o Ressuscitado até os confins da terra.

O Espírito é a própria vida que agora preenche e sustenta Jesus ressuscitado, de modo que, receber o Espírito é receber a própria vida de Jesus, sua energia e potência de ressurreição. Para compreender numa linguagem de hoje: o Espírito é um vírus, o vírus de Cristo morto e ressuscitado. O que esse vírus bendito faz? Cristifica-nos, isto é, vai nos impregnando da vida, dos sentimentos e atitudes do Cristo Jesus. É um processo que chega ao máximo após a morte: esse Espírito virótico nos transfigura totalmente, corpo e alma, segundo o Cristo na sua morte e ressurreução: a alma logo após a morte; o corpo, no final dos tempos, juntamente com toda a humanidade, toda a criação e toda a história.

Mas, como se recebe este Espírito? Como entrar naquela experiência que os apóstolos tiveram quando Jesus soprou sobre eles e lhes deu o Espírito de paz e perdão dos pecados? A resposta é: pelos sacramentos da Igreja. Eles são os gestos de Cristo ressuscitado, que até a consumação dos séculos agirá na sua Comunidade e em cada seu discípulo. Em cada sacramento, invariavelmente, o Pai derrama o Espírito do Filho para transfigurar o cristão em Cristo, de modo que, inserido no seu Corpo glorioso, isto é, na Igreja, tenha acesso ao Pai. Vejamos: no Batismo, o Espírito é dado na água, como vida nova em Cristo ("Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura"); na Crisma, é dado no óleo, como força para edificar a Igreja e testemunhar diante do mundo que Jesus é Senhor ("Não recebestes um espírito de temor, mas o Espírito de força..."); na Eucaristia, ele impregna o pão e o vinho, até transformá-los no Corpo e no Sangue do Senhor, pleno de Espírito de vida eterna ("Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna. É o Espírito quem dá vida..."); no Matrimônio, é dado como Espírito de amor que une o Cristo e a Igreja como Esposo e Esposa numa nova e eterna Aliança, fazendo com que marido e mulher vivam o amor como sacramento da aliança esponsal entre Cristo e sua Igreja católica ("Maridos, amai vossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela..."); na Ordem, os Bispos, sacerdotes e diáconos recebem o Espírito pela imposição das mãos, para serem presença do Cristo cabeça, mestre e sacerdote do rebanho ("O Espírito do Senhor repousa sobre mim porque o Senhor me ungiu...); na Penitência, o Espírito é dado pela imposição das mãos para o perdão dos pecados ("Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados"); na Unção dos Enfermos, o Espírito é dado como alívio e cura interior, para que o cristão que padece possa unir-se à cruz do Senhor ("Completo na minha carne o que faltou à paixão de Cristo...)".

Pois bem, durante toda a nossa existência, o Espírito do Senhor vai dando testemunho de Jesus no mais íntimo de nós e nos vai transfigurando no Cristo. Sejamos dóceis à sua ação. Se o Espírito é um vírus bom, o pecado é uma vacina ruim, que impede o vírus de agir e o deixa incubado em nós, sem produzir seus frutos... Por isso, São Paulo nos convida a viver não segundo a carne (= pecado), mas segundo o Espírito que habita em nós.

Sejamos gratos ao Senhor que nos cumulou com o seu Espírito e sejamos dóceis à sua ação em nós...

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