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Viver na esperança que não decepciona

March 17, 2010

A liturgia da Palavra do XIX Domingo Comum, Ano C, fala-nos, fundamentalmente da esperança, daquela inabalável confiança no Senhor, aconteça o que acontecer, porque ele é fidelíssimo. Essa esperança, no entanto, deve exprimir-se e sustentar-se por uma atitude de vigilância. Afinal, esperar, na Sagrada Escritura, não é esperar num sentido passivo, expressão de uma espera de braços cruzados. O esperar, aqui, significa desejar – desejar com amor, com ânsia de quem sabe que Aquele que vem é bom, é o anelo de nossa alma, o desejo mais profundo do nosso coração.

Já na primeira leitura, do Livro da Sabedoria (18,6-9), esta idéia aparece. O Autor sagrado afirma que a noite santa da saída do Egito havia sido predita de modo que, Israel esperando, tornou-se intrépido, forte, corajoso. A noite do Êxodo, que fora de pavor para os inimigos do Senhor serviu para atrair com laços de amor para o seu Deus a Israel, o Povo eleito e amado.

Foi esta esperança certa no cumprimento das promessas de Deus que fez Israel perseverar tantos anos, mesmo debaixo do chicote dos egípcios; foi esta esperança no Deus da Aliança que fez com que aqueles infelizes escravos, não se dispersassem, não perdessem sua identidade; unidos, tendo certeza de que Deus é capaz de cumprir sua promessa, eles, mesmo na escravidão, já entoavam cânticos ao Senhor como se fossem um povo livre.

Hoje também, quando este novo Povo de Deus, que somos nós, a Igreja, nos sentimos acabrunhados e atacados por todos os lados; quando a feroz vaga da secularização e do paganismo parece invadir tudo e dispersar o rebanho, é, novamente, a esperança nAquele que fez a promessa que nos manterá firmes, unidos e no justo caminho.

Hoje é Domingo, o Dia do Ressuscitado. Por toda a terra esse Povo disperso e peregrino se reúne, para escutar a Palavra da Vida e oferecer o Sacrifício da Aliança, Sacrifício Pascal, Banquete do Cordeiro. E mais uma vez a certeza da fidelidade de Deus, manifestada em Jesus Cristo, faz-nos continuar, faz-nos, serenamente, enfrentar os desafios da vida e da história. É assim que experimentamos hoje, neste Domingo sagrado, que o Senhor faz Aliança conosco, que nos sustenta, nos anima e nos toma pela mão.

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