Please reload

Posts Recentes

Is 53,10-11

Sl 32

Hb 4,14-16

Mc 10,35-45

Comecemos observando o Evangelho.

Notemos como os dois irmãos, Tiago e João, se dirigem a Jesus: “Queremos que faç...

Homilia para o XXIX Domingo Comum - Ano B

October 23, 2018

1/2
Please reload

Posts Em Destaque

O sábio compreenderá; o piedoso verá!

May 22, 2010

Num recente programa de divulgação científica, vi como evoluiu a teoria do big-bang, sobre a formação do universo. Impressionante como o homem vai descobrindo as leis do universo, as constantes e os modelos e estruturas existentes na natureza.

 

À medida que o programa avançava ia me perguntando pela Inteligência, pelo Autor de tudo isso... Será mesmo que haveria uma. Claro que a pergunta aqui somente pode ser respondida na fé, pois a ciência pode estudar os fenômenos, descobrir-lhes as leis reguladoras, mas jamais poderá responder se tais realidade maravilhosas são fruto do Acaso ou de uma Inteligência, em outras palavras, se Deus existe ou não...

Agora, na leitura que faço todas as noites de um capítulo das Santas Escrituras, dei de cara e de coração com o capítulo 43 do Eclesiástico. Encontrei palavras como estas:

 

“O sol, em espetáculo, proclama ao surgir:

‘Quão admirável é a obra do Altíssimo!’

Grande é o Senhor que o fez e com sua palavra apressa o seu curso.

Também a lua, sempre exata a mostrar os tempos, é sinal eterno.

É a lua que marca as festas, astro que decresce depois de sua cheia.

A glória dos astros faz a beleza do céu; ornam brilhantemente as alturas do Senhor.

À palavra do Santo permanecem nos seus lugares e não se cansam de suas rondas.

Contempla o arco-íris e bendize o seu Autor ele é magnífico em seu esplendor.

Forma no céu um círculo de glória, as mãos do Altíssimo o estendem.

Por sua ordem ele faz cair a neve, lança relâmpagos segundo seus decretos.

Para isso abrem-se os depósitos e as nuvens voam como pássaros.

Com sua potência condensa as nuvens que se fragmentam em granizo;

à voz de seu trovão a terra treme;

à sua vista os montes se abalam; por sua vontade sopra o vento sul,

como o furacão do norte e os ciclones.

Segundo seu plano, ele subjugou o abismo, nele plantou as ilhas.

Os que percorrem o mar contam os seus perigos, e nós nos admiramos com o que ouvimos:

ali existem coisas estranhas e maravilhas, animais de toda espécie e monstros marinhos.

Graças a Deus, seu mensageiro chega a bom porto e tudo se arranja segundo a sua palavra.

Poderíamos nos estender sem esgotar o assunto; numa palavra: "Ele é tudo."

Onde encontrar força para o glorificar? Porque ele é grande, acima de todas as suas obras,

Senhor temível e soberanamente grande, sua potência é admirável.

Que vossos louvores exaltem o Senhor, conforme podeis, porque ele vos excede. Para o exaltar desdobrei vossas forças, não vos canseis, porque nunca chegareis ao fim.

Quem o viu para que o possa descrever? Quem o pode glorificar como ele merece ?

Ainda há muitos mistérios maiores do que esses, pois não vimos senão um pouco de suas obras.

Porque foi o Senhor que criou tudo e aos homens piedosos deu a sabedoria”.

 

É impressionante! Aquilo que os cientistas olham com os olhos maravilhados, mas frios, do cálculo e exprimem na dureza da linguagem matemática, o Autor sagrado contempla com a mesma admiração, só que, indo mais a fundo, ultrapassando o simples fenômeno, a simples realidade tal qual aparece, compreende que por trás de tudo está o Senhor, o Altíssimo. Estupefato, maravilhado, ele exclama a respeito do Criador: “Ele é tudo!” E toma consciência que o mistério do ser e da vida nos ultrapassa – sempre nos ultrapassará: “Ainda há muitos mistérios maiores do que esses, pois não vimos senão um pouco de suas obras!”

Mas, o maior de todos os mistérios, o Mistério por excelência, fonte de tudo é aquele mesmo Deus que nos ultrapassa totalmente: “Quem o viu para que o possa descrever? Quem o pode glorificar como ele merece?” Aqui se cala a ciência, aqui fracassa a razão humana! Quem pode colher Deus? Quem pode vislumbrá-lo? Quem pode perceber algo do seu lampejo, da grandeza do seu fulgor? O cientista? O estudioso? O erudito? O soberbo? Não, certamente! “Foi o Senhor que criou tudo e aos homens piedosos deu as sabedoria!”

Eis! Somente o sábio, aquele que sabe contemplar, que sabe compreender toda grandeza e todo limite do homem... somente esse percebe o Senhor em todas as suas criaturas. Cientista ou não, somente a esses Deus se revela!

Paz a você, meu caro Leitor!

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Please reload

Procurar por tags