Abandonar-se para compreender...

Os capítulos 44 a 50 do Eclesiástico cantam as glórias de alguns dos grandes homens de Deus do Antigo Testamento: “Elogiemos os homens

ilustres, nossos antepassados, em sua ordem de sucessão” (44,1). O Autor sagrado vai recordando, então, um rosário de nomes, de acontecimentos a eles ligados, que foram tecendo a história de Israel.

O que impressiona é perceber como Deus vai guiando seu povo ao seu destino, como vai direcionando as pobres existências humanas segundo o seu desígnio eterno... Como é difícil perceber a lógica de Deus:

“Mas, a mim, que difíceis são teus projetos,

Deus meu, como sua soma é grande!

Se os conto... são mais numerosos que areia!

E, se termino, ainda estou contigo!” (Sl 138/139,17-18).

Diante de um Deus que tanto os ultrapassa em seu amor, em sua sabedoria, em sua providência, somente a confiança simples e cheia de abandono pode nos fazer caminhar. Aqui, falha como traste inútil e sonho enganador toda presunção de compreender tudo, de ter Deus ao alcance das mãos, de domesticá-lo...

Aprendamos dos nossos antepassados, homens ilustres que não tiveram medo de caminhar com Deus, porque sabiam em quem tinham colocado a esperança.

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