Delírios delirantes...

Caro Internauta, acabei de ler uma entrevista na sempre antirreligiosa Revista Veja com o, digamos assim, “filósofo” Sam Harris, um

americano que com outros três exasperados ateus (Daniel Dennet, Richard Dawkins e Christopher Hitchens), ocupa-se de combater a ideia de Deus, de religião e, de modo particular, o cristianismo. Confesso que fiquei perplexo com o nível da reflexão e das afirmações do Sr. Harris. Definitivamente, o ateísmo já teve defensores mais dignos e inteligentes. De todas as sandices que o entrevistado apresentou, o que mais me impressionou foi constatar a incapacidade de aprender com a história, de refletir com sabedoria e certa objetividade sobre o passado. O nível de reflexão dos quatro ilustres vendedores de livros tem a profundidade de um buraco de bola de golfe. Nos EUA, eles são chamados de "Cavaleiros do Apocalipse". Não merecem tal título: é muito pomposo! Se juntarmos mais uns três ateus do nível desses combativos ativistas, levando em conta a profundidade dos argumentos que apresentam, poderíamos chamá-los com mais justiça de "Sete Anões"...

Comento, brevemente, algumas afirmações do “filósofo”:

1. Um dos primeiros erros é atribuir sem mais, de modo simplista, o atentado contra as torres gêmeas à religião. Qualquer pessoa medianamente informada sabe que o problema do fanatismo religioso no Oriente Médio é muito mais complexa. Colocar a questão simplesmente como religiosa é, no mínimo, ignorância e, no máximo, má fé. Por que não se toca no colonialismo europeu do século XIX, inspirado precisamente por certa ciência, em nome do darwinismo social? Por que não se referir aos interesses econômicos vinculados ao petróleo e ao gás, bem como às questões geopolíticas? Por que não recordar que as religiões podem ser e são muitas veze