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Laicidade, laicismo e má-fé

January 7, 2011

Laicidade – Esta foi a palavra repetida pela imprensa durante a visita do Papa ao Brasil. No encontro com o Santo Padre o Presidente da República recordou que o Estado brasileiro é laico. A imprensa viu isso como um recado ao Papa, para evitar privilégios e ingerências da Igreja.

Bobagem! A laicidade (separação entre a Igreja e o Estado) é um valor defendido também pela Igreja. Os discípulos de Cristo não querem privilégios nem desejam ensinar o Governo a governar. O Estado brasileiro não tem nem deve ter uma religião oficial; deve, sim, garantir a plena liberdade de culto como também o pleno direito dos cidadãos a exprimirem de modo público a sua fé e as convicções que dela advêm. O contrário da laicidade é o laicismo: a mentalidade que deseja excluir a religião da vida pública, como se ela fosse algo meramente privado e não tivesse nada a dizer à sociedade. Muitos políticos e intelectuais gostariam disso: de uma Igreja de sacristia, uma Igreja que não tivesse nada a dizer ao mundo...

Se o Estado é laico e não deve confessar nenhuma religião, o povo brasileiro, a quem o Estado deve servir, tem religião: é um povo cristão, de cultura cristã e valores cristãos. Por isso mesmo o direito e o dever da Igreja de orientar esse povo nos caminhos da construção de um mundo de acordo com os valores cristãos. A Igreja pode e deve falar sobre aborto, manipulação embrionária, eutanásia, divórcio, casamento gay, etc. A Igreja tem o direito e o dever de orientar seus fiéis, de exercer pressão e de alertar a sociedade, numa atitude de diálogo e respeito. Estado laico não pode significar estado contrário ou indiferente à religião!

Na imprensa apareceu também que o Vaticano deseja assinar um acordo com o Governo brasileiro buscando privilégios. É mentira! Esses acordos – chamados de “concordata” – não buscam privilégios, mas apenas acertos e limites de direitos e deveres mútuos para que a Igreja possa exercer com liberdade e tranqüilidade sua missão evangelizadora.

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