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Um pouco mais complexo que os astros...

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Caro Visitante, na Folha de São Paulo deste domingo apareceu um artigo do Marcelo Gleiser, ateu, professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA) e autor do livro "A Harmonia do Mundo". No seu texto ele defende vigorosamente que a questão da

manipulação de células-tronco embrionárias não deve ser misturada com religião. Eis o cerne do seu raciocínio. Depois faço algum comentário:

 

A questão debatida assiduamente pelos cientistas, e que monopoliza a opinião pública, é determinar onde começa a vida. Entretanto, a resposta é completamente irrelevante para este debate. Isto por que não se está propondo a criação de fábricas de embriões para extração de suas células-tronco, a clonagem de humanos ou outros cenários funestos que incitam os piores pesadelos de livros e filmes de ficção científica. O que se propõe é a utilização dos embriões que seriam descartados por clínicas de reprodução por serem inviáveis, como argumentou a pró-reitora de pesquisa da USP, a geneticista Mayana Zatz.

Que fim mais digno pode ter um embrião condenado à destruição do que participar de uma pesquisa que tem o potencial de salvar milhões de pessoas? A escolha me parece semelhante, ao menos em parte, à dos que doam seus órgãos para transplantes. Ao menos partes de seus corpos poderão ajudar aqueles em necessidade, em vez de apodrecerem sob a terra ou de serem cremadas.

 

Observações minhas:

Parece simples, não? Pois não é! O problema começa exatamente na manipulação genética das clínicas de fecundação artificial. A Igreja também julga imoral tal manipulação. Há um monte de embriões congelados nessas clínicas, fruto de fecundações artificiais. São estes embriões que serão descartados que o professor Gleiser sugere o digno fim de serem mortos para salvar outras pessoas.

Inocente proposta! Somente é bom refletir sobre isso: 1. A manipulação provocada por essas fecundações artificiais atenta contra a dignidade humana e, segundo a moral cristã, é um pecado. O filho não é um direito; não se pode procurar obtê-lo a qualquer custo e a qualquer preço. O resultado é este: usam-se alguns embriões e os demais são descartados! – Ora, se a vida começa na fecundação, temos, então, o mesmo crime que o aborto! Como se pode ver, o Dr. Gleiser simplista no seu raciocínio! 2. Mas, suponhamos que somente fossem utilizados esses embriões descartáveis... Imaginem o quanto se conseguiria produzir propositadamente e comercializar tais embriões... Teríamos um verdadeiro tráfico, um verdadeiro comércio!

Não há como escapar! Esta questão envolve sim ética e religião. O mundo humano é bem mais complexo que a astrofísica do Dr. Marcelo Gleiser...

 

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