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A perspectiva da Igreja

April 17, 2011

Freqüentando vários dos órgãos de comunicação nestas últimas semanas, podemos ainda, aqui e acolá, nos deparar com repercussões sobre as palavras do Papa no Brasil. Há de tudo, do comentário mais inteligente à análise mais cocha e ignorante. Percebe-se, no entanto, uma clara

defasagem – às vezes mesmo um fosso – entre aquilo que Bento XVI exprime e a opinião corrente. Que não se culpe o Papa; ele nada mais fez que exprimir com clareza meridiana o pensamento da Igreja, da qual é o porta-voz mais autorizado e de cuja doutrina é o primeiro fiel guardião.

 

Mas, por que a diferença de sensibilidade tão acurada entre a Igreja e o mundo corrente? Estaria o cristianismo definitivamente ultrapassado? A questão é a do ponto de partida no modo de conceber a realidade. Para a hodierna sociedade, a verdade e o critério do bem e do mal devem ser procurados no consenso geral: se todo mundo faz e julga correto, então, por decreto da maioria o errado torna-se certo e o mal traveste-se em bem. Quanto à Igreja, seu critério tem que ser um outro. Falando na abertura da Conferência de Aparecida, Bento XVI foi claro e profundo: “O que é a realidade? O que é o real? Quem exclui Deus do seu horizonte falsifica o conceito de ‘realidade’ e só pode terminar por caminhos equivocados e com receitas destruidoras. Somente quem reconhece Deus, conhece a realidade e pode corresponder-lhe de modo adequado e realmente humano. A verdade desta tese resulta evidente diante do fracasso de todos os sistemas que põem Deus entre parênteses. Contudo, surge outra pergunta: Quem conhece Deus? Como podemos conhecê-lo? Para o cristão, o núcleo da resposta é simples: somente Deus conhece Deus, somente o seu Filho, que é Deus de Deus verdadeiro, O conhece. E Ele, ‘que está no seio do Pai, o deu a conhecer’ (Jo 1,18). Daqui a importância singular e insubstituível de Cristo para nós, para a humanidade. Se não conhecemos a Deus em Cristo e com Cristo, toda a realidade se transforma num enigma indecifrável; não há caminho e, não havendo caminho, não há vida nem verdade.”

Eis aqui a fonte última do modo diverso que a Igreja tem de avaliar a realidade: o seu ponto de partida não é a ditadura do pensamento atual, mas o projeto de Deus para o homem e para o mundo, tal como foi revelado em Jesus Cristo. Certamente que a Igreja não pode nem deseja impor tal projeto a ninguém, mas irá sempre, oportuna e inoportunamente, propor com força e suavidade tal verdade, a única na qual a humanidade poderá encontrar a vida em abundância.

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