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Dois amores, um amor

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A Escritura diz-nos que a Palavra está perto de nós, que o preceito de Deus pode ser cumprido por nós: está na nossa boca e nosso coração.

É verdade: fomos feitos para Deus, fomos – como diz a segunda leitura – criados através de Cristo e para Cristo, ele que é o Primogênito de toda criatura. Assim sendo, o Evangelho não nos violenta, não nos suprime, mas libera o que de melhor temos e nos conscientiza daquilo que é o anelo mais profundo do nosso coração. Tinha razão Santo Agostinho na famosa frase do início do Livro X de suas Confissões: “Tu nos fizeste para ti e inquieto andará nosso coração até que não descanse em ti!”

 

Mas, sendo assim, por que, então, temos dificuldade em cumprir os mandamentos? Por que tanta vez o Evangelho nos parece pesado e exigente demais? A segunda leitura, ao final, insinua o motivo. Lá se diz que Cristo nos reconciliou com o Pai pelo sangue de sua cruz. Ou seja: entre o homem como Deus sonhou e o homem atual, concreto, há a triste realidade do pecado, que entortou o nosso coração e nos desfigurou. Queremos o bem, queremos a verdade, queremos a paz, queremos a vida... mas as procuramos de modo errado, numa triste ilusão de uma irracional e infantil autonomia. O pecado nos dá a falsa ilusão de nos bastarmos a nós mesmos e nos faz sentir Deus como um intruso; o pecado nos desequilibrou interiormente, fez-nos perder aquela integridade que Deus sonhou para nós. Por isso, concretamente, a comunhão com Deus, que é o nosso “natural” se nos torna tão penosa... Por isso, o mundo se afastou de Deus, por isso também nós somos tentados a fazê-lo...

No entanto, o único modo de encontrar a vida verdadeira e fazer dela uma aventura que valha realmente a pena é viver na comunhão e abertura para Deus. Isto o evangelho de hoje no-lo diz. O escriba pergunta o que fazer para ganhar a vida. Jesus lhe aponta os mandamentos, isto é, a abertura para Deus. E diante da insistência do discípulo, o Senhor o faz dizer em que consiste tal abertura: amar! Amar a Deus e, no amor de Deus, amar os irmãos.

Mais ainda: se olharmos com atenção a parábola do Bom Samaritano, não se trata de descobrir quem é o próximo, mas de fazermo-nos próximos. Note o meu leitor que não é o homem caído que é o próximo do Samaritano, mas o Samaritano que se fez próximo do homem caído. Jesus perguntou: “Quem foi o próximo do homem abatido pelos ladrões?” O escriba respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele!” Jesus, então disse: “Vai tu também e faze o mesmo!”

Eis o desafio: um amor sem medida, um amor que é capaz de sair de si para se fazer próximo até de quem está distante! Um amor assim somente é possível se brotar da raiz do amor a Deus. E tal amor é possível efetivamente porque ele nos amou primeiro: o verdadeiro Samaritano é Jesus que, nos vendo caídos e desfigurados pelo pecado, aproximou-se de nós, fez-se homem, um de nós, fez próximo de nós, lavou-nos as feridas e nos colocou na estalagem, que é sua Igreja católica! Fomos amados, somos amados: ele nos amou primeiro! Ora, o amor de Cristo nos impele a amar a Deus e os irmãos por amor de Deus! “Vai tu também o faze o mesmo!” – é a palavra que o Senhor nos dirige...

 

 

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