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A vitória do Ressuscitado e a certeza dos discípulos segundo Mateus (28,11-20)

April 23, 2017

É gritante o contraste entre a alegria das mulheres pelo anúncio do Anjo e pelo encontro com o próprio Senhor ressuscitado e o cinismo dos sinedritas. Não creram em Jesus e, ainda agora, refutam-se a pensar seriamente no fato que acabara de lhes ser contado. Entre a conversão e o cinismo, preferem o segundo e subornam a guarda.

Portanto, duas possibilidades: 
Se o cadáver de Jesus foi roubado pelos discípulos, tudo continua como antes: o Nazareno era apenas um impostor, um profeta iludido, um messias falso. E, neste caso, os discípulos seriam uns doentes, incapazes de aceitar a realidade, apegados a uma ilusão absolutamente absurda. Aqueles discípulos não passariam de farsantes e falsários!

Por outro lado, se realmente Jesus ressuscitara, então tudo muda, absolutamente! Ele é o Messias do Deus de Israel, Nele as promessas do Senhor Deus aos Pais se cumpriram. Mais ainda: chegaram os Últimos Tempos e a Morte foi vencida definitivamente!

Era mais cômodo para o Sinédrio a primeira versão, a do roubo do cadáver... E até o presente dia, para o povo de Israel, o Povo amado, Jesus não é o Messias, não ressuscitou... É um fato misterioso e impressionante: o Povo de Deus da Antiga Aliança rejeitou o Messias que o Senhor lhe prometera e pelo qual tanto esperara! Eram os chefes – sobretudo o Sumo Sacerdote – que deveriam reconhecer oficialmente o Messias. Não o fizeram, em nome de todo o Israel. E todo o judeu que aceite Jesus, ainda hoje, tem que romper com o judaísmo. São Paulo, ele mesmo viveu esta experiência, e nos ensina o significado desta misteriosa recusa em reconhecer o Senhor. Vale a pena a leitura de Rm 9-11!

O grupo dos Doze, agora ferido pela defecção de Judas, volta à Galileia. A Igreja vai desenvolver-se saindo de Jerusalém, do seio do judaísmo. Dirigem-se ao Monte que Jesus lhes indicara - o "Monte", sem outra designação, evoca o Monte Sinai, onde Deus Se manifestara a Israel... Nas Escrituras o monte é o lugar da manifestação de Deus... Qual teria sido esse monte? O Tabor, o monte das Bem-aventuranças? Não sabemos. Basta saber que foi o monte no qual Jesus revelou-Se aos Onze com toda a Sua Glória divina, com Seu estado de Senhor ressuscitado, transfigurado em Glória, como no Tabor, mas agora de modo pleno e definitivo.
Aquele que fora visto como homem desfigurado em dores, agora aparece como transfigurado em Glória divina! Por isso, diante Dele, os discípulos prostram-se: Ele é Senhor, Ele agora é totalmente divino na Sua própria natureza humana; já não mais está no estado de humilhação, de servo...

Alguns duvidam. Benditas essas dúvidas, que nos dizem que os discípulos não eram um grupo de alienados, dispostos a inventar fábulas sobre Jesus.
Aliás, a Segunda Epístola de Pedro exprime muito bem esta disposição dos primeiros discípulos do Senhor: “Pois não foi seguindo fábulas habilmente inventadas que vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas sim, por termos sido testemunhas oculares da Sua grandeza. Efetivamente, Ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida Glória se fez ouvir aquela voz que dizia: “Este é o Meu Filho bem-amado, no qual está o Meu agrado”. Esta voz, nós a ouvimos, vinda do Céu, quando estávamos com Ele na Montanha santa” (2Pd 1,19-18).

Depois da dúvida a declaração: Jesus recebera do Pai toda autoridade “no Céu e na terra”, isto é, sobre toda a inteira criação. Nenhum poder se iguala ao do Cristo ressuscitado, pois Sua autoridade é divina.
Depois da declaração, o mandato missionário: fazer discípulos dentre todas as nações, que vivam como Jesus determinou.

Veja, Amigo: ser cristão não é simplesmente crer em Jesus, mas viver segundo os critérios de Jesus! A porta para essa vida nova é o Batismo.
Sabe-se o quanto a tradição protestante e suas derivações atuais insistam que é somente a fé que salva. Esta visão é errada e contrária às Sagradas Escrituras!
Quem crê, precisa absolutamente pedir o Batismo, que significa entrar sacramentalmente na relação que o Filho tem com o Pai no laço do Espírito. Sem o Batismo, a fé não é autêntica! Quem crê tem a obrigação inarredável de pedir o Batismo! Ora, pedir o Batismo – que é dado pela Igreja por ordem do próprio Senhor – supõe necessariamente ingressar na Igreja de Cristo, a dos Doze, que tem a Pedro por pedra, e nela viver.
Outro detalhe: os Atos falam muito em ser batizado no Nome de Jesus. Ora, o Batismo de Jesus, o Batismo no Nome de Jesus é, precisamente, o Batismo na invocação das três divinas pessoas. Foi este e só este o Batismo instituído pelo Senhor.

E a promessa final, que fecha admiravelmente o Evangelho segundo Mateus: “Eu estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos!”
É o tempo da Igreja, esse tempo intermediário entre a inauguração do Reino e sua consumação na Glória, quando Cristo nossa Vida aparecer (cf. Cl 3,4). Observe: Eu estarei convosco... Volte um pouco ao início de Mateus (Mt 1,23): Ele será chamado Emanuel – Deus conosco! Ei-lo, novamente, ao final do escrito de Mateus: o Emanuel de todos os dias de nossa vida, da vida da Igreja!

Observe que Mateus não conta a Ascensão... não a nega; simplesmente quer deixar claro que Jesus permanece conosco. Ele estará conosco todos os dias – nos bons e nos maus, nos luminosos e nos tenebrosos, nos dias de glória e de humilhação, de certezas e de dúvidas...
"Eu estarei convosco todos os dias, cada dia, na potência do Meu Santo Espírito, até o fim dos tempos!"
Desta promessa vivemos, nesta certeza certíssima apostamos a nossa vida!
Feliz Páscoa, meu Amigo! 
Jesus, o nosso Irmão, ressuscitou!
Ressuscitou verdadeiramente! Aleluia!

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