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O nosso Cristo pascal: no Céu, na Igreja

June 3, 2017

No Tempo pascal um dos livros da Escritura Sagrada que a Igreja utiliza na sua liturgia é o Apocalipse. Texto difícil, que tem sido tão distorcido no seu sentido e propósito; texto tão intenso, tão atual e profundo.

Na segunda metade do primeiro século cristão, nos reinados de Nero e Domiciano, a Igreja sofreu atrozes perseguições. Parecia o fim de tudo, como hoje, tinha-se a impressão de que o mundo dos crentes ia desabar...
Onde estava Jesus? Por que não agia?
Qual o sentido de tanta dor: das perseguições externas, das infidelidades e defecções internas, do silêncio de Deus?
Por que o Senhor não salvava a Sua Igreja?

O Autor sagrado escreve, então, para consolar os cristãos, a Igreja dos inícios e de todos os tempos: o Senhor Jesus, Cordeiró glorioso no Céu, estará sempre conosco e o Seu triunfo de Ressuscitado dos mortos é definitivo. No final de tudo, tal triunfo, aparentemente ambíguo nos tempos deste mundo, aparecerá em toda a sua pujança.

Só para dar uma ideia desta visão impressionante, pense-se no Senhor tal qual aparece no capítulo primeiro desse Livro forte e potente:
“Vi sete candelabros de ouro (significam a Igreja na sua totalidade).
No meio dos candelabros havia Alguém semelhante a um filho de homem (é Jesus imolado e ressuscitado), vestido com uma túnica comprida (própria do sumo sacerdote) e com uma faixa de ouro em volta do peito (expressão da realeza).
Sua cabeça e Seus cabelos eram brancos como lã alvejada, igual à neve (sinal de eternidade e sabedoria), e Seus olhos eram como chama de fogo (Ele tudo vê, tudo penetra e Seu olhar purifica).
Seus pés pareciam de bronze incandescente no crisol (todo Ele arde no fogo glorioso do Espírito e é firme e sólido), e Sua voz era como o fragor de águas torrenciais (voz divina, como no Sinai).
Na mão direita, tinha sete estrelas (as sete estrelas são a Igreja, sustentada firmemente pelo Senhor), de Sua boca saía uma espada afiada, de dois gumes (Sua palavra julga e define o bem e o mal), e Seu rosto era como o sol no seu brilho mais forte (Ele é todo esplendor divino).
Ao vê-Lo, caí como morto a Seus pés, mas Ele pôs sobre mim Sua mão direita e disse: “Não tenhas medo. Eu sou o Primeiro e o Último, Aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para todo o sempre. Eu tenho a chave da Morte e da Morada dos mortos” (Ap 1,12-18).

Trata-se, realmente de uma visão impressionante: Jesus está vivo, mais ainda, é o Vivente, Aquele que é a própria Vida e fonte de toda a Vida. Ele, que Se fez um de nós e, como um de nós, viveu, sofreu e morreu, ressuscitou, venceu a morte, para nos dar a Vida plena e imperecível.
Nisto se fundamenta a esperança dos cristãos, nesta certeza se estriba a certeza da Igreja, que há dois mil anos vai atravessando o mar bravio da história “entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus”, como bem dizia Santo Agostinho.
Que palavra, que certeza, os cristãos, a Igreja, ouvirem sempre, geração após geração, desafio após desafio: “Não tenhas medo! Eu sou o Vivente! Tenho nas mãos as chaves da morte!”

Pense, meu Amogo caríssimo, na atualidade do Apocalipse. Ainda hoje são tantos os combates dos cristãos, tantos e tão grandes os desafios da mãe Igreja! Desafios internos e externos, batalhas fora e batalhas dentro!
Às vezes, parece que a Esposa de Cristo vai fracassar, que as forças da Mãe católica estão exauridas. Mas, quem pensa assim, quem vê assim não compreende nem de longe donde vêm a Vida e a energia dos cristãos. Vêm precisamente da graça do Vivente, Daquele que fora tragado pela morte, mas agora vive para sempre!
Por isso mesmo no tempo pascal, quando festejamos o Ressuscitado, o Apocalipse torna-se tão eloquente. Esse livro santo fala de perseguições, da Antiga Serpente que tenta e maltrata os seguidores de Jesus, das duas bestas que combatem os discípulos de Cristo, uma besta vinda do mar e outra, aparecida da terra: o poder político e o poder religioso anti-cristãos; o primeiro, querendo colocar-se no lugar de Deus e o segundo, usando o nome de Deus para mentir, enganar e destruir a verdadeira fé no Cristo, único Senhor e Salvador.
Mas, o mesmo Apocalipse garante que o Senhor, Vencedor da morte, estará para sempre conosco, no meio de Sua Igreja, entre os sete candelabros.
Ele triunfará e Seu senhorio, já presente no mundo em semente, um dia manifestar-se-á com toda a clareza e força. É Ele, Jesus, a fonte de nossa vida, o segredo da nossa força, o fundamento inabalável da nossa fé, seja na vida seja na morte.
Ele é Aquele em Quem cremos, Aquele em Quem esperamos, Aquele em Quem a Igreja se sustenta e por Quem vive, Aquele que é o Sentido último da vida, das lutas e da morte dos cristãos: Ele, o Cristo, o Vivente, nossa Páscoa!

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