Um só é o Mestre, um só o Caminho, um só o Senhor

É sempre útil recordar a tentação constante que ronda muitos cristãos desde o século XVIII, iludidos pelo racionalismo moderno: reduzir, na prática...

a Pessoa de Jesus a um mestre iluminado, humanista bem-pensante, politicamente correto, que aprova e satisfaz nossas aspirações e medidas;

a Sua obra, a um ideal moral, projeto meramente humano, de cunho filantrópico, humanístico e social. Ser ético, decente e humanamente bem comportado seria o ideal de Jesus de Nazaré e de Seus discípulos. O homem bem pensante, o bem intencionado burocrata das organizações internacionais seria o critério... Aquele homem, na limitada medida humana, a que São Paulo chama de "homem psíquico"...

a fé cristã, a um exercício iluminado e limitado pela razão: o sobrenatural, a revelação concreta de Deus em Jesus, não são reais, não importam em si, pois não passariam de expressões culturais de comportamento éticos e racionalmente aceitáveis em cada época, a cada geração, a cada sociedade. O dogma não teria valor algum em si: seria apenas símbolo religioso de uma ética humanista ao gosto de cada um.

Por outro lado, a reação seja do Magistério perene da Igreja católica seja a de cristãos piedosos e fieis de todas as confissões cristãs, se resume nesta escandalosa afirmação:

Jesus Cristo – como se testemunha na Sagrada Escritura, ouvida, lida, acolhida, rezada, interpretada e anunciada na perene Tradição da Igreja – é a única Palavra de Deus, a única a que devemos fé e obediência, tanto na vida como na morte!

Para nós, portanto, o Mestre é Jesus Cristo! Não há outros mestres ou salvadores, não há outros caminhos ou mediadores. Só Nele está a nossa vida: Nele, Deus vem ao homem, dá-Se incondicionalmente à humanidade, curando-a, renovando-a e apontando-lhe o caminho. Somente Nele o homem se supera realmente e chega à sua verdadeira medida. Somente Ele, morto e ressuscitado, revela o homem ao homem, somente Ele é a norma, o normativo, o normal! Tudo que não cabe Nele ou contra Ele se insurge é desumano e desumanizante! Ele é o rosto divino do homem, rosto humano de Deus!

Não há subversão mais eficaz nem mais libertadora contra os totalitarismos, ditaduras, modas ou prisões ideológicas – inclusive as do próprio cristianismo – que afirmar que só Ele, Cristo Jesus, é o nosso Mestre e Senhor!

A Ele - e somente a Ele! - a glória e a honra na Igreja e no nosso coração, hoje e para sempre. Amém!

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