Meditação para o XXX Domingo Comum – Ano A

Aproxima-se o final do Ano Litúrgico, ano da Igreja. Estamos já no trigésimo Domingo comum. Mais três, e encerraremos o ano litúrgico de 2017, com a Solenidade de Cristo-Rei. O tempo passa, a vida passa, a história passa... Elevemos o olhar e o coração para Aquele que não passa, Aquele que é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim da nossa existência, o Cristo, nosso Deus! No passado Domingo, o Senhor Jesus ordenava: “Dai a Deus o que é de Deus!” De Deus é tudo, ainda que a humanidade atual se julgue dona de senhora de si própria; de Deus é tudo, ainda que tudo pareça nosso: “Tudo pertence a vós: Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, as coisas presentes e as futuras.Tudo é vosso; mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus” (1Cor 3,21-23). Esta é, precisamente, a dificuldade, a miopia ou, mais ainda, a cegueira, o triste pecado do mundo em que vivemos: não perceber Deus, não enxergar com a razão, com o afeto, com o coração que Deus é o Tudo, o Substrato, o Sentido da nossa existência. Sem Ele, nada tem sentido perene, nada tem valor duradouro, nada tem valor absoluto, nem a vida humana, que somente pode ser respeitada de modo absoluto quando é compreendida como imagem de Deus. Pois bem, a Palavra deste Domingo prolonga a de oito dias atrás.