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A Apresentação de Jesus no Templo e a Purificação da Virgem Maria

February 3, 2018

Se pensarmos bem, a Apresentação do Senhor, que a Igreja celebra neste 2 de fevereiro, não é um mistério gozoso, mas doloroso. Doloroso e rico de significados e lições para a nossa vida com Deus.

A primeira lição é a da humilde obediência da Sagrada Família à Lei de Deus: “Quando chegou a plenitude dos tempos, enviou Deus o Seu Filho nascido de mulher, nascido sob a Lei para resgatar os que estavam debaixo da Lei” (Gl 4,4s).
É comovente contemplar o Filho eterno do Pai, José e Maria Santíssima submeterem-se à Lei de Moisés (Lc 2,22.23.24. 39), que prescrevia a consagração do macho primogênito ao Senhor e a purificação da mãe após o parto – quer o parto fosse normal quer não (cf. Ex 13,2; 13,11).
Além da humildade, há duas razões teológicas: Jesus, sendo o primogênito de José, é o descendente de Davi, o herdeiro das promessas feitas a Davi, é o Messias-Rei de Israel; além do mais, assumindo a submissão à Lei, Ele nos libertará da Lei, pois Nele toda Lei se cumprirá...

A segunda lição é de pobreza. José e Maria apresentam a oferta dos pobres: um par de rolas ou dois pombinhos (cf. Lv 5,7; 12,8). Não têm gado graúdo nem miúdo... O Filho de Deus nasceu pobre entre os pobres; Ele viveu como pobre! Mais uma vez, na contemplação dos mistérios do terço aparece o mistério da santa pobreza, que Deus escolhe para confundir a lógica humana, fundada na força e na prepotência... Deus ama os pobres, porque eles não confiam em si mesmos, mas coloca sua confiança no Senhor e por Ele esperam. E, na sua pobreza, José e Maria ofertam tudo quanto têm ao Senhor: ofertam o primogênito, o filho único... como a viúva pobre, como nosso pai Abraão no monte Moriá, entregam tudo quanto possuem, sem nada reter...

Terceira lição: O Senhor aceita a oferta: o Menino será sinal de contradição e a oferta será consumada no Calvário, quando uma espada traspassará o coração de Maria: coração íntegro, todo ferido, todo vazio de si mesmo, todo oferente na oferta do Filho. Os pais de Jesus e admiram e se abandonam nas mãos de Deus, Senhor do nosso futuro e da nossa vida...

Quarta lição: a fidelidade de Deus, que aparece na exultação de Simeão e Ana. Esses dois anciãos são imagem do Antigo Testamento, do Israel que esperou pacientemente, contra toda esperança. Agora, podem, finalmente, ver a salvação de Deus! Esses dois personagens nos ensinam a esperar na perseverança, esperar, esperando Deus de Deus, porque Ele é fidelíssimo.

Há ainda, neste mistério, um sentido litúrgico muito belo. Os orientais chamam esta apresentação de Jesus de “Encontro”. É o primeiro encontro do Messias com a Cidade Santa, Jerusalém. Ele vem com Luz para iluminar as nações e glória de Israel. Por isso, a liturgia faz, na Festa do Encontro, uma procissão com velas. Aí, a Igreja-Esposa vai ao encontro do Messias-Esposo com as lâmpadas acesas, prefigurando o encontro no final dos tempos. Assim a Igreja deve viver e ser: Esposa vigilante, que aguarda o seu Senhor!

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