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Uma meditação quaresmal: 2Cor 5,20 – 6,2

February 15, 2018

Da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios (2Cor 5,20 – 6,2):

Irmãos, 20somos embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em Nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus.
21Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus O fez pecado por nós, para que Nele nós nos tornemos justiça de Deus.
6,1Como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, 2pois ele diz: “No momento favorável, Eu te ouvi e, no dia da salvação, Eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação.

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1. “Somos embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós”. - São Paulo apresenta-se aos coríntios com a serena e firme convicção de ser embaixador de Cristo. Isto é fruto da sua vocação ao apostolado. A ideia é muito importante: Cristo age realmente, efetivamente, através da Sua Igreja e na Sua Igreja, de modo especial pelos pastores por Ele colocados à frente do rebanho. Os cristãos devem ter firme esta convicção: os ministros sagrados são embaixadores de Cristo e Deus mesmo é Quem exorta o Seu povo pela boca dos legítimos pastores. Claro está sempre que tais pastores devem ser fieis ao Senhor, pois "o que se requer dos administradores é que cada um seja fiel" (1Cor 4,2). Assim, o apelo à conversão, próprio deste tempo quaresmal, é um apelo que vem do próprio Deus por Jesus Cristo (“Convertei-vos e crede no Evangelho!”) e faz-se presente a nós pela boca e pelos gestos dos ministros da Igreja, sucessores do ministério apostólico, guardiães da perene Tradição apostólica.

2. “Em Nome de Cristo: deixai-vos reconciliar com Deus!” – Exatamente porque embaixador do Senhor com a própria autoridade de Cristo, São Paulo e a Igreja de todos os tempos, pela boca de seus ministros, pode apelar gravemente aos cristãos, dizendo com toda razão e gravidade: “Em Nome de Cristo!” É muito forte tal apelo do Senhor: no apelo do ministro sagrado, boca da Igreja, é o apelo do próprio Salvador nosso que devemos escutar: “Em Nome de Cristo!” E o que exorta o Apóstolo em Nome de Cristo? “Deixai-vos reconciliar com Deus!” Atenção para a formulação do apelo: está na voz passiva! Quem nos reconcilia é Deus; Dele vem a iniciativa! Jamais chegaríamos a Ele se Ele não nos amasse, não viesse até nós, não nos atraísse em Cristo. O que temos de fazer, então? Não opor resistência à graça, não fechar o ouvido do coração! “Deixai-vos reconciliar!” Deixai que Deus, pelo Espírito do Filho aja em vós, deixai que Deus cumpra em vós a Sua obra de salvação-reconciliação da humanidade! Não é Deus Quem Se reconcilia conosco, pois Ele nunca nos deixou, nunca nos esqueceu; somos nós, que nos afastamos do Senhor pelo nosso pecado, quem devemos nos reconciliar, voltar, arrependidos, como o filho pródigo. Mas, jamais voltaríamos se o Senhor não viesse pela Encarnação para nos procurar e não nos atraísse pela Sua graça. Eis pois: deixai-vos reconciliar com Deus em Cristo! Sede dóceis à ação do Seu Espírito em vós!

3. “Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus O fez pecado por nós, para que Nele nós nos tornemos justiça de Deus” – Eis o motivo de sobra para que nos deixemos reconciliar com o Senhor Deus: Ele nos deu o Seu Filho, entregou-O por nós: Aquele Filho Amado, que não tem pecado algum, que é o Cordeiro inocente e imaculado, Deus O fez pecado (isto é, fê-Lo vítima de sacrifício pelo pecado) para que nosso pecado seja cancelado e nós nos tornemos justos (= amigos de Deus, puros, santos) diante de Deus. Assim sendo, o caminho quaresmal é um deixar-se atrair pelo Senhor seguindo os passos de Jesus e deixando-nos inundar e transformar pela Sua graça, graça que é o próprio Espírito Santo agindo em nós. E nós, que fazemos nesse processo todo? Nada?

4. “Exortamo-vos a não receberdes em vão a graça de Deus!” – A obra da salvação, certamente, é iniciativa e ação de Deus, mas não acontecerá em nós sem a nossa abertura livre e consciente. Daí o apelo do Apóstolo: “Não recebais em vão a graça de Deus!” Recordemos que ela foi em vão em Judas e em vão nos cristãos que se fecharam e, possivelmente, estão no inferno. O homem é livre e Deus respeita essa liberdade, de modo que nós podemos inutilizar a graça em nós, podemos torná-la vã! Pode acontecer que, de fechamento em fechamento, toda a nossa existência torne-se um “não” ao Senhor, esterilizando a graça em nós, como a semente que não deu fruto porque caiu em terreno adverso! Deveríamos tomar com muita seriedade o apelo da Palavra de Deus: “Não recebais em vão a graça!”

5. “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação!” – Eis aqui a urgência da conversão! Quando a graça do Senhor vem ao meu encontro? Agora, já, em cada momento da vida! A cada situação, a cada dia, a cada escolha, eu vou me abrindo ou me fechando para a graça do Senhor! Sobretudo num tempo como o quaresmal, a Igreja, em Nome de Cristo, convida-nos a uma maior atenção ao que estamos fazendo com a graça que o Senhor nos concede. Que este sagrado Tempo não seja desperdiçado por nós, mas seja real oportunidade para uma mudança de vida e de atitudes, fazendo-nos efetivamente comprometidos com o Senhor Jesus, que na Sua Cruz no reconciliou com o Pai! Que Sua Encarnação, Suas dores, Sua Morte e Ressurreição não tenham sido em vão para nós!

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