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Meditação 4 | Retiro Quaresmal - “São estas as palavras...”

February 17, 2018

Reze o Salmo 119/118,25-32
Agora, leia com piedade e coração que escuta na fé Dt 2.

1. Terminamos a meditação passada com o pranto de Israel diante da derrota contra os seus adversário; e o Senhor não escutou o Seu povo: queria educá-lo com um duro castigo!
Começamos, agora com o capítulo 2. Logo no v. 1, a triste constatação: “Viramo-nos, pois, partindo para o deserto...” Israel teve que obedecer. Pelo sofrimento da derrota, o povo não teve outra opção a não ser voltar para o duro é tremendo deserto, onde passará quase quarenta anos, suportando o peso da sentença do Eterno: todos os adultos daquela geração desobediente morreriam no deserto (cf. vv. 1.14-15)! Não se brinca com o Senhor!
Pense: Você leva, realmente, o Senhor a sério? Como procura viver os Seus preceitos, expressos na moral cristã, tal como a Igreja, sustentada pelo Santo Espírito, os ensina e sempre ensinou? 
Reze o Salmo 77/76. Que o Senhor nos dê um coração para escutá-Lo, para conhecê-Lo, para obedecer-Lhe e reconhecê-Lo, de verdade como o nosso Deus!

2. Neste capítulo 2, aparece um outro tema importante: o Senhor, Deus de Israel, é rei e senhor de todos os povos, cuida de todos os povos e a todos guarda e dirige na Sua providência (vv. 4-6.9.17-25). Se Ele tem a Israel por Seu povo, se com ele fez aliança, isto não significa que o Senhor Deus despreze as demais nações da terra. Já no chamado de Abraão para formar Israel, o Santo tinha em vista a bênção para toda a humanidade: “Por ti serão benditos todos os clãs da terra” (Gn 12,3). De fato, “com juramento Deus lhe prometeu abençoar todas as nações em sua descendência” (Eclo 44,21). Assim, o cuidado do Senhor Deus abrange todos os povos, toda a Sua criação! A escolha de Israel não é exclusiva, não nega o amor do Eterno pelos outros povos; apenas afirma a livre e gratuita preferência de Deus pelo Seu Povo e também o sentido da existência da vocação de Israel: estar a serviço da salvação de todos os povos, no Antigo Testamento, como povo sacerdotal e, no Novo Testamento, como povo que deu ao mundo o Salvador de todos os povos.
Tudo isto nos ajuda a compreender como o Novo Povo de Deus, que é a Igreja, é um mistério de eleição amorosa, mas não significa que o Senhor somente tenha amor pelos católicos ou mesmo só pelos cristãos! O Seu amor é maior que nossas fronteiras, é mais amplo que nossos egoísmos e preconceitos, é infinito como o Seu Coração: “O Senhor é grande, muito além das fronteiras de Israel” (Ml 1,5).
Leia e reze Sb 1,13-15; 11,21-26. Como o antigo Israel e mais que o antigo Israel, a Igreja, povo escolhido amado, deve estar em função da salvação de toda a humanidade, que é, toda ela, amada pelo Senhor. Leia Mt 28,16-20; At 1,8; Ef 3,4-6.
Certamente, o Senhor julgará a terra inteira e o desejo de Deus é que todos O conheçam e a Ele, pelo Seu Cristo, se convertam e passem a fazer parte da Igreja una, santa, católica e apostólica. Mas, independente disto, o Senhor ama a todos e de todos cuida. Um cristão jamais deveria ser fechado ou azedo em relação aos não-cristãos! Reze o Sl 96/95.

3. Mas, permanece este fato maravilhoso: ainda que ame a todos os povos, Deus escolheu a Israel, Deus o amou de um modo único: “Quando Israel era menino, Eu o amei!” (Os 11,1); “Eu te amei com amor eterno, por isso reservei para ti o amor!” (Jr 31,3). Amor gratuito, o de Deus! O Senhor é o cuidador de Israel: nada lhe falta! Releia o v. 7. São palavras dirigidas a Israel - e ao Novo Israel, que é a Igreja -; são palavras dirigidas a você! Releia-as, escute-as, deixe que o Santo Espírito o convença desta maravilhosa e misteriosa realidade! Reze…

4. Dos vv. 24-37 Moisés recorda a conquista dos amorreus, súditos de Seon… Para a nossa mentalidade, não é fácil compreender como Deus entrega um povo para ser derrotado e conquistado por outro, ainda que seja o Seu Povo! Mas, aqui, é necessário compreender que, para os crentes, todas as coisas estão nas mãos de Deus e são conduzidas de um modo que somente Ele compreende, na Sua infinita sabedoria e providência! Nas suas derrotas e nas suas vitórias, na sua paz e nas suas lutas, Israel via a presença de Deus… Ainda hoje, todo aquele que crê é chamado a ver Deus em todas as coisas! Foi assim que Israel fez… Leia e medite Eclo 18,1-13… Quanto é grande o Senhor! Como são misteriosos os Seus caminhos!

5. Outro aspecto que choca é a ordem de Deus, muitas vezes presente no Antigo Testamento, para que se extermine os povos vencidos. Como explicar tal crueldade? Como compreender isto?
Primeiro, do ponto de vista estritamente histórico, é preciso recordar que a Escritura não é um conjunto de textos de história no sentido científico, mas sim a leitura teológica, religiosa da história do povo de Israel na suas relações com o seu Deus, o Senhor. Depois, é indispensável saber que esses textos foram colocados na sua forma escrita final muitos séculos depois dos acontecimentos, quando os eventos aos quais se referiam já havia sido contados e recontados oralmente, geração após geração, sempre ressaltando o sentido religioso, teológico.
As guerras de Israel, por serem guerras contra os pagãos, os idólatras, que ameaçavam seja a existência de Israel, seja a pureza da sua religião, eram consideradas guerras santas, guerras do Senhor contra os ídolos e os servos dos ídolos. Por isso mesmo, nestas narrativas, os derrotados eram considerados anátemas: tudo quanto tinham e tudo quanto eram deveria ser exterminado... Este é o modo duro, grosseiro, de incutir aquelas palavras radicais de Jesus nosso Senhor: “Se tua mão ou teu pé te escandalizam, corta-os...” (cf. Mt 18,8s) Neste sentido, é bom recordar que todo o percurso histórico de Israel, da Igreja e do cristão é visto como um combate contra o Maligno e suas forças.
Então, já não sabemos com precisão histórica e detalhada como eram as guerras de Israel. Sabemos sim, que existia, entre os povos do Antigo Oriente, o costume da guerra santa chamada herem, que votava ao anátema os derrotados. É este costume que aparece nos textos antigos das Escrituras de Israel. Mas, o sentido que os autores sagrados davam a tais guerras e a tais narrativas era de cunho espiritual. O fato histórico mesmo, cru, já não sabemos nem temos como saber com precisão. Só para que se tenha uma ideia, estes textos do Deuteronômio como o temos hoje são, em sua maioria, dos séculos VII-VI aC e meditam religiosamente sobre fatos ocorridos provavelmente lá pelo século XIII aC. Então, uma diferença de cerca de 600 anos entre os fatos e os relatos colocados por escrito... Nunca esqueça de que as Escrituras não estão interessadas primeiro em informar por informar, jornalisticamente, e muito menos fazê-lo cientificamente, mas em formar a consciência religiosa dos fieis!
Portanto, as guerras de Israel são as guerras da Igreja, são as nossas guerras! Leia e reze os Salmos 2 e 124/123.

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