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Reze o Salmo 119/118,73-80
Agora, leia com piedade e coração que escuta na fé Dt 7

1. Os vv. 1-6 recomendam que Israel, ao entrar na terra que o Senhor Deus lhe concede, entregue todas as nações cananeias ao anátema, isto é, à destruição: “Eis como devereis tratá-los: demolir seus altares, despedaçar suas estelas, cortar seus postes sagrados e queimar seus ídolos...” (v. 5) Já expliquei, anteriormente, que aqui se trata dos preceitos da guerra santa, o herem: a guerra é vista como guerra do Senhor contra os ídolos cananeus... Trata-se de uma realidade teológica, não tanto histórica, bélica!
Qual o sentido espiritual deste texto, o sentido profundo, à luz do Espírito do Cristo? Na terra da nossa vida, dos dons que o Senhor nos concede, devemos adorar somente ao Senhor; devemos romper com toda idolatria, com tudo aquilo que possa nos afastar do Único ou competir com Ele no nosso coração! Devemos espatifar esses ídolos em nossos corações e deixar que somente o Senhor reine na nossa vida – eis o Reino de Deus que Jesus veio trazer: Deus, o Pai, reinando, absoluto, em nós, como reinou no Seu filho Jesus Cristo!
As palavras de Moisés são atualíssimas para a Igreja, novo Israel, e para cada um de nós: “Tu és um povo consagrado ao Senhor teu Deus; foi a ti que o Senhor teu Deus escolheu para que pertenças a Ele como Seu povo próprio dentre todos os povos que existem sobre a face da terra” (v. 6). Em Cristo, incorporados ao Seu Corpo, que é a Igreja pelo Batismo (cf. 1Cor 12,13), somos o Novo Israel, somos o Povo de Deus no Espírito de Cristo, que nos une num só Corpo do Senhor. São Pedro diz, de modo incisivo, tão belo, tão profundo: “Vós sois uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, o povo de Sua particular propriedade, a fim de que proclameis as excelências Daquele que vos chamou das trevas para Sua luz maravilhosa; vós que outrora éreis não-povo, mas agora sois o Povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1Pd 2,9s). Somos, portanto, consagrados ao Senhor! Que acordo poderia existir entre o Senhor e os demônios, entre um cristão e os ídolos, entre os que participam do Banquete sacrifical de Cristo e os que se dobram e prendem o coração aos ídolos deste mundo (cf. 1Cor 10,18-22)? Pense nisto!
Ídolos? São seus apegos, seus amores quando contrários ao Senhor; ídolo é tudo aquilo que tende a tomar o lugar que cabe somente ao Senhor Deus no nosso coração e na nossa vida!

2. Por que o Senhor escolheu Israel? Por que o Senhor nos escolheu? Por que a mim, por que a você? Por pura graça!
Leia os vv. 7s. Agora compare com 1Cor 1,26-31! Como Israel – e mais que Israel! – temos tanto que louvar e bendizer o Senhor nosso Deus, que gratuitamente nos amou e nos chamou!
Como responder ao Senhor por tudo isto? Amando-O, levando-O a sério na nossa vida, nas nossas escolhas, nas nossas decisões, afastando do nosso coração toda idolatria (cf. vv. 12-16.25s). Não tenhamos medo de combater as paixões e apegos do nosso coração; não sejamos preguiçosos e sem fé! No combate, o Senhor está conosco, como esteve com Israel e, com a Sua graça haveremos de vencer (cf. vv. 17-24).

3. Os vv. 12-15 inculcam no coração de Israel a bênção que o Senhor lhe dará, caso seja fiel. Todas as imagens aí utilizadas têm um só significado: o Senhor cumulará de vida o Seu povo. Mas, atenção: aquilo que nos textos mais antigos das Escrituras aparece de modo bem material – prato cheio para a desvirtuada “teologia” da prosperidade! –, já no próprio Antigo Testamento vai se espiritualizando: Israel, pouco a pouco, vai compreendendo que o próprio Senhor é sua recompensa e sua grande riqueza, que o próprio Deus é a sua Vida. Leia e reze o Salmo 73/72 e Sb 3,13-19.
É importante compreender que Deus Se revelou na história de um povo, de modo que Sua revelação vai se dando progressivamente, como um pai que educa o seu filho, falando-lhe de modo cada vez mais claro e explícito... No Novo Testamento, ainda que bens materiais e espirituais possam significar a bênção de Deus, tal realidade é muito relativa, pois o definitivo é participar do caminho do Cristo neste mundo e da Sua Glória no mundo que há de vir, na plenitude do Reino! Leia Lc 6,20-26, que desmoraliza e exorciza qualquer diabólica “teologia” da prosperidade!

4. Reze o Salmo 107/106. É uma proclamação da fidelidade do Senhor, que sempre socorre os Seus e nunca os abandona! Renove sua confiança no Senhor; peça ao Santo que nas tempestades, nos desertos, nas provações da vida, você nunca desvie Dele o olhar, nunca duvide da Sua providência e da Sua misericordiosa presença! Lembre-se: Ele é o nosso auxílio, o nosso socorro, o nosso refúgio! 

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