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Meditação 13 | Retiro Quaresmal - “São estas as palavras...”

February 28, 2018

Reze o Salmo 119/118,97-104
Agora, leia com piedade, com atenção e um coração que escuta Dt 10,1-11

1. Observe, primeiramente, os vv. 1-5: O Senhor Deus havia dado ao Seu Povo os Seus preceitos, resumidos nas Dez Palavras. Moisés ainda estava no Monte, recebendo os Mandamentos e Israel já estava pecando, fabricando uma religião do seu modo, à sua medida, com as suas próprias normas, com sua “criatividade”, tudo isto expresso num maldito bezerro de ouro: “Eles trocaram a sua Glória pela imagem de um boi, comedor de capim” (Sl 106/105,20). Revoltado, num acesso de ira, Moisés quebrara as tábuas escritas pelo próprio Senhor! Agora, o Santo ordena que Moisés talhe novas tábuas para que Ele, novamente, escreva as Dez Palavras!
Veja a fidelidade do Senhor: Ele continua ainda falando a Israel! Apesar de nossas infidelidades e de nossa incapacidade de escutar, de obedecer, Ele, o Santo, o Fiel, continua a nos dirigir Sua Palavra santa! Bendito seja o Senhor por Sua paciência! Bendito seja o Eterno pelo Seu perdão! Bendito seja o Santo por Sua fidelidade misericordiosa para conosco, Seu Povo, tantas vezes de cabeça dura e pescoço teso!
Reze o Salmo 106/105. Reconheça sua teimosia, a teimosia dos cristãos, a nossa teimosia! Peça perdão e a graça de um coração que escute para bem saber discernir (cf. 1Rs 3,9).

2. Um aspecto que merece nossa atenção: o Senhor manda talhar tábuas nas quais Ele mesmo escreverá; depois, manda confeccionar uma arca de madeira, de acácia, toda recoberta de ouro puro (cf. Ex 25,10s). As tábuas das Dez Palavras como também a Arca e a Tenda de Reunião (cf. Ex 26; 40,1-15.34s) são sinais da Presença santíssima de Deus no meio do Seu Povo. O Povo é santo porque o Santo está em seu meio e o santifica: “Sou Eu, o Senhor, que vos santifico” (Lv 20,8). Aqui há uma belíssima ideia teológica: por um lado, o Senhor é o Santo, o Separado, o Transcendente, o Absolutamente Outro, o Inominável; por outro lado, Ele pronuncia o Seu Nome, como que dando-Se a Israel, Ele mesmo manda talhar as tábuas e nelas escreve com o Seu Dedo (cf. Ex 31,18) – que é o Seu Espírito (cf. Lc 11,20; Mt 12,28!), manda fazer a Arca, para que seja escabelo do Seus pés, isto é, sinal da Sua Presença, manda fundir para a tampa da Arca e, depois, para o Santo dos Santos, imagens de Querubins em ouro puro (cf. Ex 25,17-22; 1Rs 6,23ss) e, finalmente, permite que se erija mesmo um Templo para lugar da Sua habitação e da Sua Presença (cf. 1Rs 8,10-13)…
O que significa tudo isto? Que o desejo do Santo e Incomensurável Deus é aproximar-Se do Seu Povo, é ir chegando, entrando na vida do Seu Israel e, por ele, entrar na vida da humanidade, até que, na plenitude dos tempos, venha Ele mesmo, pessoalmente, em Jesus Cristo, nosso Senhor, como Emanuel, como um de nós, deixando-Se ver, tocar, apalpar e não mais somente ouvir (cf. 1Jo 1,1ss)… Assim, o Deus de Israel vai como que, pouco a pouco, Se encarnando até a plenitude da Encarnação do Verbo! Efetivamente, o grande sinal da Presença do Deus invisível e transcendente entre nós é Jesus, nosso Senhor!

3. Não aprofundarei este tema agora, mas é importante saber:

=> a Arca da Aliança (toda dourada, toda vazia de si mesma, trazendo em si a Palavra de Deus), é imagem da Virgem Maria; ela é a “Arca do Concerto”, toda dourada pelo Espírito, toda vazia de si mesma, trazendo em si o Verbo de Deus;
=> a sarça ardente, dentro da qual Deus estava, e que queimava sem se consumir, é imagem da Virgem Maria, trazendo no seu seio bendito o Emanuel, fecunda sem perder sua virgindade (cf. Ex 3,1-4);
=> a Porta Oriental do Templo, de Ez 44,1-2, pela qual só o Senhor passa e permanece fechada, é imagem da Virgem Maria, virgem antes, durante e depois do parto…

Que a Santíssima e Toda Santa Virgem Maria, nos ajude a bem viver esta sagrado tempo quaresmal! Peça-lhe esta graça, de uma Quaresma frutuosa!

4. Observe ainda uma bela e profunda ideia: na Montanha sagrada, no Dia da Assembleia do Povo santo, o Senhor Deus falou no meio do fogo (cf v. 4) Veja bem: o Senhor falou (eis a Palavra) no meio do fogo (símbolo do Espírito). São sinais, são figuras, são pedagogia de Deus: a Palavra é Jesus nosso Senhor, que viria, na plenitude dos tempos, cheio do Espírito, que é Fogo que queima e transfigura! Assim, é a Igreja, Novo Povo de Deus: em cada Dia da Aliança, Dia da Assembleia, Dia da Eucaristia, o Senhor forma e reforma o Seu Povo pela Palavra proclamada e o Espírito, que vivifica a Palavra e torna sacramentalmente presente sobre o Altar o Cordeiro e o Sangue da Aliança nova e eterna! Bendito seja o Senhor nosso Deus, que com sabedoria infinita concebeu Seu plano de salvação, nos educou e, na plenitude dos tempos, tudo realizou no Seu Filho Jesus, Nosso Senhor, a Quem a honra e a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

5. Nos vv. 8s, Moisés fala dos levitas. Aí se diz, de modo muito belo que essa tribo deve ficar à disposição do Senhor; diz-se também que ela não deve ter herança de terra no meio de Israel porque sua herança é o Senhor. Por causa do Senhor, os levitas seriam pobres e viver da caridade dos demais israelitas (cf. Dt 12,12.19). Esta mesma ideia deve valer para os ministros sagrados da Nova e Eterna Aliança. Certamente, devem ter do que viver e o Povo de Deus deve sustentar-lhes, pois “se semeamos em vós os bens espirituais, será excessivo que colhamos os vossos bens materiais?” (1Cor 9,11); mas, isto não pode significar uma vida de ganância, de excesso e de luxo! A herança, a riqueza do ministro de Cristo é o Senhor: “Quem teria eu no céu? Contigo, nada mais me agrada na terra. Minha carne e meu coração podem se consumir: a rocha do meu coração, a minha porção é Deus, para sempre. Quanto a mim, estar junto de Deus é o meu bem!” (Sl 73/72,25ss)
Agora, reze um momento pelo clero, pelos ministros do Senhor, para que tenham Nele o seu refúgio, a sua riqueza, o seu único bem!

6. É impressionante o quanto Moisés é um homem de oração, um homem de Deus! Na Montanha do Sinai ele passa dois períodos de quarenta dias jejuando, preparando-se para encontrar o Deus Santo de Israel! Pensando nisto, eis aqui algumas ideias muito importantes:

=> As coisas de Deus não podem ser tomadas levianamente; exigem seriedade, preparação de nossa parte. Deus é o Santo, o Outro, o Senhor; não pode ser tomado por compadre! Moisés prepara-se para o seu Deus: “É a Ti que eu suplico, Senhor! De manhã ouves minha voz; de manhã eu me preparo para Ti e fico esperando…” (Sl 5,3)
=> Pela sua piedade, pela sua humildade, pelo seu espírito de mortificação, pela sua perseverança e insistência, Moisés teve a sua oração atendida pelo Senhor. Aqui aparecem os quarenta dias, a oração, o jejum… temas tipicamente quaresmais!
Pensando em Moisés e nos grandes intercessores de Israel, reze o Sl 99/98… Pense sobretudo em Jesus, Nosso Senhor, Sumo Sacerdote e Pontífice da nossa fé (cf. Hb 3,1)… Pense também naqueles que, tendo recebido o sacerdócio ministerial, em Cristo e através de Cristo, intercedem pelo Povo Santo e por toda a humanidade!

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