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Meditação 19 | Retiro Quaresmal - “São estas as palavras...”

March 7, 2018

Reze o Salmo 119/118,145-152
Agora, leia com piedade, com atenção e um coração que escuta Dt 15

1. Este capítulo trata, sobretudo, do ano sabático: a cada sete anos deixava-se a terra descansar, sem cultivo. O que aí nascia, espontaneamente, era para os pobres. Também no ano sabático dava-se o perdão das dívidas; tudo isto “em honra do Senhor” (v. 2). Daqui podem ser tiradas algumas lições preciosas. Segundo as Escrituras, o tempo é de Deus e, por isso, é necessário tirar períodos para descansar e usar o tempo para honrar ao Senhor pelo louvor. Daí o descanso a cada sete dias e o descanso a cada sete anos! Lembre que a palavra “sábado” significa “descanso”. Aqui uma pergunta importante: Como você usa o seu tempo? Tem tempo para Deus? Tem tempo para a sua família? Tem tempo para as pessoas, para cultivar relações? Você é daqueles que repetem continuamente que tempo é dinheiro? Afinal, você vive como gente ou como formiga, que nunca deixa de trabalhar, sem tempo para nada?

2. Várias das prescrições deste capítulo – e mesmo de todo o Pentateuco, a Lei de Moisés – nos são estranhas... Isto porque elas regulam uma sociedade bem diferente da nossa: agrícola e pastoril, muito distante da economia de mercado que é a nossa, incomparavelmente mais sofisticada... Então, de que nos serve meditar sobre um texto assim? Que Palavra o Senhor Deus nos diz através deste texto? É preciso olhar a dinâmica de fundo dele, a inspiração dessa sociedade tão primitiva, que deve ser também a inspiração nossa ainda hoje...

3. Veja, o que diz respeito à escravidão, que era admitida... Poderia ser escravidão para pagar as dívidas, escravidão de um estrangeiro que fora comprado, escravidão voluntária... Tudo isto nos parece muito estranho... É que todas estas leis foram sendo codificadas pouco a pouco, de acordo com a evolução social e econômica de Israel. Procurava-se interpretar e organizar as situações à luz da “Lei de Moisés”, isto é, dos grandes princípios que Israel havia aprendido do seu Deus já nas suas origens! Veja alguns desses princípios neste capítulo:
=> Não explorar o próximo nem o irmão israelita;
=> Honrar a Deus nos tempos, nos negócios, nos bens materiais, na relação com as pessoas: o Senhor é senhor de tudo e deve ser honrado por nós em todos os aspectos da vida;
=> Ser generoso e caridoso para com o próximo, ultrapassando a simples conta de dar e receber, própria dos negócios: “Não endurecerás o teu coração, nem fecharás a mão para com este teu irmão pobre”;
=> Usa-se muito o “tu”, chamando atenção para a responsabilidade que cada um de nós tem em relação ao próximo necessitado, de modo que a caridade, a compaixão, a solidariedade serão cobradas um dia, pelo Senhor Deus, a cada um de nós!
=> A piedade para com o Senhor deve nos fazer ultrapassar a medida do cálculo frio das coisas! O Senhor fora tão generoso para com Israel: tirou-o da escravidão do Egito, deu-lhe a terra, deu-lhe a chuva para a semeadura: “Dar-lhe-ás conforme a bênção que o Senhor teu Deus te houver concedido. Recorda-te que foste escravo e que o Senhor teu Deus te resgatou...” (vv. 14-15);

4. Compare o v. 4 com o v. 11. Não parecem contraditórios? O v. 4 apresenta um ideal: um povo que vivesse profundamente na vontade do Senhor, no amor e no temor ao Seu Nome, seria um povo feliz, que, espontaneamente cuidava de seus pobres, de seus menos capazes, das necessidades recíprocas... Mas, na realidade, não é assim! Por isso “tu” – veja: o discurso, o apelo é para você, concretamente – “tu” deves abrir o coração e a mão para o teu irmão! Releia os vv. 7-11. Note: abrir o coração (o aspecto interior, seu sentimento, seu afeto, sua vontade) e abrir a mão (o gesto concreto, exterior, efetivo, que torna real e operante o interior).

5. As determinações sobre os primogênitos (cf. vv. 19-23) têm o mesmo sentido: tudo é de Deus; também o gado graúdo ou miúdo. E ao Senhor se dá o melhor, as primícias, não o resto, o que é de segunda qualidade, o que é refugo ou dispensável! O Senhor é o Deus das primícias! Lembre que Ele nos deu tudo ao nos dar o Seu Filho amado! Olhe à sua vida, pense e responda: O que eu tenho dado ao meu Deus: as primícias ou o refugo?

6. Leia, medite, reze Lv 19,1-19; Mt 5 – 7; Sl 146/145.

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