Meditação 23 | Retiro Quaresmal - "São estas as palavras..."

Reze o Salmo 119/118,1-8 Agora, leia com piedade, com atenção e um coração que escuta Dt 16,18 – 17,20.

1. Ainda o finzinho do capítulo 16, os vv. 20. O texto santo muda, de repente, de assunto: fala dos juízes do Povo Eleito: eles devem ser justos e nunca perverter o direito. Assim, Israel possuirá estavelmente a terra... Por que esta mudança de tema, logo após falar sobre as festas de Israel? É porque a justiça verdadeira e profunda é fruto do temor de Deus! Um povo que se abre ao Senhor, que celebra Suas festas, que traga a memória do Eterno nos seus tempos, lugares e situações da vida, é um povo que amará a justiça e o direito, que se reconhecerá como uma comunidade de irmãos. Nunca esqueça: quem, de verdade, teme e ama ao Senhor, respeitará com todo o seu coração a dignidade e o direito do seu irmão; o fundamento da justiça, da retidão, da fraternidade, do respeito pelo direito dos demais, sobretudo do fraco, do pobre, do desvalido, é o temor do Senhor, a abertura de coração para o Eterno! Uma sociedade fechada para o Santo é uma sociedade doente que, cedo ou tarde, se decomporá! Reze o Sl 52/51 e o Sl 53/52. Lembre sempre de dizer o “Glória ao Pai...” ao fim de cada salmo. É o modo de recordar e de indicar que rezamos aquele texto do Antigo Testamento com o coração e os lábios de cristãos!

2. Agora, os vv. 21s: o Senhor Deus não aprova, não aceita e não tolera o sincretismo! Israel não pode erguer um poste sagrado aos baals ao lado do altar do Senhor! Israel não erguerá uma estela cultual (uma pedra em honra de uma divindade) aos ídolos num lugar onde o Senhor Deus é honrado! O Senhor não aceita sincretismo, nem no Antigo nem no Novo Testamento (cf. Mc 12,28-30)! Esta percepção é totalmente válida, é plenamente pertinente, é absolutamente inegociável também nos dias de hoje! Respeito pelas convicç