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Meditação 26 | Retiro Quaresmal - “São estas as palavra...”

March 15, 2018

Reze o Salmo 119/118,25-32
Agora, leia com piedade, com atenção e um coração que escuta Dt 20

1. Neste capítulo reaparece o tema do combate, tão presente em toda a Escritura. Já falei sobre isto nas meditações passadas. Nas Escrituras Santas, esse combate vai cada vez mais aparecendo como um combate espiritual: está no nosso coração, mas também no coração do mundo. Veja, por exemplo, Ef 6,10-20. Aí, o cristão aparece apetrechado como um soldado, pronto para o combate! Recorde do Apocalipse: todo ele aparece como um combate entre o Senhor Deus e as forças do Maligno. A nossa fé ensina, com efeito, que toda a história é atravessada por um misterioso combate entre dois mistérios tremendos: o Mistério da Piedade, manifestado em Cristo Senhor (cf. 1Tm 3,16), e o mistério da iniquidade (cf. 2Ts 2,1-8). Este tremendo duelo foi vencido pelo Cristo Jesus e tal vitória pascal é definitiva. Mas, isto somente aparecerá de modo pleno no final dos tempos. Até lá, toda a realidade deste mundo, desde o mais íntimo de nós até o mais amplo da criação aparece perpassada por esta luta tremenda e misteriosa! Por isso também a dureza com a qual o Texto Sagrado manda combater e tratar os inimigos. Aqui, o sentido é teológico: trata-se da guerra santa! Os inimigos devem ser aniquilados pela raiz “para que não vos ensinem a praticar todas as abominações que praticavam para os seus deuses: estaríeis pecando contra o Senhor teu Deus” (v. 18). Pense: você procura, de verdade, eliminar na sua vida, no seu coração, todas as marcas de infidelidades ao Senhor? Que realidade no seu coração, na sua vida, atrapalham o Reinado de Deus na sua existência? Cuidado: você não entrará no Reino se não deixar o Reino entrar em você!

2. Outra ideia que aparece neste capítulo é a confiança no Senhor quando temos de enfrentar as batalhas e dificuldades da vida: “Não fiques com medo, pois contigo está o Senhor teu Deus, que te fez subir da terra do Egito” (v. 1). Aquele que conhece o Senhor e conhece o seu próprio coração, aquele que já tem experiência da vida e é humilde, sabe muito bem que ninguém se basta a si mesmo: precisamos do Senhor, do Seu auxílio, do Seu socorro, da Sua graça! Pensando nos combates da vida, reze o Sl 18/17… Coloque-se, realmente, nas mãos Daquele que é capaz de baixar o céu para socorrer o Seu fiel, o Seu amigo, desde que confie Nele com todo o coração!

3. Quando sabemos ler as Escrituras, encontramos nelas passagens comoventes. Veja os vv. 5-9… Como o Senhor é compassivo, como é cuidadoso, como é compreensivo com o Seu Povo: quem construiu uma casa, quem plantou uma vinha, quem está recém-casado ou, simplesmente, quem está com medo, que fique em casa e não vá combater. Aprendamos do Coração de Deus a não ser duros, intransigentes, regidos pelo “dura lex, sed lex” (a lei é dura, mas é lei)… Sejamos compreensivos com as situações e os limites dos demais!

4. Por último, a interessante recomendação de, no combate e no cerco a uma cidade, não cortar as árvores frutíferas (cf. vv. 19s)… O Senhor ensina o Seu Povo a fazer as coisas com medida, com parcimônia, não agindo simplesmente pelos impulsos, pelos instintos, pela violência… E você: sabe agir com justa medida, com prudência ou, ao invés, é impulsivo e, passando da conta, arruina até o que era justo e bom? Lembre do que diz o Livro da Sabedoria, elogiando o Santo: “Tudo dispuseste com medida, número e peso” (11,20). Isto aparece muito bem no Apocalipse: ali, quando Deus castiga, pune com medida, sem destruir tudo de uma vez, dando sempre a oportunidade para a emenda, a correção, a salvação. Leia Ap 8,6-12…

5. Agora reze o Sl 103/102.

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