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Reze o Salmo 119/118,49-56
Agora, leia com piedade, com atenção e um coração que escuta Dt 23 – 24

1. Os vv. 1-15 trazem algumas normas bem primitivas. Apesar de nos serem totalmente estranhas, elas têm um sentido religioso: Israel é um povo santo, é o Povo consagrado ao Senhor. Assim, sua vida deve ser diferente da dos outros povos: Israel vive diante do Senhor Deus; sua reunião para a oração, seu culto é sagrado, é a adoração do Povo sacerdotal. Assim sendo, nas suas assembleias cultuais não é toda pessoa que delas pode participar! O homem mutilado na sua virilidade não poderia, o estrangeiro, que não é membro do Povo de Deus não poderia... Esta percepção permanece até hoje: o Novo Israel, a Igreja, é um Povo santo, consagrado ao Senhor. Leia 1Pd 2,9s. Cristo, com Sua Morte e Ressurreição, fez de nós um Povo consagrado, uma nação sacerdotal. Leia Ap 1,6. Toda a humanidade é chamada a entrar neste Povo, pois o desejo de Deus é que todos sejam salvos (cf. 1Tm 2,4). Mas, efetivamente, quem pode participar do culto dos cristãos? Somente alguém que, acolhendo o Evangelho, creia no Senhor Jesus e seja batizado! Um não batizado pode assistir aos sacramentos, porém não participa, porque não é membro do Corpo de Cristo, não tem o Espírito de Cristo! Somente batizados no Espírito do Cristo formamos um só Corpo do Senhor na Eucaristia (cf. 1Cor 12,13). A grande diferença entre estes textos do Antigo Testamento e a Nova Aliança é que a pureza e integridade que se exige no Novo Povo de Deus é de ordem moral e não de ordem ritual ou exterior. Leia Mt 15,10-20. Pense: você é membro do Corpo de Cristo, que é a Igreja; você é pedra viva na Igreja, Templo do Espírito de Deus; você é consagrado ao Senhor! Como é sua vida? Seu coração é todo para o Senhor? Você é íntegro para o Senhor? O pecado nos aparta do Senhor, danificando a comunhão com Ele e com os irmãos... Por isso mesmo quando esta comunhão e rompida é necessário refazê-la pelo Sacramento do Perdão. Você se confessa com frequência? Já programou sua confissão para celebrar a Páscoa?

2. No v. 6 há uma referência aos moabitas e a Balaão... Leia Nm 22,2 – 24,25. Vale a pena. É um texto antigo, mas muito belo e até cômico... O Senhor Deus não Se sujeita a magias; o Senhor Deus somente age por amor! Mesmo Sua ira é por amor, é para nos corrigir, arrancar-nos do pecado e salvar-nos! Por isso, a belíssima justificativa do Deuteronômio do porquê o Senhor não escutou Balaão: “O Senhor teu Deus não quis ouvir Balaão, e o Senhor teu Deus transformou a maldição em bênção a teu favor, pois o Senhor teu Deus te ama!” Estas mesmas palavras valem para mim, valem para você! O Senhor nosso Deus nos ama! Leia Is 41,8-20... Aí aparece uma verdadeira declaração de amor, de bênção, de proteção por parte do Eterno para com o Seu Povo!

3. Leia os vv. 26:
- o escravo fugido deve ser respeitado e colocado a salvo,
- o próximo não deve ser extorquido por juros que o sufoquem (lembre que a economia de Israel não era ainda a economia de mercado que temos hoje; o juro, naquela época, era uma imoralidade... Depois, isto mudou: um juro razoável é moralmente aceitável – cf. Lc 19,22s),
- não se oferta ao Senhor o que é produto do roubo e do pecado: é uma abominação, um insulto ao Senhor Deus,
- o que se fizer de promessa ao Senhor, deve-se cumprir, pois se deve levar muito a sério o Senhor,
- os que têm não se devem esquecer dos pobres, mas devem sim, repartir algo dos seus bens com os mais necessitados!
Todos estes preceitos têm um sentido espiritual: somos do Senhor e nossa vida deve ser regulada por esta consciência de sermos um Povo consagrado ao Eterno, um Povo que deve ser santo como o Senhor é Santo, isto é, um Povo que deve viver na Santidade do seu Deus (cf. Nm 11,44; 22,31-33; Lv 19,2; 1Pd 1,16; Mt 5,48).

4. No capítulo 24, chama atenção o cuidado do Senhor Deus com quem é fraco, pequeno, pobre, desprotegido... Leia os vv. 5-22. São de uma grande beleza e delicadeza! Eis a verdadeira religião: aquela que envolve os demais no amor de Deus, que a todos ama e de todos cuida! A Escritura santa está repleta de textos assim, que une o amor e a honra ao Senhor com o respeito pelos irmãos, sobretudo o desvalido! Leia Lv 19... É um belo exemplo disto! Pense no seu modo de tratar os demais, sobretudo os irmãos na fé e os de sua casa! Pensando nos sofridos, nos pobres, nos desvalidos do mundo, reze o Salmo 86/85... Todos eles são imagem do Senhor Jesus Cristo na Sua Paixão... Eles, de certo modo, completam na sua carne, nas dores da vida, a Paixão do Senhor (cf. Mt 25,31-46; Cl 1,24).

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