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Reze o Salmo 119/118,81-88
Agora, leia com piedade, com atenção e um coração que escuta Dt 29 – 30

1. Em 29,1 há dois detalhes importantes: (a) Moisés convoca todo Israel, isto é, todo o Povo Santo de Deus, do presente e do futuro, de todas as gerações (cf. 29,13s). Nunca é demais recordar: a Aliança do Senhor não é com pessoas individuais, mas com um Povo! A salvação é pessoal, mas não é individual, não é desligada da pertença ao Povo de Deus! Quando Deus chamou Abraão nosso pai foi para com ele formar um povo (cf. Gn 12,1ss)... Assim também com os demais patriarcas... Quando Deus fez uma aliança com Davi e sua casa, foi para o bem do Povo Santo! Não há uma relação com Deus simplesmente privada, interesseira, no espírito do “se dar bem”! Isto, tão pregado pelas seitas, é completamente fora do espírito das Escrituras Santas. O próprio Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, selou, no Seu cálice de dor e sacrifício amoroso, a Nova e Eterna Aliança com um Novo Povo, a Igreja (cf. Mt 26,27s)! E entrega o sacrifício da Aliança aos Doze, para que eles o celebrem com a Igreja e para a Igreja! É “todo Israel” que deve ouvir e obedecer; é “todo Israel” que deve ser o Povo da Aliança! (b) Outro detalhe: Moisés diz ao povo, nas planícies de Moab, às vésperas de entrar na Terra Prometida: “Vós mesmos vistes...” Ora, toda a geração que saíra do Egito já havia morrido, todos aqueles que tinham visto os sinais portentosos do Senhor Deus no Egito (cf. Dt 1,3.34-38) E, no entanto, Moisés diz: “Vós mesmos vistes...” O sentido disto é profundo: cada geração de Israel, celebrando anualmente a Páscoa judaica, deve saber que saiu do Egito, deve saber que foi beneficiária dos atos salvíficos do Eterno e testemunha de Seus portentos em benefício do Seu Povo! O mesmo se dá no cristianismo: celebrando o Sacrifício eucarístico, vivendo na potência do Santo Espírito de Cristo, cada geração cristã torna-se contemporânea à Páscoa do Senhor, é beneficiária deste portentoso evento salvífico! Também a nós pode ser dito: “Vós mesmos vistes... Vós mesmos comestes e bebestes com o vosso Senhor... Vós mesmos sois testemunhas dessas coisas!” Não receber os santos sacramentos, ausentar-se das assembleias eucarísticas é, nada mais nada menos, excluir-se da comunhão com o Senhor, da intimidade com Ele, da contemporaneidade com Sua ação salvífica, do presenciar a contínua atuação do evento salvador! “Vós mesmos vistes!”

2. Releia o v. 3. Aqui, temos uma afirmação verdadeiramente impressionante! Pode-se ver um acontecimento, pode-se testemunhar um fato e não se compreender o seu sentido interior, profundo, essencial! Quantas vezes, tendo olhos para ver, não vemos e tendo ouvidos para ouvir, não escutamos e o coração não compreende (cf. Mt 13,14s)... Somente quando, abertos ao Senhor, nos deixamos iluminar e guiar pelo Seu Espírito, podemos realmente ver e compreender a obra de Deus! Observe: (a) ouvidos para ouvir com entendimento e obediência a Palavra, a Promessa que o Eterno dirige ao Seu Povo; (b) olhos para ver com a compreensão recebida da Palavra, que dá sentido aos acontecimentos da vida; (c) coração, o eu, o âmago da pessoa, sua inteligência e afeto, que, guiado pela Palavra e fortalecido pela ação divina pode compreender realmente, dizendo um sim ao Senhor e vivendo na comunhão com Ele! Reze o Salmo 138/137.

3. Os vv. 17-20 trazem uma séria advertência: que ninguém, no seu coração, faça pouco do Senhor e da Sua Palavra! Que ninguém, interiormente, pense: “Isto é besteira! Isto jamais me acontecerá! Se eu viver no pecado, o Senhor perdoa, pois sou membro do Seu Povo!” A sentença é tremenda: “O Senhor jamais consentirá em perdoá-lo!” (29,19) Por que isto? Porque aqui se trata de cinismo, de zombaria para com o amor gratuito do Senhor Deus! Aqui se trata de fechar-se para o Seu Santo Espírito que, interiormente, nos corrige e nos educa! É o mesmo pecado contra o Espírito Santo (cf. Mt 12,31s)! Do que se trata? Trata-se de fechar-se interiormente, de modo cínico, consciente, zombeteiro, para a ação de Deus, que nos convida a ter olhos para ver, ouvidos para ouvir, coração para compreender a Sua Palavra e a Sua ação salvadora! Quem age assim, bloqueia a ação de Deus no seu coração e na sua vida, tornando vã a graça de Deus! Deste modo, fica-se fora da salvação! Atenção: o pecado de que fala Moisés e de que fala Jesus nosso Senhor não é um simples ato, mas uma atitude, atitude de fechamento, de soberba, de pouco caso em relação ao Santo! Reze o Salmo 53/52... Eis o pecado contra o Espírito Santo: viver como se Deus não existisse! Agora, reze o Salmo 54/53... Eis o pobre, o homem aberto para o Eterno! Ele vive na verdade e experimenta, já agora, a alegria de ser salvo!

4. Ainda neste capítulo 29, no v. 28, uma afirmação preciosa, de grande valor teológica. Volte ao texto sagrado... Leia-a! O que são as “coisas escondidas”? São o tanto da vida para o qual não temos respostas; os mistérios da nossa existência, por vezes tão dolorosos... O mal sempre presente no mundo e enroscando-se no nosso coração, a injustiça, o sofrimento dos inocentes, a dor dos pequenos do mundo, os absurdos com os quais nos defrontamos... São tantas perguntas... Todas estas questões estão nas mãos benditas do Senhor! Ele sabe tudo; nós não sabemos de nada! Nem tudo o Senhor nos revela! Os segredos pertencem ao Senhor! Ele não nos explica, Ele não nos deve explicações! As coisas que Ele nos revela é para que nós as ponhamos em prática, vivendo em comunhão com Ele, caminhando na Sua santa vontade! A Palavra do Senhor não é para nossa curiosidade, não é para nosso diletantismo; é para que escutemos humildemente e a ponhamos em prática de todo o coração! A nossa fé tem de desembocar na vida! A fé sem vivência, a fé sem atitudes concretas na vida, a fé sem obras é morta, inexistente e inútil (cf. Tg 1,22-25; 2,14-25). Reze o Salmo 50/49.

5. O capítulo 30 retoma o tema sobre o qual meditamos no texto passado: a bênção e a maldição. É uma escolha que cada geração do Povo de Deus, que cada um de nós tem que fazer “hoje” (cf. v. 8). O que é comovente é que depois de todas as ameaças do capítulo 28 – ameaças tremendas! –, a última palavra do Senhor para o Seu Povo não é de perdição, de desprezo e condenação, mas de vida. Leia os comoventes vv. 1-14! São, deveras, estupendos, doces, comoventes! Deus é incorrigível na Sua misericórdia, na Sua bondade, no Seu amor! Bendito seja o Seu Nome!

6. Mas, fica sempre a nossa liberdade, permanece a escolha entre dois caminhos: vida e morte, bênção e maldição (cf. vv. 15-20): “Se ouves... amando... andando em Seus caminhos... observando Seus mandamentos... viverás... Contudo, se teu coração se desviar... não ouvires... te deixares seduzir... te prostrares diante de outros deuses... os servires... perecereis... Eu te propus a Vida ou a morte, a bênção ou a maldição... Escolhe, pois, a Vida para que vivas... amando o Senhor teu Deus... obedecendo... apegando-te a Ele... Disto depende a tua vida!” Reze o Salmo 36/35. 

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