Please reload

Posts Recentes

Is 53,10-11

Sl 32

Hb 4,14-16

Mc 10,35-45

Comecemos observando o Evangelho.

Notemos como os dois irmãos, Tiago e João, se dirigem a Jesus: “Queremos que faç...

Homilia para o XXIX Domingo Comum - Ano B

October 23, 2018

1/2
Please reload

Posts Em Destaque

Meditação 37| Retiro Quaresmal - A Semana Santa

March 30, 2018

Reze o Salmo 119/118,113-120
Agora, medite, pensando em Jesus, em Is 50,4-11

1. Este é o terceiro dos quatro cânticos do Servo Sofredor... É o Servo Quem fala... Logo no início, no v. 4, uma afirmação surpreendente! O Servo afirma que o Senhor Lhe deu uma “língua de discípulo”. Discípulo é o que aprende, o que escuta, todo aberto ao que o mestre fala. O surpreendente é que não diz que o Senhor deu um ouvido ou um coração de discípulo, mas uma língua! Em outras palavras: tudo quanto o Servo diz é porque assim ouviu do Senhor, do Santo de Israel! Como não pensar no nosso Salvador, que tantas vezes insistiu: “Minha doutrina não é Minha: Eu digo como o Pai Me ordenou! Meu alimento é fazer a vontade do Pai!” (cf. Jo 7,17; 12,49s) Assim, o Servo; assim Jesus: totalmente aberto, totalmente disponível, totalmente pobre ante a vontade santíssima do Pai! Pense nisto... Pergunte ao seu próprio coração: você tem tido ouvidos abertos à vontade do Senhor Deus? Procura converter-se a vontade do Senhor ou, ao invés, com desculpas esfarrapadas, faz sempre a sua própria vontade?

2. Jesus, nosso Senhor, nunca teve pose de astro, de por star! Não: tudo Nele remetia ao Pai. Era o Pai que importava, era a vontade do Pai, a glória do Pai, o interesse do Pai, o Reino do Pai que realmente contavam! E esta atitude do nosso Salvador foi a atitude fundamental de toda a Sua existência na nossa carne: “De manhã em manhã Ele Me desperta, sim, desperta o Meu ouvido para que Eu ouça como os discípulos!” (v. 4) Jesus foi grande, foi livre precisamente porque nunca procurou Sua própria glória, Sua própria vontade, Seu próprio interesse, mas somente a vontade do Pai: “Eu vim, ó Deus, para fazer a Tua vontade!” Por isso mesmo, Ele teve que aprender a obedecer, conforme diz a própria Escritura (cf. Hb 5,8). E isto custou; foi um duro aprendizado, com as dolorosas circunstâncias da vida: a cada manhã, a cada nova ocasião, o Pai Lhe foi abrindo os ouvidos! Que mistério, este da obediência amorosa do Filho, do ajustamento contínuo da Sua vontade humana à vontade do Pai! Obediência por amor, obediência no amor, obediência que levou ao derramamento do próprio sangue! Por isso mesmo, pela Sua santíssima obediência, Seu ministério foi fecundo e tornou-se consolo, salvação e libertação para nós e para o mundo inteiro: “para que Eu soubesse trazer ao cansado uma palavra de conforto” (v. 4). Eis: foi para a nossa salvação, para nosso conforto no Coração do Santo de Israel que o Filho Se submeteu!

3. Adoremos, Irmão e Amigo, este mistério! Imitemos o que adoramos! Recebamos a graça do que imitamos no concreto da nossa vida! Unido a Jesus nosso Senhor, reze o Salmo 40/39.

4. Agora, os tremendos vv. 5s... É caro, sempre foi, o preço da fidelidade, da obediência ao Senhor! Porque o Servo foi fiel, porque não recuou diante da missão que o Santo Lhe dera, teve como recompensa a rejeição, os flagelos, a abjeção e a ignomínia, a incompreensão e a solidão moral! Como não pensar em Jesus, o Servo Sofredor, inocente, manso e fiel ao Pai? Ainda hoje, todo aquele que Lhe quiser ser fiel, tem um preço a pagar, às vezes dentro da Sua própria Igreja! O preço que se paga pode ser a incompreensão, a solidão moral e afetiva, o velado desprezo dos demais, a crítica e a zombaria sob a capa de piedade e zelo pastoral... E tudo isto por parte dos próprios irmãos na fé... Leia e reze, pensando em Jesus nosso Senhor, rejeitado pelo Seu Povo, pensando nos que sofrem pela fidelidade ao Senhor e ao Seu Evangelho, Jr 15,10-11.15-18: aí, o Profeta aparece em crise, querendo mesmo deixar sua missão... Deus o responde repreendendo-o e exortando-o a deixar de lado o que é vil, indo adiante no essencial da sua missão... Leia Jr 15,19-21!

5. Leia agora os vv. 7-9... Impressionante, surpreendente! O Servo, mesmo sofrido, homem de dores, maltratado, flagelado, tem uma atitude triunfal! Loucura? Insanidade? Falta de realismo? Alienação maluca, provocada por alucinação e idiotice religiosa? Não! Força, segurança, certeza fundada Naquele que é o Deus fiel, o Santo de Israel! “O Senhor virá em Meu socorro! O Senhor defenderá a Minha causa! Ainda que todos Me condenem, se o Senhor Me absolver, se Ele estiver ao Meu lado, por que temer? Por que vacilar? Por que duvidar do caminho que escolhi e para o qual fui escolhido?” Observe, no Servo, a profunda convicção do triunfo e da permanência em Deus por parte daquele que a Ele se confia e, por outro lado, a ilusão, a fugacidade, daqueles que se voltam contra o Senhor e Seu Servo. Pense no contraste entre a Sexta-feira e o Sábado Santo, por um lado, e o Domingo da Ressurreição, por outro! – Senhor, os que Te esperam não perecem, não se apagam na sua existência, mas brilham como o sol ao amanhecer! “Eu tranquilo vou deitar-Me e na paz logo adormeço, pois só Vós, ó Senhor Deus, dais segurança à minha vida!” (Sl 4). Você tem realmente confiado no Senhor?

6. Agora, os vv. 10s. Cântico termina com uma exortação que é também um desafio: Quem crê realmente no Deus de Israel? Quem é discípulo desse Servo feito trapo humano, homem de dores? Pois bem: que mesmo nas trevas da vida, coloque, como o Servo, a sua confiança no Senhor, Nele tome arrimo, Nele alicerce a sua vida! Que consolo, que exortação impressionante: venha o que vier na vida, estejamos na treva mais densa, se fixarmos os olhos nesse Servo bendito, se unirmos nosso coração ao Dele, não perderemos o rumo, não seremos tragados pelas ondas da morte e chegaremos nos braços do Deus Santo, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Mas, quanto aos que, de modo autossuficiente, fazem pouco do Santo de Israel e do Seu Servo, serão consumidos como palha inútil no próprio fogo de sua descrença e rebeldia. Pense nisto, meu Irmão! Pense nisto! Tome arrimo no Senhor, siga o Servo, Jesus nosso Senhor, e nada o derrubará, nada irá tirar o sentido da sua existência e prumo da sua vida!

7. Louvando e bendizendo o Senhor que é fiel, reze, contemplando, Is 51,12-16...

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Please reload

Procurar por tags