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Homilia para o XXIX Domingo Comum - Ano B

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Homilia para o XXII Domingo Comum - ano B

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Dt 4,1-2.6-8
Sl 14
Tg 1,17-18.21b-22.27
Mc 7,1-8.14-15.21-23

Vivemos num mundo de muitos mestres, de muitas opiniões, de muita gente entendida sobre tudo que fala sobre tudo... Há tantos caminhos, tantas propostas, tanta gente com ares de sábio... Os meios de comunicação nos propõem tantas coisas: livros, televisão, rádio, internet, jornais, revistas... E, no entanto, para nós, que cremos, o Senhor que nos orienta e educa na Sua santa Palavra, recebida, guardada, crida, contemplada e ensinada pela Igreja, o Senhor é o único Caminho, a única Verdade, a única Luz! O que vem Dele, o que é concorde com Ele encaminha, faz viver verdadeiramente, ilumina; o que Dele afasta é maléfico, desencaminha, joga-nos na mentira da ilusão, faz-nos viver na treva! É disso que fala a Palavra de Deus deste Domingo santo.

A grande tentação do nosso tempo, caríssimos em Cristo, é pensar que nossa razão é o critério da verdade, é a medida do bem e do mal. Assim, é certo, é bom, é aceitável o que nós julgamos ser ou o que a maioria, o senso comum julgam ser bom. Se agora o divórcio é um bem, então que seja; se nos tempos atuais a união homossexual é norma, então que seja aprovada; se nos cânones da ciência manipular embriões humanos é correto, então vá lá; se todo mundo tem numa boa relações pré-matrimoniais, então para que se opor? Ideologia de gênero, aborto, tudo isto, na medida do homem imerso em sua própria medida pecaminosa, vai sendo apresentado e propagado e defendido como bem, como moderno, como libertador, como humanizador, como louvável... Eis aqui: o homem agora se julga adulto, emancipado, liberado: ele próprio julga poder definir sua vida, construí-la a seu modo. Para que um Deus que me diga o que fazer? Para que uma Igreja com ares de mãe e de mestra? Ninguém precisa mais disso! Esta é a mentalidade hodierna...

E, no entanto, para quem crê, há um Deus que é o Senhor da vida, de Quem nós vimos e para Quem vamos: “Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do Alto, descem do Pai das luzes: de livre vontade Ele nos gerou pela Palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de Suas criaturas!” Nossa vida não é nossa de modo absoluto; não nos fizemos a nós mesmos. Tua vida, ó homem, é vida recebida gratuita e amorosamente; é dom de Deus, para que vivas na amizade com Ele e, acolhendo Sua Palavra sejas gerado para uma Vida verdadeira, Vida plena, Vida eterna! Pelo Senhor Jesus Cristo todos seremos julgados, até mesmo a Igreja, Sua amada Esposa!

E, no entanto, quanto é difícil esta atitude de compreender a vida como um dom que recebemos! Quão grande a tentação de viver como donos absolutos da existência! Pois bem, o Senhor nos convida, o Senhor nos ordena a que vivamos abertos à Sua Palavra, para que vivamos de verdade: “Agora, Israel, ouve! Para que, fazendo-o, vivais! Nada tireis, nada acrescenteis às palavras que vos digo, mas guardai os mandamentos do Senhor vosso Deus! Vós os guardareis e os poreis em prática, porque neles está vossa sabedoria e inteligência”. Tristes de nós quando nos julgamos sábios a nossos próprios olhos e desprezamos a Palavra do Senhor e as orientações da Sua Igreja, que Dele recebeu a missão e a autoridade de nos educar nos caminhos do Senhor!
Pensemos, caríssimos irmãos – que cada um pense: tenho construído a minha vida, segundo a Palavra do Senhor? Tenho feito minhas opções de vida de acordo com a moral cristã custodiada e ensinada maternalmente pela Igreja no decorrer dos séculos? No mundo da idolatria da autonomia, não é fácil a madura atitude de sair de nós mesmos e deixar que o Senhor e Sua Igreja nos guiem. Entretanto, este é o caminho do cristão verdadeiro, do católico coerente e maduro!
Na segunda leitura de hoje, São Tiago nos exorta com palavras muito claras e diretas, sem deixar margem para ilusões: “Recebei com humildade a Palavra que em vós foi implantada, e que é capaz de salvar as vossas almas! Sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes, enganando-vos a vós mesmos!” Não deveríamos nos enganar com falsos raciocínios, não deveríamos dar ouvidos àqueles – mesmo dentro da Igreja, infelizmente, mesmo clérigos, infelizmente, mesmo teólogos, infelizmente – que tentam mundanizar o cristianismo para fazê-lo mais atraente. Escutai, caríssimos, a advertência do Senhor: “Vós abandonais os mandamentos de Deus para seguir a tradição dos homens!” Também São Paulo nos previne para que não caiamos nas teias de uma vã filosofia, uma sabedoria segundo o mundo e não segundo o Espírito de Cristo! Nunca esqueçamos: uma vida verdadeiramente cristã exige de nós fidelidade ao Senhor no Seu mistério de cruz e ressurreição, ruptura com o que é mundano e um coração aberto para os necessitados: “A religião pura e sem mancha diante de Deus: assistir os órfãos e viúvas e não se deixar contaminar pelo mundo!” Estejamos atentos, amados no Senhor, porque o que passa disso vem do Maligno!

Supliquemos nesta Santa Missa que o Senhor converta o nosso coração para que nossa vida pessoal e familiar, nossa vida social e profissional seja pautada pelo Evangelho, pela lei de Cristo. Qual será o fruto de uma existência assim? Experimentar a proximidade do Senhor, do Deus vivo e cheio de ternura na nossa existência. Não é isso que diz o próprio Senhor na primeira leitura de hoje? “Qual é a grande nação cujos deuses lhe são tão próximos como o Senhor nossos Deus, sempre que O invocamos?” Sim! Esta é a verdadeira grandeza nossa, de nossa família, de nossa Pátria! Não simplesmente o desenvolvimento econômico, social ou tecnológico, mas, antes de tudo e sobre tudo caminhar com o Senhor e experimentá-Lo ao nosso lado, sabendo que somos uma sociedade que é aberta para Deus...

Certamente, não é nesse caminho que o mundo caminha; não é essa a estrada pela qual a nossa sociedade vai se movendo, mas deve ser essa a nossa direção, esse o nosso rumo. Nunca esqueçamos que somos as primícias de uma nova criação, de um novo mundo, de um modo de viver que seja alternativo, diferente, luz e sal desse mundo sem graça: “de livre vontade o Pai nos gerou pela Palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de Suas criaturas!” – Senhor, converte o nosso coração! Dá-nos um coração capaz de Te escutar, um coração de carne e não de pedra, um coração para obedecer e Te amar! Livra-nos de nós mesmos, Senhor, e faze-nos para o mundo sinais e instrumentos da verdadeira liberdade – aquela que somente Tu sabes dar e somente Tu podes dar! A Ti a glória, ó Deus santo, que vives e reinas com o Teu bendito Filho na unidade do Santo Espírito imortal e vivificador, pelos séculos dos séculos! Amém! 

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