Homilia para o II Domingo Comum - Ano C

Is 62,1-5 Sl 95 1Cor 12,4-11 Jo 2,1-11 Em certo sentido, a liturgia da Palavra deste segundo Domingo comum, ainda está ligada ao Santo Natal, tempo da manifestação do Senhor. Na liturgia da Igreja antiga, a festa da Epifania, da Manifestação do Senhor, celebrava, de uma só vez e num só dia, a visita dos Magos, o batismo de Jesus e as bodas da Caná. São três momentos da Manifestação do Senhor Jesus Cristo: aos Magos, Ele Se manifestou como Rei dos Judeus pelo brilho da Estrela; no batismo, o Pai O manifestou como Messias de Israel, ungindo-O com o Espírito Santo para a missão e, em Caná, Jesus manifestou a Sua glória ao transformar a água em vinho, e os Seus discípulos creram Nele. Portanto, estamos ainda em clima de Manifestação, de Epifania Daquele que veio do Pai para nossa salvação; e é neste contexto que as leituras da Missa de hoje devem ser interpretadas. Comecemos por observar que o Evangelho narra uma festa de casamento e não informa nada sobre o nome dos noivos... É de caso pensado! O Evangelista tomou um fato histórico e deu-lhe um sentido espiritual e teológico: o verdadeiro noivo é o Cristo, Deus em pessoa que vem desposar Sua esposa, o Povo de Israel e, mais precisamente, o novo Israel, a Igreja, representada pela Mulher – a Virgem Maria! Tudo, na perícope do Evangelho, fala disso: porque o Messias-Esposo chegara, a água da Antiga Aliança (água da purificação segundo os ritos judaicos da Lei d