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Mais uma vez, chegado o sagrado Tempo da Quaresma, proponho-me a fazer um itinerário quaresmal com você, caro Irmão no Senhor. Este ano vou meditar trechos da Epístola de São Paulo aos gálatas.
Não é fácil afirmar com certeza quem eram estes gálatas, aos quais o Apóstolo escreveu nem a data em que escreveu. Para alguns, os gálatas seriam os cristãos das cidades visitadas por São Paulo quando da sua primeira viagem missionária: seriam os habitantes de Icônio, Listra e Derbe, cidades da Licaônia, que, desde 25 aC, os romanos consideravam também pertencendo à Província da Galácia (cf. At 18,23). São Paulo teria, então, escrito a estes irmãos na sua segunda ou terceira viagem missionária, lá pelo ano 48. Neste caso, esta Epístola seria a primeira epístola de São Paulo e o texto mais antigo no Novo Testamento. Segundo outros, a maioria, os gálatas a quem o Apóstolo escreveu seriam cristãos das tribos celtas que teriam chegado à Ásia Menor no século III aC e foram dominados pelos romanos em 189 aC. São Paulo visitou a região dessas tribos gálatas na sua segunda viagem; eles habitavam mais a noroeste (cf. At 16,6), na região onde se encontrava a cidade de Ancira, atual Ancara, capital da Turquia dos nossos dias. Nesta possibilidade, podemos dizer sem medo que os gálatas eram cristãos da Ásia Menor, atual Turquia, convertidos por São Paulo do paganismo durante a sua primeira ou segunda viagem. Neste caso, a Epístola teria sido escrita em torno do ano 56, em Éfeso.
Mais importante é compreender porque o Apóstolo escreveu aos cristãos da Galácia. São Paulo havia pregado o Evangelho de Cristo aos gálatas, que não conheciam o Deus verdadeiro. Eles acreditaram em Cristo Jesus e receberam o Batismo; fizeram a tremenda experiência de ser de Cristo, de viver uma vida nova, Vida no Espírito do Senhor. Nesta ocasião, São Paulo não se tinha detido em falar a Lei de Moisés ou do Antigo Testamento: o importante era conhecer Jesus como Salvador e Senhor e a Ele converter-se! Ora, posteriormente, passaram pela região da Galácia cristãos judaizantes, isto é, ligados aos que antes de se converterem tinham sido fariseus, e defendiam que os cristãos tinham que obedecer inteiramente aos preceitos da Lei de Moisés. Esses aí disseram aos gálatas que São Paulo não lhes havia pregado o Evangelho completo e que o Apóstolo nem era um dos Doze, pois havia se convertido depois. Confusos, os gálatas começaram a desconfiar do Apóstolo e começaram a pensar que era necessário sim cumprir a Lei de Moisés e os preceitos dos rabinos, como os judeus faziam.
Quando São Paulo teve conhecimento disto, ficou indignado, pois a questão era séria, de vida ou morte para o cristianismo:
Quem salva é Cristo ou é a prática de Lei de Moisés?
Se a Lei de Moisés salva, então para que Cristo tinha vindo? Bastaria abraçar o judaísmo!
O que Cristo Jesus trouxe é algo novo ou os discípulos de Jesus seriam apenas um puxadinho dentro do judaísmo?
Por isso o Apóstolo escreve: para defender e explicar que toda a salvação vem de Cristo, nosso Senhor. A Epístola aos Gálatas é uma defesa apaixonada da graça da salvação trazida por Jesus Cristo, por nós morto e ressuscitado e doador do Espírito! Quem Nele crê e Nele vive encontra a salvação, a Vida divina em plenitude, sem precisar recorrer à Lei de Moisés ou ao judaísmo!

Quanto ao nosso caminho quaresmal, eu pretendo tomar trechos da Carta e meditar sobre eles, fazendo que a Palavra do Senhor ilumine e transfigure em Cristo a nossa vida neste mundo até a Vida imperecível da Glória.
Que você, que fará comigo este caminho quaresmal, nunca esqueça que a Escritura Santa não é para simples estudo, mas para que creiamos e, crendo no coração e na vida, tenhamos a Vida eterna por meio de Jesus nosso Senhor!

Estas meditações irão até o sábado antes da IV semana. Depois, tomaremos os textos dos evangelhos de cada dia, já preparando para a Semana Santa e, finalmente, faremos uma leitura contemplativa da Paixão segundo São Lucas, que é o evangelista deste ano litúrgico. Que o Senhor nos conceda levar adiante este projeto! E você, que dele se beneficiar, reze por mim, para que eu seja fiel ao ministério que recebi do Senhor! Amém. 

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