Please reload

Posts Recentes

Is 53,10-11

Sl 32

Hb 4,14-16

Mc 10,35-45

Comecemos observando o Evangelho.

Notemos como os dois irmãos, Tiago e João, se dirigem a Jesus: “Queremos que faç...

Homilia para o XXIX Domingo Comum - Ano B

October 23, 2018

1/2
Please reload

Posts Em Destaque

Meditação XXII - Segunda-feira da IV semana da Quaresma

April 9, 2019

 

Reze o Salmo 118/119,1-8

Retornemos à nossa Epístola. Agora, leia Gl 3,23; 4,1-7

 

1. Agora, uma outra ilustração de como a Lei é provisória e não dá a Vida. Partindo da ideia de que a Lei de Moisés tutelou o Povo de Israel até que, em Cristo, viesse o cumprimento da Promessa, o Apóstolo, agora utiliza outra imagem, comum no direito judaico e romano: o herdeiro menor de idade, que tem a herança, mas dela não pode fazer uso até a maioridade, ficando sob um tutor. Este herdeiro era Israel e o tutor era a Lei. Releia atentamente Gl 4,1-3.

 

2. Sugiro, aqui, que alarguemos o pensamento da Epístola. Então, quem é este herdeiro? Certamente, o Povo de Israel, a quem foram feitas primeiramente as promessas do Senhor (cf. Rm 9,4). Todo o Antigo Testamento era tempo de preparação, de espera, de levar a “criança”, o herdeiro menor de idade até o Mestre, o Prometido, Cristo (cf. Lc 16,16; 1Cor 10,1-11; Hb 1,1s). Assim, a Lei de Moisés, santa, necessária e útil, preparava e conduzia os judeus para Cristo. Mas, agora, chegado o Senhor Jesus Cristo, os judeus deviam dar o passo de crer e acolher o Prometido, reinterpretando Nele, através Dele e em relação a Ele toda a história de Israel e todas as Sagradas Escrituras e as observâncias de Lei de Moisés, que eram apenas figura do que deveria vir (cf. Jo 5,39; 6,29; Rm 9,4).

 

3. Mas, esse menor de idade são também os pagãos. Basta pensar no que o Apóstolo dirá no v. 8, referindo-se aos gálatas, vindos da gentilidade. Para eles também existia a Promessa, mesmo sem eles saberem. É só reler Gn 12,3! Mas, sem conhecerem o verdadeiro Deus, viviam debaixo da idolatria, sem verdadeira esperança, debaixo da lei do pecado, das paixões e dos elementos deste mundo, verdadeiros “filhos da ira” de Deus (cf. Ef 2,1-3)! Assim, judeus e gentios, “nós”, judeus (v. 3) e “vós”, gentios (v. 8),toda a humanidade era “menor”, era tutelada, à espera do Prometido, do Descendente, do cumprimento da Promessa do Senhor Deus. Certamente, os judeus eram conscientes da Promessa; tinham o conhecimento do Deus verdadeiro (cf. Jo 4,22-24), tinham esperança no Senhor e, por isso, eram superiores sim aos gentios diante de Deus! Israel será sempre o primogênito de Deus (cf. Ex 4,22; Dt 7,6; Am 3,2; Os 11,1; Rm 11,28). Mas, agora, diante de Cristo, “não há judeu nem grego, escravo nem livre, não há homem nem mulher, pois todos vós sois um só em Cristo Jesus” (Gl 3,28).

É este pensamento amplo e ousado que está presente nos vv. 1-3 deste capítulo 4.

 

4. O próximo versículo, o 4, começa com uma adversativa: “Mas, porém...”É a marca de uma virada, de uma verdadeira revolução, de uma mudança de tempo, de época: “Porém, quando chegou a plenitude do tempo...” Agora, sim, no plano de Deus, vai se passar da promessa para o cumprimento, da figura para a realidade, da profecia para a realização, do tempo de Lei para o tempo da graça no Espírito Santo, tal como os profetas de Israel haviam prometido! Releia atentamente o v. 4.

 

a) A plenitude do tempo: o tempo previsto na providência divina. O Senhor Deus tem um plano de salvação, uma economia da salvação, isto é, uma sequência organizada e desenvolvida na história, no tempo, segundo Sua sabedoria e providência. A plenitude do começa com Jesus, nossos Senhor. Leia Mc 1,14s. O próprio Senhor Jesus Cristo sabia que esta plenitude chegara com Ele!

 

b) O Filho amado vem da parte do Pai, que o envia. Esse Pai é o Deus santo de Israel. Não, portanto, oposição entre a Lei que preparou e conduziu para Jesus Cristo e a Promessa, que é cumprida em Nosso Senhor e marca a realização e plenitude da Lei! Aliás, o judeu que desejasse realmente cumprir a Lei radicalmente e no seu espírito, deveria, necessariamente, reconhecer e acolher Jesus pela fé!

Outro aspecto importantíssimo: a iniciativa radical da salvação promana do Pai: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o Seu Filho único, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a Vida eterna” (Jo 3,16). Esta salvação nos vem através do Filho na potência do Santo Espírito.

 

c) “Nascido de mulher”. Esta é a primeira referência do Novo Testamento à Virgem Maria! A Epístola aos Gálatas é mais antiga que os quatro evangelhos. O primeiro a ser escrito foi o de São Marcos, pelo ano 64. Esta Mulher, aqui, é a Virgem (cf. Jo 2,4; 19,26; Ap 12,1). Observe que não haveria necessidade de dizer que o Filho nasceu de mulher. Ao dizer, o Apóstolo pensa na Virgem Santíssima. Ela é a Nova Eva (cf. Gn 3,15), que tem um papel primordial no desígnio salvífico de Deus! É muito importante compreender que nestes versículos que estamos meditando, o Apóstolo resume admiravelmente o núcleo da história da salvação e, precisamente aí, coloca a Mulher! Cante, com a Mulher, com a Virgem Maria, a salvação de Deus: Lc 1,46-55.

 

 d) “Nascido sob a Lei”. Nascido de mulher pelas leis da natureza, o Cristo é também nascido debaixo da Lei de Moisés como judeu, descendência de Abraão! Assim, Ele, morrendo e ressuscitando, resgataria a todos, seja da lei da natureza decaída pelo pecado (cf. Rm 7,14-25), seja da Lei de Moisés com seu fardo pesado de preceitos e observâncias (cf. 23,4).

 

5. Por agora, paramos aqui. Ante o que estamos expondo, escute o Senhor. Leia e reze Mt 11,28-30. Acolha no seu coração o convite do Senhor. Repouse no Coração de Cristo. Reze a ladainha do Coração de Jesus!

Reze também o Sl 102/103

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Please reload

Procurar por tags