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A seguir, Jesus tomou um pão, deu graças, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo: “Isto é o Meu corpo, que é dado por vós. Fazei isto em memória de Mim”. Depois da ceia, Jesus fez o mesmo com o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova Aliança no Meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22,19-20).

 

Aquilo que o Senhor iria realizar dolorosamente na Sexta-feria, Ele o realizou ritualmente na Quinta. Basta recordar o Êxodo: Deus ia fazer Israel atravessar o Mar Vermelho (na Escritura o mar tem sempre a ver com o caos, a morte); ordenou-lhe que antes celebrasse ritualmente essa passagem na ceia pascal judaica como memorial perpétuo. O mesmo fez Jesus: na Sexta, entraria no terrível Mar da Morte – morte tremenda, morte de pecado; Ele, que não cometeu pecado. Entrando neste Mar, Ele abriria um caminho até o outro lado, até o Pai, Deus vivo e vivificante! Seus discípulos, novo Israel, Sua Igreja, poderia passar por esta passagem que Ele iria abrir... Mas, antes, o Senhor quis entregar para sempre Sua Passagem, Seu Sacrifício de morte e ressurreição à Sua Igreja. Por isto, na Páscoa judaica, Ele instituiu a Sua Páscoa que, celebrada, tornar-se-ia Páscoa da Igreja, nossa Páscoa.

 

Agora, o pão ázimo (pão da miséria) da Páscoa judaica tornar-se-ia Corpo do Senhor, Corpo quebrado, oferecido na Cruz como imolação.

"Isto é o Meu Corpo dado por vós". Corpo, aqui, não é a simples musculatura. Corpo significa, neste contexto, a humanidade de alguém. “O que Eu recebi no ventre da Virgem, toda a Minha natureza humana, com Meus sonhos, Meu amor, Minha alma e Meu corpo, tudo Eu entrego sacrificalmente em vosso favor! Em outras palavras: Eu vos entrego toda a Minha existência, Eu Me entrego à morte totalmente por vós!”

 

“Este cálice é a nova Aliança no Meu Sangue, que é derramado por vós!” Sangue, na Escritura, significa a vida. O sangue derramado é a vida entregue, esparramada. Pois bem: “Eu vos dou a Minha morte, derramo na Cruz, por vossa causa, para vossa salvação, a vida que derramei a vida toda! Fui Me derramando desde que Me fiz homem: derramei-Me no ventre da Virgem, derramei-Me na pobreza de Belém, na fuga para o Egito, os anos silenciosos de Nazaré... Derramei-Me, cansado, nas estradas da Palestina, derramei-Me pregando, curando, nas noites em oração... Agora completo a entrega, o derramamento de Minha vida! É por vós! Sangue da nova Aliança. Não mais o sangue do cordeiro lá no Êxodo, mas o Meu Sangue, Cordeiro que o Pai entrega agora por vós e pela multidão para a remissão dos pecados!”

 

E o Senhor ordenou à Sua Igreja que celebrasse este Sacrifício ritual, este Sacrifício em forma de ceia até que Ele volte. E cada vez que a Igreja celebrasse o santíssimo Sacrifício do Salvador, oferecido uma vez por todas, cada geração de cristãos entraria no Sacrifício do Senhor e o Sacrifício do Senhor entraria na vida do discípulo... E aí, as dores do Senhor tornar-se-iam nossas e nossas dores tornar-se-iam as Dele!

 

Eis o Sacrifício da nova e eterna Aliança! Eis a fonte da Vida e santidade da Igreja! Eis o verdadeiro Cordeiro imolado como nosso perdão e nossa oferta: o Cristo no altar, o Cristo na cruz! – Obrigado, Senhor Jesus, por tão grande dom!

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