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Jesus ainda falava, quando chegou uma multidão. Na frente, vinha um dos Doze, chamado Judas, que se aproximou de Jesus para beijá-Lo. Jesus lhe disse: “Judas, com um beijo tu entregas o Filho do Homem?” Vendo o que ia acontecer, os que estavam com Jesus disseram: “Senhor, vamos atacá-los com a espada?” E um deles feriu o empregado do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. Jesus, porém, ordenou: “Deixai, basta!” E tocando a orelha do homem, o curou. Depois Jesus disse aos sumos sacerdotes, aos chefes dos guardas do templo e aos anciãos, que tinham vindo prendê-Lo: “Vós saístes com espadas e paus, como se eu fosse um ladrão?” Todos os dias Eu estava convosco no templo, e nunca levantastes a mão contra Mim. Mas esta é a vossa hora, a hora do poder das trevas” (Lc 22,47-53).

 

Não há desculpas para Judas: ele traiu Jesus! Fora amado pelo Senhor, chamado, escolhido a dedo pelo Mestre e, agora, O traiu: traiu Seu amor, traiu Sua confiança, traiu Sua eleição... Não sabemos bem seus motivos. Os evangelistas dizem que ele era ladrão, e pela atitude mesquinha na casa de Lázaro, reclamando do desperdício de Maria com o nardo nos pés do Senhor, vemos que no coração do Iscariotes já não havia amor algum, mas somente o cálculo frio, o egoísmo mesquinho e ruindade de coração...

 

Judas, o traidor, o “filho da perdição”, como Jesus o chama, traiu o Mestre com um beijo. Judas era um dos nossos, era discípulo! – Senhor, quantas vezes também nós Te traímos! Quantas vezes eu Te traí, fui-Te infiel; quantas vezes, frio em relação a Ti e insensível aos Teus apelos! Pela traição de Judas, Senhor, tem piedade! Pelas minhas traições, Senhor, misericórdia! Pelas indiferenças e infidelidades de Teus discípulos, Senhor perdão!

 

“Esta é a vossa hora, a hora do poder das trevas” – Palavras dramáticas, tremendas, do Salvador! Na Sua Paixão e Morte é toda a força do mal que se manifesta, toda a potência maléfica do pecado! Não nos iludamos: o mal existe e é tremendo! Existe e, em última análise é manifestação de um mal maior, misterioso, articulado, pelo Príncipe deste Mundo, o Pai da Mentira, aquele que é sedutor e mentiroso deste o princípio! A Luz veio ao mundo para dissipar as trevas e agora elas investem contra a Luz! Vão apagá-La na Sexta-feira Santa, como se já não houvesse mais esperança, como se o bem fracassasse, como se a potência da Luz se exaurisse...

 

Há momentos em que essas trevas diabólicas mostram de tal modo sua força e sua presença que se tornam quase palpáveis! Exemplos bem concretos, atuais? O triste escândalo de alguns padres pedófilos, que é aumentado, requentado, somente para denegrir a Igreja e abalar a credibilidade do sacerdócio; a armação bem pensada e articulada para caluniar, difamar e acusar levianamente a Igreja em bloco, procurando solapar sua autoridade moral... Outro exemplo? O relativismo na fé e na moral que vemos no coração e na boca de tantos membros da Igreja! “Esta é a vossa hora, a hora do poder das trevas”. – Senhor, quando trevas tão densas parecem extinguir a Tua luz da vida do mundo, da vida da Igreja, da nossa vida, faze-nos olhar para Ti, ó Luz que não se apaga, ó Sol que não conhece tramonto, ó Dia sem fim! Tu és a Luz do mundo! As trevas não conseguiram Te reter, nunca conseguirão! Sobre a treva tão densa do homem que nega o seu Deus e chega a matá-Lo na Cruz e no seu coração, a Tua Luz é capaz de brilhar e dissipar toda noite, toda escuridão!

 

Que mistério: ao criar tudo, Deus criou a luz – só a luz! – e separou a luz das trevas. Depois, as trevas quiseram matar a luz. Por fim, a luz venceu na Ressurreição e, no final de tudo, como diz o Apocalipse, já não haverá noite, e ninguém mais vai precisar da luz da lâmpada ou da luz do sol, porque o próprio Cordeiro imolado e ressuscitado nos iluminará para sempre!

 

Nós Vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos, porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo!

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