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Meditação XXXIII - sábado da V semana da Quaresma

 

Reze o Salmo 118/119,89-96

Leia Gl 6,11-18

 

1. Para que você saiba, havia três modos que São Paulo poderia utilizar para escrever suas cartas: ele próprio escrevê-la toda de seu próprio punho, ele ditá-la enquanto outro escrevia e, finalmente, ele fornecer as ideias e outro escrevê-la em seu nome. Parece que a Epístola aos Gálatas foi ditada e, agora, terminando a Epístola, o Apóstolo escreveu de próprio punho, assinando-a e autenticando-a. Fá-lo com letras grandes para sublinhar a ideia central que procurou incutir nos seus irmãos gálatas: eles não devem se deixar circuncidar; devem buscar sua glória em Nosso Senhor Jesus Cristo, que os libertou do jugo de toda Lei!

 

2. Mais uma vez, São Paulo acusa de interesseira a atitude dos cristãos judaizantes que perturbaram a paz dos cristãos da Galácia: esses desejam “fazer boa figura na carne”, isto é, sendo provavelmente de raça judaica, desejam passar-se por superiores diante dos cristãos provindos do paganismo! Ora, em Cristo, já não há diferença entre judeu ou não-judeu (cf. Rm 10,12; Gl 3,28)!

Pregando a circuncisão, esses imaginam o cristianismo não como uma novidade, mas talvez como mais um grupo dentro do judaísmo. Por que não? Já havia fariseus, saduceus, essênios... Por que não haveria lugar para os nazarenos, seguidores do Rabi Jesus de Nazaré? Ainda hoje há judeus assim: os judeus messiânicos! Mas, assim, estaria eliminado o escândalo da Cruz, a novidade do Cristo! O vinho novo do Evangelho seria aprisionado nos odres velhos do judaísmo (cf. Mt 9,17) Esses judeus fariam boa figura junto aos demais judeus e não sofreriam “perseguição por causa da Cruz de Cristo” (v. 12). Neste caso, a salvação não viria de Cristo, mas da Lei de Moisés com suas práticas, como a circuncisão! Jesus seria mais um profeta, talvez o maior de todos, mas não mais que isto! Ora, esta não é a nossa fé, esta não é a novidade do Evangelho!

Mais uma vez, então, o Apóstolo recorda aos gálatas o fardo da Lei e enfatiza que nem os judeus nem os judaizantes cumprem a Lei integralmente (cf. v. 13). Recorde você que todos estes temas já foram tratados no decorrer das nossas meditações...

 

3. Releia agora o v. 14. É de grande força emotiva e teológica! O Apóstolo declara com entusiasmo e emoção qual o seu motivo de glória: não é ser judeu, não é ser circuncidado, não é ter sido fariseu... Leia, rezando e admirando, Fl 3,2-14! A glória deste santo Apóstolo do Senhor é a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, fonte de perdão, de justificação, de salvação! Mas, esta Cruz nos crucifica porque nos separa de toda procura de justificarmo-nos em nós mesmos ou em nossas práticas da Lei, para colocar nossa esperança e nossa vida somente Naquele que por nós morreu e ressuscitou! É muito forte a afirmação do Apóstolo: “Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (v. 14) .Não há acordo entre o cristão e tudo aquilo que é contra Cristo ou fora de Cristo! Um cristianismo de moda, um cristianismo mundano é falso, é um engodo! A escolha de Cristo nos separa do mundo de pecado, nos separa das modas passageiras e prestigiadas pelos que não conhecem a Deus e não agem inspirados no Cristo Jesus (cf. Jo 17,14)! O cristão, crendo no Senhor Jesus e sendo batizado no Seu Espírito, é uma nova criatura, vive numa Vida nova e encontra na Cruz e Ressurreição do Senhor a sua esperança e o seu critério de vida (cf. 2Cor 5,17)!

Pense em você; pense na sua vida: como você vive? Qual o seu critério?

O cristão sabe que já não há vantagem alguma em ser circuncidado ou viver os preceitos rabínicos da Lei de Moisés! O que importa agora é estar em Cristo e, Nele, ser uma criatura nova! De Cristo, verdadeiro Isaac, verdadeira descendência de Abraão, nasce continuamente nas águas do Batismo, alimentado pelo maná da Eucaristia, um novo Povo, o Israel definitivo, o “Israel de Deus” (v. 16), em contraposição ao velho Povo, o Israel segundo a carne, sujeito à Lei com seus preceitos e normas. Leia 1Pd 2,9-10.

Aqui, estejamos muito atentos: sempre que se fala em Povo de Deus, não se trata do povão, do povo brasileiro ou de qualquer outro grupo! Povo de Deus é sempre e somente os batizados em Cristo, membros desse Povo que é a Igreja! Como no Antigo Testamento entrava-se no antigo Povo pela circuncisão – e ainda hoje é assim entre os judeus –, no Novo Testamento entra-se no novo Povo pelo Batismo!

 

4. O Apóstolo termina dando um basta em toda a sua exposição: já dissera tudo quanto tinha para ser dito! “Doravante ninguém mais me moleste”, ninguém mais diga que ele não pregou o Evangelho fielmente, ninguém mais diga que seu Evangelho não é o dos demais Apóstolos ou é diferente daquele dos Doze, que ninguém mais diga que ele prega uma coisa num lugar e outra noutro! Ele traz em si as provas do seu amor e da sua fidelidade ao Cristo: traz em seu corpo “as marcas de Jesus”, isto é, as cicatrizes das agressões sofridas tantas vezes e de tantos modos por causa de Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. At 14,19s; 16,19-24; 2Cor 4,10; 6,4s; 11,23-28; Cl 1,24)! Essa é sua maior glória, sua maior honra, o maior atestado do seu profundo amor e do seu compromisso com Cristo, com a inteira Igreja do Senhor e com cada comunidade que ele evangelizou!

Para terminar, Paulo deseja, como uma bênção, o mais que pode desejar aos gálatas: a graça salvadora de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus bendito pelos séculos dos séculos (cf. v. 18; Rm 9,5)! Amém.

Que esta mesma bênção, que esta mesma graça, que esta mesma salvação repouse sobre você, que me acompanhou nestas meditações quaresmais sobre a Epístola aos Gálatas! Que neste Ano da Graça de 2019, celebrando o Tríduo Pascal, você recorde o quanto foram fecundas a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo: por Seu Sacrifício pascal fomos salvos e libertos no poder do Seu o Seu Espírito Santo, para a verdadeira liberdade dos filhos de Deus! “Ao Rei dos séculos, ao Deus incorruptível, invisível e único, honra e glória,” por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo,“pelos séculos dos séculos. Amém” (1Tm 1,17).

 

5. Agradecendo este caminho feito neste tempo quaresmal, reze os Salmos 148, 149 e 150.

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