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A Liturgia destas últimas semanas da Páscoa coloca-nos à Mesa da Última Ceia com o Senhor Jesus Cristo, o Ressuscitado que foi e continua imolado por nós. É a Eucaristia, bendito banquete sacrifical, o lugar absolutamente privilegiado para escutar o Senhor e com Ele nos encontrarmos (cf. 1Cor 11,26).

 

Na perícope desta segunda-feira da V semana pascal, o Senhor afirma que se alguém tem os Seus mandamentos, isto é, se os guarda, é porque O ama, é impelido pelo Espírito Santo; afinal, “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi dado” (Rm 5,5).

É o Espírito de Amor do Cristo que, em nós, faz-nos amá-Lo e, amorosamente, guardar os Seus mandamentos, que, no Amor, não são pesados (cf. 1Jo 5,3)! Esse Espírito de Amor não somente estabelece a comunhão profunda de Vida entre o crente e Jesus nosso Senhor, como também a comunhão com o Pai. Assim, como o Pai ama o Filho e a Ele Se dá no Espírito, assim também, o Filho, dando-nos o Seu Espírito, coloca-nos em comunhão com Ele e, através Dele, nesse mesmo Espírito, em comunhão com o Pai.

 

Como o amor é fonte de intimidade e de conhecimento, todo discípulo que realmente se deixa inundar e conduzir pelo Espírito do Amor de Cristo, não somente guarda os Seus mandamentos como também, mais e mais, vai conhecendo o Senhor, com um amor de comunhão, de revelação, de intimidade. Por isso mesmo, o mundo jamais poderá conhecer verdadeiramente o Cristo Jesus (cf. Jo 1,10; 17,25)! É ilusão de muitos cristãos, infelizmente, procurar e esperar do mundo compreensão, aplauso, aprovação! Nada disto! Nada disto (cf. 1Cor 1,15-25)!

O mundo em si mesmo não conhece nem reconhece a Palavra do Senhor, o mundo não O ama, o mundo é fechado para o Espírito do Ressuscitado (cf. 1Cor 2,12-16; 1Jo 5,19)!

 

Meus Irmãos, nunca esqueçamos: o Evangelho brotado do Coração de Cristo não é óbvio, não é de fácil acolhimento: ele gera rupturas, coloca em crise, exige conversão, demanda perseverança e combates espiritual, renúncia e capacidade de sofrer por amor! Ouvir o Senhor Jesus Cristo dá trabalho, tira-nos de nossa paz cômoda e feita sob medida (cf. Mc 1,14s; Lc 13,3ss.22-30; At 14,22)! 

Somente guiados pelo Espírito de Amor é que podemos dizer verdadeiramente, com o amor e com a obediência da fé, que “Jesus é o Senhor” da nossa vida. Sem o Espírito, somente poderemos dizer “anátema seja Jesus”, (cf. 1Cor 12,1-3) pois é impossível, para nós, sozinhos, guardar o Seus mandamentos e neles viver!

 

Rezemos! Imploremos ao Senhor o dom contínuo do Seu Espírito que nos é dado de modo perene nos sacramentos da Igreja, sobretudo na Eucaristia (cf. 1Jo 5,5-9a; Jo 6,51-63). Que este rio de água viva de graça, sempre o mesmo e sempre novo, nos renove (cf. Jo 4,13-14), nos converta, abra-nos os olhos, dê-nos sabedoria e docilidade de coração, a cada um de nós e à inteira Igreja, Esposa do Cordeiro e nossa Mãe católica!

 

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