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Homilia para a Solenidade de São Pedro e São Paulo

June 30, 2019

 

At 12,1-11

Sl 33

2Tm 4,6-8.17-18

Mt 16,13-19

 

“Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. – Estas palavras que o Missal Romano propõe como antífona de entrada desta Solenidade, resumem admiravelmente o significado de São Pedro e São Paulo. A Igreja chama a ambos de “corifeus”, isto é, líderes, chefes, colunas. E eles o são.

 

Primeiramente, porque são Apóstolos. Isto é, são testemunhas do Cristo morto e ressuscitado. Sua pregação plantou a Igreja, que vive do testemunho que eles deram.

Pedro, discípulo da primeira hora, seguiu Jesus nos dias de sua pregação, recebeu do Senhor o nome de Pedra e foi colocado à frente do colégio dos Doze e de todos os discípulos de Cristo. Generoso e ao mesmo tempo frágil, chegou a negar o Mestre e, após a Ressurreição, teve confirmada a missão de apascentar o rebanho de Cristo. Pregou o Evangelho e deu seu último testemunho em Roma, onde foi crucificado sob o Imperador Nero.

Paulo não conhecera Jesus segundo a carne. Foi perseguidor ferrenho dos cristãos, até ser alcançado pelo Senhor ressuscitado na estrada de Damasco. Jesus nosso Senhor fê-lo apóstolo. Pregou o Evangelho incansavelmente pelas principais cidades do Império Romano e fundou inúmeras Igrejas. Combateu ardentemente pela fidelidade à novidade cristã, separando a Igreja da Sinagoga. Por fim, foi preso e decapitado em Roma, também sob o Imperador Nero.

 

O que nos encanta nestes gigantes da fé não é somente o fruto de sua obra, tão fecunda. Encanta-nos igualmente a fidelidade ao Senhor e ao mandato que Dele receberam no Espírito Santo. As palavras de Paulo servem também para Pedro: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”.

Ambos não se pouparam, sendo perseverantes e generosos na tremenda missão que o Senhor lhes confiara: entre provações e lágrimas, eles fielmente plantaram a Igreja de Cristo, como pastores solícitos pelo rebanho, buscando não o próprio interesse, mas o de Jesus Cristo. Não largaram o arado, não olharam para trás, não desanimaram no caminho... Ambos experimentaram também, dia após dia, a presença e o socorro do Senhor. Paulo, como Pedro, pôde dizer: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o Seu anjo para me libertar...”

 

Ambos viveram profundamente o que pregaram: pregaram o Cristo com a Palavra e a vida, tudo dando pelo seu Senhor. Pedro disse com acerto: “Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que Te amo”; Paulo exclamou com verdade: “Para mim, viver é Cristo. Minha vida presente na carne, eu a vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim”.

Dois homens, um amor apaixonado: Jesus Cristo! Duas vidas, um só ideal: anunciar Jesus Cristo! Em Jesus nosso Senhor eles apostaram tudo; por Jesus nosso Senhor, gastaram a própria vida; da loucura da Cruz e da esperança da Ressurreição de Jesus nosso Senhor, eles fizeram seu tesouro e seu critério de vida.

 

Finalmente, ambos derramaram o Sangue pelo Senhor: “Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. Eis a maior de todas a honras e de todas as glórias de Pedro e de Paulo: beberam o cálice do Senhor, participando dos Seus sofrimentos, unindo a Ele suas vidas até o martírio em Roma, para serem herdeiros de Sua glória. Eis por que eles são modelo para todos os cristãos; eis por que celebramos hoje, com alegria e solenidade o seu glorioso martírio junto ao Altar de Deus! Que eles intercedam por nós na glória de Cristo, para que sejamos fieis como eles foram.

 

Hoje também, nossos olhos e corações voltam-se para a Igreja de Roma, aquela que foi regada com o sangue dos bem-aventurados Pedro e Paulo, aquela, que guarda seus túmulos, aquela, que é e será sempre a Igreja de Pedro. Alguns cheios de ignorância ou má fé, dizem, deturpando totalmente a Escritura, que ela é a Grande Prostituta, a Babilônia. Nós sabemos que, para além das humanas fraquezas de seus pastores e filhos, ela é a Esposa do Cordeiro, imagem da Jerusalém celeste.

Conhecemos e veneramos o ministério que o Senhor Jesus confiou a Pedro e seus sucessores em benefício de toda a Igreja: ser o principal pastor de todo o rebanho de Cristo e a primeira testemunha da verdadeira fé Naquele que é o “Cristo, Filho do Deus vivo”. É missão inarredável dos Bispos de Roma, aos quais chamamos de Papa, a tremenda responsabilidade de, na comunhão do Colégio dos Bispos, manter a inteira Igreja na proclamação incansável de Cristo como o Messias esperado por Israel, o Filho bendito do Pai, o Ungido com o Espírito, o Salvador universal, Caminho, Verdade e Vida do mundo! Sabemos com certeza de fé que a missão de Pedro perdura nos seus sucessores em Roma. Como Bispos da Igreja de Pedro e de Paulo, eles devem ter sempre a gravíssima responsabilidade de serem sinais e artífices da unidade da Igreja de Cristo na verdadeira e perene fé apostólica e na caridade entre todas as Igrejas diocesanas com seus Bispos e todos os fieis para que a Esposa do Cristo Jesus cresça sempre mais neste mundo como o único Corpo de Cristo.

 

Rezemos, hoje, pelo Papa. Que Deus lhe conceda saúde de alma e de corpo, sabedoria espiritual, retidão na fé, constância na caridade e clareza para proclamar sempre e de modo inequívoco o Cristo como único Senhor da Igreja e Salvador da humanidade e do mundo inteiro. E a nós, o Senhor, por misericórdia, conceda permanecer fieis até a morte na profissão da fé católica, a fé de Pedro e de Paulo, pala qual, em nome de Jesus, “Cristo Filho do Deus vivo”, os Santos Apóstolos derramaram o próprio sangue.

 

Ao Senhor, que é admirável nos seus santos e nos dá a força para o martírio, a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

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