Homilia para o XXIII Domingo Comum - Ano C

Sb 9,13-18

Sl 89

Fm 9b-10.12-17

Lc 14,25-33

O “naquele tempo” do Evangelho que escutamos, prolonga-se neste tempo que se chama hoje. “Naquele tempo, grandes multidões acompanhavam Jesus”. Eram muitos os que O admiravam, muitos os que O escutavam, como hoje.

Mas, Jesus voltando-Se, lhes disse – e diz aos que O querem acompanhar hoje -, com toda franqueza, quais as condições para serem aceitos como Seus discípulos: “Se alguém vem a Mim, mas não se desapega e seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser Meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de Mim, não pode ser Meu discípulo”. É impressionante a sinceridade do Senhor nosso!

É tão escandaloso para os ouvidos politicamente corretos e almofadinhas do mundo atual, mas, olhemos bem que não são todos os que podem ser discípulos do Cristo Jesus! É certo que todos são chamados, pois “o desejo de Deus é que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4), mas também é certo que nem todos estão dispostos a escutar de verdade o convite do Senhor e a aceitar Suas exigências. E Jesus, nosso Senhor, é claríssimo: Ele somente aceita como discípulo – somente pode ser Seu discípulo – quem se dispõe, com sinceridade, a caminhar atrás Dele, seguindo os Seus passos no caminho! É Ele quem dá as cartas, é Ele quem dita as normas, é Ele quem mostra o caminho e quem diz o que é certo e o que é errado! Que palavra tão difícil para cada um de nós, para o mundo atual, que se julga maduro e sábio o bastante para fazer seu próprio caminho e até para julgar os caminhos de Deus! Quem assim age, permanecendo fechado em s