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Ml 3,19-20a
Sl 97
2Ts 3,7-12
Lc 21,5-19

Estamos no penúltimo Domingo do ano litúrgico. Domingo próximo celebraremos Cristo-Rei e, daqui a precisos quinze dias, estaremos entrando no santo tempo do Advento, que nos faz celebrar na Liturgia a Vinda do Cristo Senhor no final dos tempos e nos prepara também, a partir do dia 17 de dezembro, para o santo Natal do nosso Salvador.
Pois bem, o final de um período sempre nos deve fazer recordar que o tempo corre e a vida passa veloz. Isto deve nos levar a refletir seriamente sobre o fim de todas as coisas e da nossa vida. “Fim” não somente como final, mas “fim” também como finalidade, sentido, objetivo... Sim, caríssimos, nossa vida neste mundo terá um “fim” um final: “Todos os nossos dias passaram... consumimos nossos anos como um sopro. A soma dos nossos anos chega a setenta; ou, para os mais robustos, oitenta anos. A maior parte deles é fadiga e sofrimento pois passam depressa, e é como se voássemos. Ensina-nos a contar os nossos dias, para que nosso coração a sabedoria alcance”. (Sl 89/90,9s.12) É diante desta realidade que a Palavra de Deus nos quer colocar nestes últimos dias do presente ano litúrgico.

No Evangelho, Jesus, nosso Senhor, nos recorda que nossa existência é tão breve, tão fugaz, tão incerta, tão provisória... Por que temos tanto medo de recordar que aqui estamos de passagem e que lá, na Casa do Pai, é que permaneceremos para sempre? Àqueles que se encantavam com o aspecto majestoso do Templo, o Senhor recordou que tudo passa, tudo é relativo, fugaz, passageiro. Isso vale ainda hoje: para a nossa casa bonita, para o nosso carro, para o nosso dinheiro, nossa profissão, para as pessoas às quais amamos, os projetos que temos, nossas crenças políticas, a nossa própria vida neste mundo: “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído!” Aqui, o Senhor não deseja ser um desmancha-prazer, não nos quer arrancar o gosto de viver; deseja tão somente recordar que nossa vida deve ser vivida na perspectivada Eternidade, daquilo que é definitivo, que durará para sempre. Irmãos, haverá um momento final, haverá um Juízo do Senhor sobre a história humana e sobre a história de cada um de nós, quando, então, ficará claro o que serviu e o que não serviu, o que teve valor ante os olhos de Deus e o que não passou de ilusão e falsidade. Nunca esqueçamos disto: nossa vida caminha para esse momento final, o mais importante, o mais solene e definitivo de todo o nosso caminho existencial. Haverá, sim, um Juízo de Deus: “Eis que virá o Dia, abrasador como fornalha em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse Dia vindouro haverá de queimá-los... Para vós, que temeis o Meu Nome, nascerá o Sol da justiça, trazendo salvação em suas asas”. Este Juízo, portanto, será discriminatório: pode significar Vida ou morte, salvação ou condenação!

Ante esta realidade, os discípulos perguntam a Jesus: Mestre, quando acontecerá isso? Qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” A curiosidade de ontem é a mesma de hoje... A resposta do Senhor Jesus contém dois significados:

Primeiro: observemos que o Senhor dá sinais que se referem à natureza (“Haverá grandes terremotos... acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos nos céus.”), sinais que se referem à história humana (“Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país”) e sinais referentes à própria vida dos discípulos – vale dizer, à nossa vida (“Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em Meu Nome, dizendo: ‘Sou eu!’ ou ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente”).
Isto quer dizer que a manifestação final do Senhor vai marcar tudo: a história, a criação e a vida de cada um de nós; nada ficará fora do Juízo de Deus que haverá de se manifestar em Cristo! Tudo será confrontado com o amor manifestado na Cruz do Senhor. A história humana será passada a limpo e o que foi pecado, desamor, maldade será destruído; a criação será transfigurada: passará a figura deste mundo como é agora e, no Espírito do Cristo, haverá um novo Céu e uma nova terra; os discípulos – cada um de nós – serão examinados pelo Senhor de acordo com sua perseverança na fé verdadeira, sem se deixarem levar pelas novidades religiosas, pura falsificação, como as que estamos vendo hoje em dia...

Há ainda um segundo significado: observemos que os sinais que o Cristo Jesus dá, acontecem em todas as épocas: sempre houve e haverá convulsões na natureza, guerras e revoluções na história humana, hereges e falsos profetas, falsos pregadores e falsos pastores no caminho da Igreja. Tem sido assim desde o início...
Então, por que o Senhor apontou esses sinais? Para deixar claro que cada geração deve estar vigilante, cada geração deve recordar sempre que haverá de estar, um dia, diante do Senhor e, portanto, deve levar a sério sua fé e sua adesão a Jesus nosso Senhor. Sobretudo num mundo como o atual, que nos quer fazer perder de vista o essencial e nos quer fazer esquecer que caminhamos para o encontro com Cristo como um rio corre para o mar. Vale-nos, então, o conselho de São Paulo, a que vivamos decentemente, trabalhando pelo pão cotidiano, sem viver à toa, mas construindo a vida com a dignidade de cristãos. O Senhor nos previne que não é fácil: o mundo não nos amará, porque seus pensamentos não são os do Cristo – e isto mais que nunca é claro hoje, numa sociedade consumista, paganizada, relativista, amante do conforto e da imoralidade, onde cada um vive do seu modo, como se Deus não Se tivesse revelado e nem mesmo existisse... Ouçamos a advertência tão sincera e franca de Cristo: “Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. Todos vos odiarão (vos amarão menos, não vos terão entre seus amigos) por causa do Meu Nome... É permanecendo firmes que ireis ganhar a Vida!” Vivemos de modo dramático, atualmente, estas palavras, mesmo dentro da Igreja! Quantos cristãos há que desejam fazer um cristianismo do seu modo, sob medida, como se o Senhor não nos tivesse falado pela Sua Palavra, não nos tivesse dado claros preceitos pelo Seu Cristo Jesus! Ai, ai! Quantos querem hoje um catolicismo sob medida – a medida do mundo! Desejam um catolicismo de encomenda – a encomenda da conivência com o pecado e a frouxidão moral e espiritual! Por fidelidade a Cristo, nosso Juiz, nossa resposta deverá ser sempre um claro “não”! Nossa fidelidade é ao Senhor, pois somente Ele é a nossa Vida, somente Ele é o nosso Juiz! Nele, nosso Céu ou nosso Inferno serão uma tremenda realidade!

Eis aqui! Vivamos fielmente a nossa vocação cristã, não tenhamos medo de ser fiéis e de dar o bom testemunho de Cristo, para que possamos ser aprovados ante o tremendo Tribunal de Cristo. Nossa vida neste mundo é semente de eternidade; nossas escolhas e atitudes terão conseqüências eternas. Que o Senhor nos conceda a graça da perseverança que nos fará ganhar a vida. Amém. 

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