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Homilia para o III Domingo do Advento - Ano A

December 15, 2019

 

 

 

 

Is 35,1-6a.10

Sl 145

Tg 5,7-10

Mt 11,2-11

 

Caríssimos no Senhor, este terceiro Domingo do Advento é conhecido como Domingo Gaudete, isto é, Domingo “Alegrai-vos”. Com efeito, são as palavras do Apóstolo São Paulo (Fl 4,4s), colocadas no Missal para o início da Missa de hoje: “Alegrai-vos sempre no Senhor; o Senhor está perto!” Alegrar-se, mesmo nas lutas da vida e nas incertezas da existência, alegrar-se mesmo no duro combate deste mundo... Mas, alegrar-se não por uma alegria qualquer! Alegra-se verdadeiramente, alegra-se com a alegria que dura e edifica a vida, aquele que se alegra no Senhor! Ele sim, é a fonte da perfeita alegria, porque é o Deus que nunca nos abandona, Deus fiel, que nos ama e permanece conosco!

 

Dessa alegria fala o Profeta Isaías na primeira leitura de hoje: “Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão. Germine de alegria e louvores!” Que terra é essa, que deserto, que solidão? São o nosso mundo, o nosso coração, a nossa vida. Alegre-se o homem, espere cheio de esperança o nosso coração! Fortaleçamos nossas mãos enfraquecidas e nossos joelhos debilitados pelo duro caminho deste mundo! E por quê? Vivemos uma vida tão estressante, a luta pela sobrevivência é tão pesada, os conflitos nas nossas relações são tão presentes, o que vemos de desafios e loucuras no mundo atual é tão assustador, a impiedade da humanidade é sempre tão surpreendente, o esquecimento de Deus e do Seu Cristo, o menosprezo e vilipêndio por tudo quanto é sagrado são tão presentes e recorrentes!

Temos mesmo motivos para nos alegrar, para esperar, para fortalecer nossas mãos e continuar lutando, firmar nossos joelhos e prosseguir caminhando? Sim, temos: “Vede! É vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é Ele que vem para nos salvar!” Eis, meus caros! O Senhor vem para salvar, vem para vingar-se do pecado - e Sua vingança é o amor que salva, o amor que liberta, e dá Vida, Vida divina, Vida em abundância, Vida plena...

 

Mesmo que pareça o contrário, o mundo não é uma realidade sem sentido e sem rumo, a existência humana não é o um pesado fruto do acaso cego... Há um Senhor, há um Deus de Amor, há “um Trono nos Céus e, no Trono, Alguém sentado” (Ap 4,2) que tudo toma em Suas mãos e tudo dirige; um Deus que não está distante, mas nos conhece pelo nome e inclina-Se sobre cada um de nós! Há um Deus que não é frio e indiferente, mas nos visitou pessoalmente no Filho Jesus! Neste Jesus bendito, um dia o Senhor Deus tudo julgará, tudo colocará às claras, tudo vingará, tudo purificará, tudo salvará! É importante não esquecermos isto, pois um dos grandes motivos do esfriamento da fé por parte de tantos na Igreja é a perda da consciência de que o Senhor Jesus nos julgará e julgará toda a história humana: Ele virá, Ele julgará, Ele consolará, Ele colocará às claras, Ele salvará! Seu juízo terá como critério o amor, amor a Ele e, Nele e por Ele, amor e profundo respeito pelos irmãos... Portanto, “ficai firmes até a Vinda do Senhor!” Façamos como o agricultor que espera (espera porque cultivou!) e fica firme! Deve encher-nos de consolo a exortação de São Tiago Apóstolo: “Ficai firmes e fortalecei vossos corações, porque a Vinda do Senhor está próxima. Tomai por modelo de sofrimento e firmeza os profetas que falaram em nome do Senhor!”

Vede bem, meus caros: São Tiago nos exorta a permanecer firmes, nos avisa que o Senhor está próximo – e estará sempre próximo, desde quando partiu para os Céus, nunca deixou de estar próximo... Mas, também nos convida a recordar que os que servem a Deus não estão livres dos combates e sofrimentos da vida. Pelo contrário, devem suportar combates exteriores e interiores! Combates não nos devem desanimar; dificuldades não nos devem esfriar a fé, decepções não nos devem fazer duvidar da providente presença de Deus na nossa vida e na vida do mundo!

 

Um belo exemplo de combate e fidelidade a Deus é-nos dado no Evangelho de hoje. Pensai bem, meus amados no Senhor: um profeta tão grande, tão santo, tão fiel quanto João Batista! E aparece preso, abandonado, jogado numa masmorra, derrotado! – Senhor, por que permites? Senhor, por que diriges o mundo deste modo? Senhor, por que não defendes os Teus amigos? – João tem de suportar o combate exterior, tem de colocar no Senhor sua esperança, esperando na perseverança! Mas, há ainda um outro combate, pior, mais grave, mais doloroso: o combate interior. Onde aparece tal combate no Evangelho que escutamos? Recordai que João havia anunciado um Messias forte e vingador; havia apontado Jesus como o Messias: Ele viria para peneirar o trigo, viria para queimar a palha... E agora, na prisão, o Batista ouvira falar que Jesus era manso, misericordioso, compassivo... Jesus havia entrado na casa dos fariseus, sentado-Se à mesa com os publicanos, perdoado mulheres pecadoras... João fica confuso: “Mas, não era bem assim que eu tinha imaginado o Messias!”... Manda seus discípulos perguntarem ao Carpinteiro de Nazaré: “És Tu aquele que há de vir? És tu mesmo o Santo Messias tão esperado? Ou devemos ainda esperar um outro?”

Eita, meus caros, que muitas vezes também temos vontade de fazer tais perguntas! Quando vemos os acontecimentos da vida, as coisas do mundo, a situação da Igreja, o modo como vivemos, vem uma vontade de perguntar ao Senhor: “Mas, será que existes mesmo? Será que és fidelidade, que és amor, que Te preocupas conosco? És Tu mesmo a nossa esperança e a nossa vida? És Tu o Salvador que a tudo dá sentido? Tu estás ou não no nosso meio? Tu és ou não um Deus próximo?”

 

A resposta de Jesus a João é clara e desafiadora: Ele é o Messias anunciado pelos profetas, com Ele cumprem-se as palavras da primeira leitura de hoje: “Então se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. O coxo saltará como um cervo esse desatará a língua dos mudos!” Mas, Ele não é um Messias de encomenda, não um Messias como nós desejamos ou pensamos! Ele é o Messias vindo do Coração do Pai, um Messias surpreendente, um Messias que revela a própria ternura, a própria misericórdia de Deus! Para acolhê-Lo, para compreendê-Lo, para ver Sua beleza é necessário converter-se a Ele! Por isso, Jesus manda dizer a João: “Feliz aquele que não se escandalizar por causa de Mim!” E João faz sua última conversão: crê em Jesus, aceita o Messias Jesus como Ele é, como o Pai O enviou, e não como ele gostaria que fosse! Por isso João é grande, por isso é o maior dos profetas, por isso hoje se encontra na Glória de Deus e na gratidão da Igreja!

Também nós, irmãos, se esperarmos o Senhor, se acolhermos o Senhor, se não duvidarmos do Senhor, se no Senhor permanecermos firmes, veremos a sua Glória, Nele nos alegraremos e Dele experimentaremos a salvação. A cor deste Domingo, além do roxo, pode ser o rosa (mistura do roxo do Advento com o branco do Natal que se aproxima). Vamos, alegremo-nos! Que a espera e a vigilância deste santo Tempo já se misturam hoje com a alegre expectativa do Santo Natal! Alegrai-vos sempre no Senhor! O Senhor está próximo! Que Ele venha! Que Ele nos encontre vigilantes! Que Ele nos veja abertos de coração! Amém!

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