Homilia para a Missa da Noite do Natal do Senhor

Is 9,1-6 Sl 95 Tt 2,11-14 Lc 2,1-14

“A Graça de Deus Se manifestou trazendo salvação para todos os homens!” Esta palavra da segunda leitura desta Noite santíssima exprime de modo admirável o sentido da hodierna Solenidade.

Vinde, caríssimos, aproximemo-nos do Presépio!

Para nossa surpresa, encontraremos, envolto em faixas, reclinado na manjedoura, Aquele que é a Graça de Deus feita carne, feita gente, feita humilde criança, feita um de nós; a Graça de Deus com rosto humano, com humano choramingar, com sorriso humano!

Que Mistério tão grande e tão doce!

Andávamos todos perdidos, como tantos ainda hoje – cada vez mais, ainda hoje! Não tínhamos um sentido para a vida; éramos presos por nossas paixões, escravos de nossos desejos desencontrados, entregues aos nossos próprios pensamentos, que levam ao nada.

Orgulhosos, seguíamos, cada um de nós, suas próprias ideias. Como os pagãos de hoje, pensávamos que éramos livres por fazermos o que queríamos, por seguir nossa tênue e obscura luz...

E, no entanto, éramos escravos de nós mesmos e de um mundo cego e perverso... Não sabíamos o que fazer com a vida, com a dor, com nossos instintos e tendências, com as feridas da existência; não compreendíamos o sentido