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Meditação XVIII: Uma fonte inesgotável | Retiro Quaresmal 2020

March 18, 2020

 

Reze o Salmo 119/118,137-144

Leia mais uma vez Tb 5 e avance mais, lendo até Tb 7.

 

1. Estamos nos demorando neste capítulo 5. Quanta coisa temos aí para meditar! Como a Palavra de Deus nos provoca! Quantas intuições, quantas advertências, quantas palavras de Vida eterna na santa Palavra de Deus!: palavras na Palavra! Por isso mesmo, nunca devemos tomar um texto das Escrituras de modo apressando, sem fé, sem amorosa atenção, achando que já sabemos de tudo! A Palavra do Senhor é um tesouro inesgotável, sempre surpreendente; é fonte de Vida, é fruto da ação do Espírito, que inspirou o texto sagrado e continua inspirando todo aquele que desse Texto se aproxima com fé e humildade, como um sedento à fonte.

Leia com atenção estas palavras seguintes do Diácono Santo Efrém, no século IV, retiradas do seu Comentário sobre o Diatéssaron, 1,18-19:

 

2. “Que inteligência poderá penetrar uma só de Vossas palavras, Senhor? Como sedentos bebendo de uma fonte, ali deixamos sempre mais do que aproveitamos. A Palavra de Deus, diante das diversas percepções dos discípulos, oferece múltiplas facetas. O Senhor coloriu com muitos tons Sua Palavra. Assim, quem quiser conhecê-la, pode nela contemplar aquilo que lhe agrada. Nela escondeu inúmeros tesouros, para que neles se enriqueçam todos os que a eles se aplicarem”. – Veja: a Palavra de Deus é inesgotável, “oferece múltiplas facetas”. E isto nada tem de invenção humana, de sentimentalismo, de raciocínios aleatórios, à toa. Não! Cada vez que nos aproximamos da Santa Palavra, o Espírito nos inspira, ilumina, desperta pensamentos e afetos, suscita apelos à nossa vida! Trata-se de uma Palavra viva que requer uma leitura viva, isto é, vivificada pelo Espírito e sustentada pela fé!

 

3. “A palavra de Deus é a Árvore da Vida a oferecer-te por todos os lados o fruto abençoado, à semelhança do Rochedo fendido no deserto que, por todos os lados, jorrou a bebida espiritual. ‘Comiam, diz o Apóstolo, do alimento espiritual e bebiam da bebida espiritual’”. – Observe que imagem tão bela: a Palavra é a Árvore da Vida, plantada no meio do Paraíso. Ela nos alimenta, ela nos dá a Vida divina porque nos dá Cristo, e Cristo pleno do Espírito Santo, Espírito Vivo e vivificante! Se o Cristo tem um Corpo pessoal, totalmente cheio do Espírito Santo, na Glória dos Céus, e tem um Corpo místico, que é a Igreja, e um Corpo sacramental, que é a Eucaristia, podemos dizer que Ele também tem um Corpo verbal: a Palavras de Deus, contida nas palavras das Escrituras. E este Corpo, como o místico e o sacramental, é cheio do Santo Espírito, de modo que podemos afirmar sem medo que a Palavra é inspirada pelo Espírito e inspira o Espírito nos seus ouvintes!

 

4. “Se, portanto, alguém alcançar uma parcela desse tesouro, não pense que este seja o único conteúdo desta Palavra, mas considere que encontrou apenas uma porção do muito nela contido. Se só esta parcela esteve ao seu alcance, não diga que essa Palavra seja pobre e estéril, nem a despreze. Pelo contrário, visto que não pode abraçá-la totalmente, dê graças por sua riqueza. Alegra-te por seres vencido, não te entristeças por te ultrapassar. O sedento enche-se de gozo ao beber e não se aborrece por não poder esgotar a fonte. Vença a fonte a tua sede, mas não vença a tua sede a fonte. Pois, se tua sede se sacia sem que a fonte se esgote, quando estiveres novamente sedento, dela poderás beber. Se, porém, saciada tua sede também se secasse a fonte, tua vitória redundaria em mal.

Dá graças, então, pelo que recebeste. Pelo que ainda restou e transbordou não te entristeças. Aquilo que recebeste e a que chegaste é a tua parte. O que sobrou é tua herança. Se, por tua fraqueza, em uma hora não consegues entender, em outras horas, se perseverares, poderás recebê-lo. Não te esforces, com maligna intenção, por beber de um só trago aquilo que não pode ser tomado de uma vez. Não desistas, por indolência, de tomá-lo aos poucos”. – Que palavras fantásticas, estas de Santo Efrém! Primeiramente: nunca, ninguém, por mais douto ou sábio que seja, poderá esgotar o sentido da Palavra de Deus. E aqui atenção: todo soberbo que, lendo as Escrituras, pensa que as dominou, as esgotou, que lhe captou todo o sentido e explorou-lhe toda a riqueza, somente mostra que não compreendeu nada! Quando meditamos nas Sagradas Letras, alcançamos apenas “uma parcela do tesouro”; e graças a Deus, porque, voltando ali, encontrará mais água de Vida, mais alimento, numa novidade inesgotável! Uma coisa devemos todos nós colocar na cabeça e no coração: as Escrituras são vivas e seu sentido somente vai se revelando quando teimamos em perseverar com amor e assiduidade na sua leitura e na sua escuta! Eu lhe peço: nunca escute de modo leviano a Santa Escritura! A leitura sagrada deve ser sempre feita com profundo espírito de fé, com reverência diante do mistério de Deus, com um coração humilde que deseja escutar o Senhor e Nele encontrar o sentido da vida. Nunca leia as Escrituras por simples e vã curiosidade, por espírito de vaidade ou disputa, por soberba intelectual!

Que coisa linda o que Santo Efrém afirma: “Dá graças, então, pelo que recebeste. Pelo que ainda restou e transbordou não te entristeças. Aquilo que recebeste e a que chegaste é a tua parte. O que sobrou é tua herança”. – Admirável! Agradeça ao Senhor por estas meditações, pelo tanto que delas temos tirado para a nossa vida! Bendiga ao Senhor porque muito mais foi o que ficou para ser dito, pois esta é sua herança: o Senhor haverá de dar-lha quando chegar a hora!

 

5. Leia Jr 15,16 e reze o Sl 19/18.

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